sexta-feira, 14 de junho de 2013

PARÁBOLAS DE JESUS - MATEUS 24:32—35 — A PARÁBOLA DA FIGUEIRA — SERMÃO 016


Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.


A Parábola da Figueira – Mateus 24:32—35

32 Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão.

33 Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas.

34 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.

35 Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

Introdução

  • Existem 39 parábolas contadas por Jesus registradas nos Evangelhos. 

  • Jesus era um arguto observador da natureza. A maioria das suas parábolas faz referência à vida dos fazendeiros, pastores e pescadores. 

  • Esta parábola está registrada nos três evangelhos sinóticos e as palavras que Jesus usa acerca da figueira eram claramente compreendidas pelos seus ouvintes. 

  • Próxima da cidade de Jerusalém ficava um pequeno vilarejo conhecido por Betfagé – Casa dos Figos. 

  • Essa parábola está inserida no contexto do discurso escatológico proferido por Jesus em Mateus 24 – 25.

I. A Parábola.

A. A Figueira.

1. Uso da Figueira e de Figos na História Religiosa de Israel.

Oséias 9:10

Achei a Israel como uvas no deserto, vi a vossos pais como as primícias da figueira nova; mas eles foram para Baal-Peor, e se consagraram à vergonhosa idolatria, e se tornaram abomináveis como aquilo que amaram.

Jeremias 24:1—2

Fez-me ver o SENHOR, e vi dois cestos de figos postos diante do templo do SENHOR, depois que Nabucodonosor, rei da Babilônia, levou em cativeiro a Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, e os príncipes de Judá, e os artífices, e os ferreiros de Jerusalém e os trouxe à Babilônia. Tinha um cesto figos muito bons, como os figos temporãos; mas o outro, ruins, que, de ruins que eram, não se podiam comer.

Joel 1:6—7

Porque veio um povo contra a minha terra, poderoso e inumerável; os seus dentes são dentes de leão, e ele tem os queixais de uma leoa. Fez de minha vide uma assolação, destroçou a minha figueira, tirou-lhe a casca, que lançou por terra; os seus sarmentos se fizeram brancos.

Cristo ao fazer uso da figueira estava usando um símbolo sobejamente conhecido.

2. A Figueira como planta.

  • A figueira é uma árvore que tem folhas. Como tal, as figueiras plantadas no hemisfério norte costumam perder todas as suas folhas no outono. 


  • A figueira também como o pé de ceriguela possui flores invisíveis e produz os frutos antes da folhas. 

  • Os frutos da figueira nascem no início da primavera, enquanto que as folhas aparecem somente no final da primavera.


  • Jesus faz referência a este fato:

Marcos 13:28 

Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam, e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão.


3 . A Analogia.

Da mesma maneira que olhando a figueira brotar folhas tenras era um indicativo do fato de que o verão estava próximo ou que o verão seria o evento a seguir, assim Jesus ensina seus discípulos que quando eles vissem certos sinais eles deveriam saber que a vinda do Senhor estava próxima. Que sinais?

1. Os próprios discípulos haviam pedido que Jesus lhe explicasse que sinais haveria da vinda de Jesus e da consumação do século — do fim do mundo —

Mateus 24:1—3.

1 Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo.

2 Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.

3 No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.

2. Jesus deu a eles inúmeros sinais: ver Mateus 24:4—28. A ordem a seguir não é cronológica:


  • Falsos Cristos ou falsos Messias. 

  • Guerras e rumores de guerras. 

  • Fomes e terremotos. 

  • Perseguição dos cristãos até à morte em alguns casos. 

  • Esfriamento da devoção de quase todos os cristãos. 

  • Pregação do Evangelho por todo o mundo. Então virá o fim.

  • A profanação do Templo em Jerusalém. 

3. Como as pessoas sabem que o verão está próximo ao verem a figueira brotar, assim os discípulos devem saber que o fim está próximo, é o evento a seguir, quando todas estas coisas estiverem cumpridas.

4. A vinda de Jesus será triunfal e todos O verão e saberão quem Ele é:

Mateus 24:29—31.

29 Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.

30 Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória.

31 E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.

5. Da mesma maneira que a figueira anuncia o verão e o verão anuncia a colheita, assim também estes sinais nos conduzirão ao juízo final de Deus.

B. A promessa:

Marcos 13:30 

Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.

Charles Spurgeon, o chamado “Príncipe dos Pregadores”, considerava essas palavras como: “As mais desconcertantes palavras que encontramos em toda a Bíblia”.

Quando Jesus diz “esta geração” a quem este Ele se referindo? A palavra grega usada por Marcos é γενεὰ - geneà – raça ou geração. Pode também indicar tipos de pessoas não relacionadas a tempo, como quando usamos a expressão “raça de gente ruim”, “raça valente”.

1. Algumas da muitas especulações acerca da expressão “esta geração”.

  • A expressão esta geração se refere exclusivamente aos discípulos de Jesus que ouviram estas palavras. 

Ø  Teoria 1: Jesus estava errado acerca das coisas que ele falou.


Ø  Teoria 2: Tudo se cumpriu no ano 70 a.D. Inclusive a volta de Jesus!


