domingo, 3 de agosto de 2014

ESCUDOS HUMANOS NA FAIXA DE GAZA



O material abaixo foi publicado pelo site da Revista Carta Capital

Internacional

Opinião

O Hamas e seus 2 milhões de escudos humanos

Diante de um adversário impiedoso, o Hamas utiliza uma tática que coloca em risco toda a população da Faixa de Gaza

por José Antonio Lima 

Crianças palestinas em Gaza
Crianças palestinas voltam para casa em Shejaiya, distrito de Gaza obliterado pelas Forças Armadas israelenses. Segundo Israel, o local era usado pelo Hamas para fabricar e estocar foguetes

O elevado número de civis palestinos mortos na Operação Protective Edge (Borda Protetora) tem feito Israel, e seus defensores, baterem repetidas vezes na tecla de que o Hamas utiliza escudos humanos. O assunto é bastante controverso, mas a realidade é que, a despeito de Israel estar realizando ataques desproporcionais, a tática do Hamas de fato coloca toda a população da Faixa de Gaza em perigo.

Na quinta-feira 31, as Forças Armadas israelenses divulgaram dois vídeos importantes. O primeiro, mostra imagens aparentemente captadas por drones do que seriam 12 lançamentos de foguetes a partir de áreas civis na Faixa de Gaza.

O segundo mostra a vistoria feita por soldados em uma mesquita destruída em combate. É possível ver armas pesadas que, segundo os israelenses, estariam escondidas no templo, também usado para acobertar entradas da rede de túneis utilizada pelo Hamas.

Desde o início da operação, a Unrwa, a agência da ONU para os refugiados palestinos, encontrou foguetes em três de suas escolas, que estavam vazias. Em 29 de julho, outro vídeo divulgado pelos militares israelenses mostrou o que seriam os lançamentos de três foguetes a partir de uma escola em Gaza.

Em 25 de julho, em análise sobre possíveis crimes de guerra cometidos por Israel e Hamas, a Anistia Internacional lembrou que, em conflitos anteriores, a ONG documentou o uso de instalações civis como depósito de armas e local de lançamento de foguetes por parte de facções palestinas contra alvos civis israelenses, o que é ilegal. Desta vez, sobre a questão do possível uso de escudos humanos, há relatos, afirma a Anistia, de que o Hamas tem pedido para a população permanecer em suas casas mesmo com os avisos de Israel, feitos por telefonemas e por panfletos, sobre ataques iminentes em áreas civis. Para a Anistia, isso não configura crime de guerra oficialmente, uma nomenclatura que exigiria ordens diretas a civis para proteger instalações e equipamentos militares. Com base nisso, repórteres da BBC e do jornal The New York Times disseram não ter visto evidências de uso de escudos humanos.

Israel não tem dúvidas sobre a tática do Hamas. Para o governo israelense, o grupo palestino usa este artifício com o objetivo de aumentar o número de vítimas civis e fazer o Hamas ganhar a “guerra da propaganda”. “Nós pedimos para a população: ‘saiam’. Nós pedimos a eles de novo e de novo. Nós ligamos para eles, mandamos mensagens de texto, damos panfletos. Nós pedimos que eles saiam, e alguns saem. O Hamas diz: ‘não saiam, nós proibimos vocês’. Então o Hamas está usando essas pessoas, esses civis, como escudos humanos”, disse Benjamin Netanyahu, o premier israelense, em entrevista à BBC em 20 de julho.

Há duas ponderações importantes sobre as acusações. A primeira é que a Faixa de Gaza é um território minúsculo, de 11 quilômetros por 40 quilômetros, onde moram 1,8 milhão de pessoas. Quase todas as áreas são densamente povoadas, o que dificultaria a separação entre áreas militares e civis mesmo que o Hamas desejasse fazer essa distinção. As considerações sobre o tamanho da Faixa de Gaza costumam irritar os israelenses, mas até a ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, falou sobre isso em entrevista recente. A segunda ponderação é mais importante. Como afirmou à CNN na semana passada Hanan Ashrawi, da Organização para a Libertação da Palestina, o Hamas não é só uma guerrilha, mas também um movimento islâmico responsável por escolas, creches e hospitais. O Hamas é ainda um partido político, e também o governo da Faixa de Gaza. Inúmeras instituições civis, assim, pertencem ao grupo. Se Israel tem o Hamas como um todo como alvo, tem sob sua mira todas essas instalações.

Mesmo diante dessas observações e, da constatação de que o Hamas não está cometendo um crime de guerra no rigor da lei, é óbvio que os atos do grupo militante colocam em risco a população palestina.

Em 17 de julho, reportagem do jornal The Washington Post revelou que o subterrâneo do hospital Al-Shifa, o mais importante da cidade de Gaza, se tornou o “quartel general dos líderes do Hamas, que podem ser vistos nos corredores e escritórios”. O pouco destaque dado a essa informação na imprensa internacional indignou publicações pró-Israel, como a revista judaica Tablet, que fez uma longa reportagem detalhando como os jornalistas estrangeiros são ameaçados pelo Hamas.

Há evidências para corroborar a crítica. Na semana passada, o jornal francês Libération tirou do ar uma reportagem no qual seu colaborador Radjaa Abou Dagga descrevia como fora ameaçado por integrantes do Hamas. A alteração se deu a pedido do jornalista, que tem familiares em Gaza. O jornal Algemeiner, judaico como a Tablet, teve acesso ao relato de Dagga e conta que o jornalista foi interrogado dentro do hospital Al-Shifa. Na terça-feira 29, o repórter italiano Gabriele Barbati afirmou que os jornalistas estrangeiros em Gaza são mesmo ameaçados pelo Hamas. Pelo Twitter, Barbati confirmou que um ataque na segunda-feira 28 contra o campo de refugiados de Shati, na cidade de Gaza, que matou nove crianças, foi fruto de um erro do Hamas, e não das forças israelenses.

O fato de apenas publicações judaicas, como a Tablet e o Algemeiner, darem destaque para as ameaças feitas pelo Hamas a jornalistas fortalece a tese, vigente em círculos pró-Israel, de que o país é perseguido, e também a vitimização utilizada pelo governo israelense para ganhar apoio interno. Lamentavelmente, dá argumentos para quem busca deslegitimar o jornalismo que é feito na Faixa de Gaza e, assim, defender as ações israelenses. O ápice desta prática foi o post de David Bernstein no blog The Volokh Conspiracy, do Washington Post, com “40 perguntas para a mídia internacional“. Há pontos válidos, mas as perguntas acabam por tentar tirar a credibilidade de todo o jornalismo feito na Faixa de Gaza.

Como já dito, as hostilidades atuais só tiveram início por conta de uma atuação deliberada do governo Netanyahu. Uma vez iniciado o conflito, no entanto, sua dinâmica deixa claro que Israel e o Hamas compartilham um abominável desprezo pelas vidas de civis palestinos. O uso de tanques de guerra e artilharia naval e aérea em áreas residenciais é crime de guerra, pois viola o ponto da Convenção de Genebra que proíbe ataques intencionais contra populações civis. Isso não absolve o Hamas, entretanto. O grupo diz lutar pela liberação da Palestina e dos palestinos, mas suas ações são imorais e eticamente condenáveis, pois nada mais fazem do que colocar os habitantes da Faixa de Gaza sob risco. Essas quase 2 milhões de pessoas podem não ser escudos humanos na letra fria da lei, mas o são de fato.

O artigo original do site da Carta Capital poderá ser visto por meio desse link aqui:


OUTROS ARTIGOS SOBRE ISRAEL





























Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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11 comentários:

  1. JOEL CARVALHO - DF7 de agosto de 2014 16:23

    Carta Capital tem sua predileção e ParTido, bastante conhecida pelos mais informados. Tal artigo apenas confirma isso.
    Um despautério só, e uma desonestidade sem tamanho, querer justificar ou desmentir que o HAMAS não usa crianças e outros civis como escudos, com o fim único de colocar a opinião mundial contra Israel. Alegando para isso que Gaza seja um território densamente povoado. Mas, Israel com densidade demográfica semelhante pode ser alvo de mísseis a todo instante e isso está certo.
    Como fiéis defensores do lulo-petismo-socialismo em Banânia, Carta CaPiTal cumpre seu papel fazendo coro aos equívocos diplomáticos deste país, governado por comunistas, que historicamente têm ódio figadal a qualquer povo ou segmento reconhecidamente teísta ou cristão. Se for o povo judeu então, o ódio é infinitamente maior, e a história do último século tem provas sobejas disso. O povo Judeu sempre estará errado. Mesmo que Israel tenha sido alvo de milhares de mísseis em pouco mais de um míssil. Mesmo que Israel tenha que viver permanentemente de sobreaviso, esperando um iminente ataque terrorista. Mesmo que em Israel haja abrigos antiaéreos em cada escola, condomínio, hospitais; e cada residência civil, por lei, tenha portas à prova de bala; CONTUDO, para os desconexos, desinformados e antissemitas, isso tudo não representa nada, é só uma invenção dos judeus, eles não correm quaisquer riscos, e devem aceitar sua imolação diária, tal como ocorreu nos campos de concentração nazistas.
    Ora, hoje, desde 1948, Israel não teve o mesmo fim tal como ocorreu na 2ª Guerra Mundial, simplesmente por seu poderio bélico, não porque não houvesse sido atacado, inclusive por coalizão de nações em 1967 na Guerra dos Seis Dias e 1973 na Guerra do Yom Kippur.
    Em todas essas guerras o objetivo era um só: a destruição total de Israel. Isso permanece nos desígnios do Irã e grupos terroristas como o Hamas, que não admitem a coexistência no Oriente Médio de palestinos e judeus.

    FONTES: http://namiradohamas.blogspot.com.br/
    https://www.youtube.com/watch?v=jIRLqbNwU5A

    PS.: Não espero que pessoas que têm ódio cego a Israel acessem os links acima, mas apenas que deixem de ser desonestos intelectuais, se é que alguém que tem ódio cego e incontornável possui alguma intelectualidade.

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    1. Caro Joel,

      Obrigado por expressar tuas opiniões. O fórum é livre e pretendemos manter sempre um "Grande Diálogo".

      Todavia devo dizer que toda história tem dois lados e realmente achei muito "contundentes" as fotos do site que você indicou que mostram, especialmente os estilingues! Aquela foto é a imagem mais real do que acontece. De um lado temos o QUARTO exército mais poderoso da terra e do outro pessoas presas numa jaula chamada Faixa de Gaza. Pense em você e nos teus filhos. O que você faria se não tivesse água potável, eletricidade, tratamento de esgoto, COMIDA, MEDICAMENTOS e etc?

      Procure conhecer o outro lado. Procure ler o que judeus escrevem e falam sobre o genocídio que já matou quase 2000 pessoas e feriu mais de 10000 na Faixa de Gaza.

      E não consigo perceber como o autor do artigo nega que o Hamas usa pessoas com escudos, algo que israel está cansado de fazer com o povo palestino, dando o título que deu ao mesmo. Não é esse título um reconhecimento tácito que tal situação acontece?

      Sugiro que leia outros artigo acerca do conflito publicados no blog. A maioria foi escrita por israelenses.

      Bem espero que tudo esteja bem com tua família e que vá bem a tua alma.

      Abraço fraterno,

      irmão Alex.

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  2. JOEL CARVALHO - DF8 de agosto de 2014 16:28

    De fato, a opinião do articulista não ignora o fato dos escudos humanos utilizados pelo Hamas. Mas, daí comparar Israel com um grupo declarada e reconhecidamente terrorista até mesmo por algumas nações árabes, mostra de fato o objetivo do texto.

    Aprendi o sentido de alteridade, isto é, colocar-me no lugar do outro, não só por tentar ser um cristão, como também por minhas sofridas experiências do passado. Eu sei um pouco sobre o sofrimento e privações em alguns aspectos. Não queria estar no lugar da população de Gaza, refém de um grupo terrorista. Nenhum de nós pode realmente mensurar o que é isso.

    De igual forma, ninguém no Ocidente, pode mensurar o que é viver aguardando o próximo míssil ou ataque de homem-bomba, ou ataque a tiros em lugar e hora incertos, bem como treinar desde a mais tenra idade como procurar um abrigo antiaéreo ao lado de paradas de ônibus, hospitais, escolas e bunkers praticamente em todos os lugares de aglomeração de pessoas. Além, é claro, de casas que, por lei, são obrigadas a terem portas blindadas.