  • A expressão esta geração se refere aos judeus como um povo distinto. Em outras palavras, Jesus estava dizendo que os judeus vão continuar a existir como povo distinto até a segunda vinda de Jesus. 

Ø  Mas se Jesus queria dizer isso, porque não usou a expressão “povo de Israel” no lugar de “esta geração”?


  • A expressão esta geração se refere àqueles que rejeitaram a Jesus. 

Ø  Argumento muito forçado.


  • A expressão esta geração se refere à nação de Israel moderno fundado em 1948. 

Ø  A intenção de Jesus era esclarecer. Este significado seria muito obscuro para os primeiros discípulos.


  • A expressão esta geração se refere à geração do fim dos tempos. 

Ø  Mas se assim fosse Jesus não estaria respondendo à pergunta feita pelos discípulos. 

Ø  O que Jesus falou valia para os discípulos e não somente para as pessoas que estarão vivas no fim dos tempos.


2. Nova luz foi lançada sobre esta questão com a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto.

  • Os Manuscritos do Mar Morto são uma extensa coleção de manuscritos produzidos por uma comunidade de Essênios — grupo religioso judeu não mencionado no Novo Testamento — que habitava, de forma isolada a região desértica nas proximidades do Mar Morto. 

  • Esta comunidade floresceu de maneira mais significativa em Qumran e acredita-se que foram as pessoas desta comunidade quem produziram os manuscritos e que os esconderam nas cavernas das montanhas rochosas e, praticamente, inacessíveis ao redor do Mar Morto.  
  • Estes Manuscritos continham cópias de Livros do Antigo Testamento, Hinários, e livros produzidos pela própria comunidade. Foram escritos em Hebraico e Aramaico.



  • Este material foi escondido dentro de jarros de barro lacrados em cavernas íngremes mais fáceis de serem alcançadas por bodes, do que por seres humanos.


 

  • Um jovem pastor beduíno que buscava alguns bodes extraviados lançou pedras para dentro de uma destas cavernas visando assustar um eventual animal que por ventura estivesse escondido ali. Nenhum animal acusou o golpe, mas ele percebeu que uma das pedras lançadas fez um barulho semelhante ao de um vaso de barro sendo quebrado por uma pedrada. 

À Esquerda o verdadeiro descobridor dos manuscritos do Mar Morto que o Estado Nazista de Israel, pretende que nunca existiu.

  • Nosso pequeno beduíno então, conseguiu descer até a caverna e realizou a maior descoberta arqueológica da qual se tem notícia tanto pela quantidade dos documentos encontrados quanto pela qualidade da preservação do Material. 
  • Muito da nossa compreensão das palavras que foram, provavelmente, usadas por Jesus está sendo alargada por essa descoberta e pela publicação destes manuscritos, que foi completada, de forma revisada, ano de 2005.  
  • Entre os benefícios que essas descobertas nos propiciaram está o conceito de que a palavra Aramaica usada por Jesus e que foi traduzida para o grego como γενεὰ - geneà – raça ou geração significava nos dias de Jesus uma duração que não se limita a um período de vida e não deve ser entendida literalmente! Ela se refere a certo tipo de pessoas que persistem e permanecem fiéis até ao fim.  
  • Este sentido combina perfeitamente com as palavras de exortação de Jesus, espalhadas por todo o sermão profético, acerca da necessidade de os seguidores de Jesus não se deixarem enganar, nem deixar de perseverar.  
  • Portanto, a expressão “esta geração” inclui tanto os discípulos que ouviram as palavras de Jesus, como aqueles que presenciaram a destruição de Jerusalém no ano 70 a.D, bem como todos os crentes que, através dos séculos, com perseverança têm esperado o cumprimento das profecias que dizem respeito ao final dos tempos. 

II. A certeza da Palavra profética.

Jesus prometeu:

Marcos 13:31 

Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

III. Conclusão

1. Somos nós a última geração? Sim e Não.

2. De qualquer maneira devemos estar atentos e preparados. 

3. Na próxima mensagem que vem falaremos acerca da Parábola do Servo Vigilante que diz respeito a todos nós.

OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.


Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 

2 comentários:

  1. Sinceramente não entendi porque que depois de uma interpretação bem proveitosa dos textos bíblicos, uma infeliz Expressão "Estado nazista de Israel".

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    1. Caro Zafenate,

      A expressão não é infeliz. Na realidade ela é bem apropriada já que movimentos sionista que controla o Estado de Israel desde seu nascimento, é um movimento nazista, assassino, sanguinário que pratica as mesmas atrocidades que os nazistas alemães praticaram contra o povo judeu.

      Essas práticas podem ser vistas, por exemplo, no artigo abaixo. Procure desarmar seu espírito de qualquer pre-julgamento e de todo pre-conceito e leia sem animosidade os fatos apresentados por meios desse link aqui:

      http://www.quimicosunificados.com.br/11184/mundo-exige-fim-do-genocidio-israelense-contra-palestinos/

      Isso, talvez o ajudará a entender porque usamos a frase acima. A mesma apenas reflete a realidade do nosso ponto de vista.

      Abraço,

      irmão Alex

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