    Em relação a meus familiares ou patrícios em casos como esses, não precisamos nem nos reportarmos ao Oriente Médio. Aqui mesmo no Brasil, em várias favelas do Rio, guardadas as devidas proporções, civis comuns vivem alguns dilemas semelhantes, quando bandidos/traficantes invadem suas casas, escolas, postos de saúde, etc, e os usam como trincheiras para atacarem policiais em incursão em seu território atrás de malfeitores. Não é o caso do DF, e espero que nunca seja.

    Não creio que nos links acima os estilingues sejam o que especialmente chama a atenção. Por certo, se há algum caso de árabes mortos por atirarem em soldados israelenses com estilingues, é preciso garimpar bastante para achar esse tipo de notícia.
    Agora, há sim, imagens e vídeos de crianças atrás de morteiros e lança-mísseis, usados pelo HAMAS para atingirem o território de Israel.

    CONTINUA...

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    1. Caro Joel,

      Não vejo nada errado em comparar em Israel com o Hamas. Terror por terror qual é a diferença? A diferença está em que pratica o genocídio.

      As vezes eu me admiro com você. Não é preciso garimpar muito para enxergar o que estou dizendo. Vá ao site do Google e digite as seguintes palavras "pedras contra tanques" depois basta ir no item imagens e pronto.

      Creio que é necessário fazer uma avaliação mais abrangente procurando ver e ouvir os dois lados da questão.

      Abraço fraterno,

      irmão Alex.

      Os sionistas que controlam o Estado Moderno de Israel não são bonzinhos: são genocidas.

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    2. JOEL CARVALHO - DF9 de agosto de 2014 15:08

      Li um artigo de um articulista estrangeiro, cujo teor vem ao encontro daquilo que penso sobre a questão, e peço sua licença para reproduzir parte do artigo aqui:
      ---------------------------
      Por que as pessoas odeiam Israel?
      Por Dennis Prager e traduzido por Claudia Costa Chaves:

      Nós vivemos em um mundo mau.

      Não é nenhuma novidade. O mundo anda muito ruim desde que foi inaugurado. Foi por isso que Deus o destruiu e recomeçou do zero (com um espetáculo iniciando a nova experiência, é preciso dizer).

      A partir de uma perspectiva moral, observem o mundo desde o ano 2000.

      A Coreia do Norte continua a ser um país que é, inteiro, essencialmente, um enorme campo de concentração.
      O Tibete, uma das culturas mais antigas da humanidade, continua ocupado e sendo destruído pela China.
      A Somália não existe mais enquanto país. Trata-se de um estado anárquico em que o mais cruel e o mais forte (geralmente o mesmo) prevalece.
      No Congo, entre 1998 e 2003, cerca de 5.5 milhões de pessoas foram mortas – quase o mesmo número de judeus que morreram no Holocausto.
      Na Síria, cerca de 150 mil pessoas foram mortas nos últimos três anos e milhões perderam os lares. (Menos que no Brasil no mesmo período) - Grifo meu.
      No Iraque, quase toda semana vemos assassinatos em massa causados por bombas terroristas. (Agora, uma ordem para mutilação genital feminina também em massa está em vigor no tal califado. N.T.)
      No México, desde 2006, aproximadamente 120 mil pessoas foram mortas nas guerras do tráfico travadas no país.(Menos que no Brasil no mesmo período) - Grifo meu.
      O Irã, uma ditadura teocrática que defende o genocídio, está prestes a conseguir fabricar armas nucleares.
      Comunidades cristãs no Oriente Médio são aniquiladas; o massacre de cristãos é rotina na Nigéria.
      É claro que o século 20 foi ainda mais sangrento, mas estamos apenas no 15º ano do século 21. Não obstante, mostrar o quanto o mundo é terrível para com tantos habitantes não é meu objetivo. O que quero demonstrar é que, apesar de tanta maldade e sofrimento, o mundo concentrou maciçamente a atenção nos supostos malfeitos de um país: Israel.
      O que torna tal fato tão digno de nota é que Israel está entre os países mais humanitários e livres do planeta. E o que é pior, é o único país do mundo sob ameaça de aniquilação.
      Este é o único caso da História em que os povos dos países livres tomaram as dores de um estado policial contra um estado livre. É impossível apontar qualquer outra ocasião na História Moderna – a única ocasião histórica em que existem sociedades livres – na qual, em uma guerra entre um estado livre e um estado policial, o estado livre foi considerado o agressor. É porque uma situação como a de Israel e dos inimigos do país nunca ocorrera antes.

      CONTINUA... no link abaixo:
      http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/historia/por-que-as-pessoas-odeiam-israel/

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  3. JOEL CARVALHO - DF8 de agosto de 2014 16:29

    CONTINUA...

    Longe de mim, defender a morte de inocentes.
    Mas, até agora, ninguém deu qualquer sugestão de como Israel pode fazer cessar ataques de mísseis do Hamas contra seu território.
    Devem esperar uma providência divina, que bloqueie os mísseis, granadas, etc, sem qualquer intervenção humana de Israel?
    Como paralisar os irresponsáveis, que utilizam hospitais, escolas e outros locais, sem que estes locais também sejam atingidos, quando Israel responde aos ataques?
    Israel deveria optar pela imolação de sua população, a fim de não ser acusado de genocídio?
    Israel deveria deixar a população de Gaza sem embargos, e aceitar que junto com essa desafortunada população sofrida, os terroristas do Hamas, com trânsito livre, praticassem atos de terrorismo, amiúde, contra a população israelense?

    Alguém precisa mostrar a Israel que ele pode e deveria correr esses riscos, que já correu no passado com um alto preço para a vida do povo judeu. Nós aceitaríamos?
    Acredito que, se estivéssemos no lugar dos israelenses, com algum vizinho latino-americano dirigido por um grupo semelhante ao HAMAS, os brasileiros seriam chamados de genocidas, como de fato fomos chamados no passado, na época da Guerra do Paraguai, lembra? Claro que, aquela guerra comandada por Caxias tinha outras peculiaridades, mas fica como exemplo de como é difícil estar na
    pele de nacionais, que precisam exercer autodefesa contra ataques insanos.

    Quando se refere a números, essa guerra Israel - HAMAS, deixou pouco mais de 2.000 mortos, incluindo israelenses, que por seu poderio bélico, teve baixas, que chegam a ser simbólicas. Não custa lembrar que, na Guerra das Malvinas em 1982, a Inglaterra teve semelhante resultado frente à Argentina. E os ingleses não foram chamados de covardes. A diferença é que os argentinos não usaram escudos humanos, e os mortos ficaram restritos aos militares.

    No entanto, aqui mesmo no Brasil, nesse mesmo período de um mês, tivemos cerca de 5.000 mortos, com uma média de 154 ao dia, e não somos considerados um país em guerra. Mesmo assim, somos considerados a nação mais violenta em números absolutos, com 56.300 assassinatos em 2012. Em números percentuais, temos outra nação latino-americana, que assume o 1º lugar no ranking mundial, também dirigida por ideólogos de esquerda. Mas, parece que, só uma guerra como essa em comento, com forte polarização de opiniões ideológicas nos causam espécie, para cada lado escolhido.

    FONTE: http://www.cartacapital.com.br/revista/802/nao-e-guerra-civil-8407.html

    PS.: Caro irmão, Alex,

    Aqui vamos bem, graças a Deus. Obrigado.
    Também espero que vá bem contigo e os teus.

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    1. Caro Joel,

      Eu creio que a resposta para iniciar a solução do problema na Palestina já foi dada inclusive aqui mesmo nesse blog. Ela é: Israel precisa sair dos territórios que está ocupando há quase 50 anos, desmantelar suas colônias e devolver as terras tomadas e ocupadas a seus legítimos possuidores. Mas os sionistas não pretendem fazer nada disso, então tem que inventar uma guerra atrás da outra para com isso tentar quebrar a fibra do povo Palestino por meio do genocídio.

      Ver esse artigo:

      http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/07/a-ocupacao-dos-territorios-palestinos-e.html

      Por outro lado se Israel suspender o cerco nojento que mantêm contra a faixa de Gaza, deixando seus habitantes viverem livremente, os próprios palestinos poderão provar que preferem a vida do que a morte!

      Muitos dos teu comentários depois do inicial seriam prontamente solucionados se Israel se retirasse dos territórios ocupados e devolvesse a terra a seus legítimos donos.

      Caso você imagine que o Estado Moderno de Israel possui alguma prerrogativa de "Direito Divino" sobre a terra da palestina como proposto por inúmeros sionistas, inclusive membros do parlamento, sugiro que leia o artigo escrito pelo pastor John Piper e também publicado aqui no blog por meio do seguinte link:

      http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/07/john-piper-fala-do-atual-conflito-entre.html

      Quem te disse que os ingleses não foram chamados de covardes. Foram chamados de algo pior. De assassinos por terem afundado o navio de transporte General Belgrano matando mais de 1000 soldados argentinos apenas por pura vingança por terem um de seus destróiers afundado pelo notório míssil francês "exocet".

      Concordo 100% com você quanto a situação brasileira e também já abordamos esse tema aqui no blog, além de discutirmos o mesmo em nossas classes de Escola Dominical e sermões.

      Agora para quem alega, como você, que a revista Carta Capital não publica nada que seja prejudicial ao PT eu creio que a publicação dessa informação, que irei até usar em um próximo artigo, pelo que te agradeço, parece que vai na contra mão daquilo que você pensa da relação entre o PT e a Carta CaPiTal.

      Grande abraço Joel e fique na paz. Por aqui estamos todos bem, curtindo nossa nova netinha - Helena - que é uma verdadeira gracinha - risos.

      irmão Alex.

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    2. JOEL CARVALHO - DF9 de agosto de 2014 14:58

      Tenho consciência de que o atual Estado de Israel, governado por judeus americanos não gozam da aprovação divina, principalmente por anuírem e implementarem naquele território práticas hediondas que vão de encontro ao que preconiza o Deus de Israel para seu povo. Como por exemplo, a reprodução de políticas públicas abomináveis do Ocidente, como a promoção do homossexualismo com financiamento do Estado, inclusive com paradas gays em Jerusalém. Uma demonstração de que os atuais chefes de estado ali, nada tem a ver com Deus, como ocorre de igual modo aqui no Brasil, USA etc.
      Ainda assim, lá tem um remanescente, que teme ao Senhor Deus, tanto quanto temos aqui no Ocidente também.

      E, sinceramente, não acredito em soluções políticas palpáveis nem a médio prazo.
      Penso que a tendência é de fato, a opinião e a volição da comunidade internacional voltar-se cada vez mais contra Israel, até chegar o ponto em que não só as nações árabes, mas até as do Ocidente hão de unir para aniquilarem Israel. Creio nisso com apoio na Bíblia Sagrada.


      No caso da Carta Capital,

      Os dados sobre a violência no Brasil simplesmente eram impossíveis de serem ignorados, até mesmo por essa revista, que no passado era bastante independente. Acompanho-a hoje, agora, infelizmente, apenas nas bancas de revistas, e vez ou outra compro uma, como essa edição citada, para provar ao meu irmão(o Gesiel), que continua petista, o quanto a propaganda ideológica está longe das ruas do Brasil.

      Há abundantes vídeos do editor dessa revista, o Mino Carta, defendendo o atual governo federal, mesmo contra as evidências, como por exemplo, a malfadada Copa, que desperdiçou bilhões de reais em detrimento do sofrido povo, que mais uma vez experimentou a velha política do "pão e circo".

      Recentemente com o fracasso do selecionado brasileiro na Copa, que a Presidente esperava usar como mais um cabo eleitoral, Mino Carta gravou um vídeo, onde diz que isso é mentira. Ora, isso não está ocorrendo por causa do fiasco. Em coisas de um povo que tem o cérebro na ponta dos pés(A Pátria de chuteiras de N. Rodrigues), e um editor dar-se o trabalho de defender o mandatário, que usa esse engodo para fazer o povo esquecer suas desgraças, a mim quer parecer que tal revista, representada pelo seu editor, está sim comprometida e enviesada com tal governo.

      Outro abraço irmão Alex, que o Senhor continue te abençoando.

      Agora, um(a) netinho(a) é sempre revigorante. É como se estivéssemos retornando à paternidade. (Estou viajando para o meu futuro - risos).
      É que, minha enteada dará à luz um garotinho lindo, o Artur, agora em novembro.
      Vou até dar uma parada nos debates sobre quaisquer assuntos, pois quero que ele me encontre sem qualquer azedume.
      Vai ser uma festa.
      Afinal, além de meus dois filhos, cooperei nos cuidados de 02 de meus irmãos, sendo que o caçula esteve sob meus cuidados diretos por vários meses, quando minha mãe se ausentava bastante, para tratar minha irmã mais nova, que veio a falecer de câncer em 1988.

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    3. JOEL CARVALHO - DF9 de agosto de 2014 15:14

      Sobre o artigo de JOHN PIPER, a quem eu admiro muito como grande pregador da Palavra de Deus, deixei minha opinião sobre esse artigo lá no mês de julho, quando foi replicado aqui em seu blog.

      Como Piper tratou do aspecto divino da questão, me ative apenas à questão político-secular.

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    4. JOEL CARVALHO - DF9 de agosto de 2014 15:59

      Irmão Alex,

      Em relação ao PT, sempre gosto de lembrar que, fui petista por 20 anos, até o final do ano 2010, quando decidi entender a grande diferença entre o discurso e a prática desse partido.
      Agora, já sem as amarras ideológicas, que me impediam de enxergar as incongruências de nossa esquerda, tão bem representadas pelo PT, vi que estávamos a repetir por aqui, o que já ocorrera mundo afora: o comunismo "caviar", onde o discurso de riquezas pessoais ou privadas estão só no discurso, e o que mais vemos são dirigentes esquerdistas milionários em nosso país. O discurso ético, o de tratar com seriedade as verbas públicas não se sustentou nem pela metade do primeiro mandato do PT. Poderia citar outras nuances pelas quais, não só eu, mas outros milhões de (ex)petistas deixaram a Utopia de lado. Ela não existe mesmo, e TOMÁS MORUS, se vivesse hoje, comprovaria melhor o que escreveu em seu famoso livro.
      Enfim, no tocante à ética e à seriedade com o Erário, vivemos mais do mesmo que vivemos por longas décadas. Eles, que chamam de ELITE BRANCA quem os critica, têm a ELITE VERMELHA, comprovada nas últimas declarações de patrimônio à Justiça Eleitoral para as eleições de 2014. Dilma, por exemplo, tem um patrimônio pessoal declarado de R$ 1.750.000,00, incluindo R$ 152.000,00 guardados em espécie em casa, segundo ela para o caso de emergências. Um acréscimo de 64% em relação a 2010.
      E, ao tempo em que seu governo diz que uma pessoa com R$ 70,00 é considerada fora do rol dos miseráveis, contradiz-se ao responder a um jornalista, quando o mesmo sugeriu que ela guardasse a fortuna acima em uma poupança, ganhando R$ 10.000,00 ao ano, respondeu: - "O que é(sic) dez mil?"

      Estou falando de milionários, que conquistaram esse status depois de chegarem ao poder público.

      Não, não sou contra ninguém ser milionário. Mas quando se trata de pessoas públicas, cuja fortuna vem do labor com a coisa pública, é preciso apenas assumir que se ganha bem como servidor público(e como ganham bem os petistas, tucanos, etc), e não posar para a população desinformada de que são "franciscanos" preocupados com a miséria do povo, quando na verdade o seu patrimônio pessoal tem ascensão exponencial, como provado no caso de Dilma e outros ilustres esquerdistas como AÉCIO NEVES, cuja ascensão nos últimos quatro anos foi de 303%, segundo o mesmo por ter recebido uma herança, o que é bem mais compreensível, se é verdade o que alega.

      Obrigado, se permitir os links.
      FONTES:
      https://www.youtube.com/watch?v=exEb1HEA7VE

      http://polibiobraga.blogspot.com.br/2014/07/saiba-por-que-dilma-roussef-guarda-r.html

      AÉCIO 303% MAIS RICO EM 04 ANOS:

      http://searadionaotoca.blogspot.com.br/2014/07/em-4-anos-aecio-fica-303-mais-rico-e.html

      Como disse, os dados se referem à declaração de bens à Justiça Eleitoral.

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    5. Joel,

      Concordo e mantenho minhas palavras no comentário anterior.

      Grande abraço fraterno.

      irmão Alex

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