sexta-feira, 15 de agosto de 2014

UM ESTUDO ACERCA DO PECADO – ESTUDO 7 — A BÍBLIA X O PELAGIANISMO EM TODAS AS SUAS FORMAS




Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, os ensinamentos da Bíblia acerca do pecado, com uma ênfase especial na questão do chamado “pecado para a morte”. 

7. A BÍBLIA X PELAGIANISMO E TODOS SEUS DERIVADOS

A Bíblia é bem clara quando o assunto é liberdade. De acordo com a Palavra de Deus existe somente uma coisa que pode produzir e manter a verdadeira liberdade: OBEDIÊNCIA A DEUS. Versículos como os que seguem nos mostram esta realidade:

João 8:36

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

2 Coríntios 3:17

Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

O pecado, por sua vez, sempre escraviza —

João 8:34

Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado.

Não existe verdadeira liberdade em autonomia e independência de Deus. Pessoas não regeneradas não são livres, no sentido Bíblico, e sim escravas do pecado como podemos ver em:

Romanos 6:16

Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?

2 Pedro 2:17—19

Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas por temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas; porquanto, proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro, prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor.

A situação da humanidade sem Deus é muito bem caracterizada em Romanos 8:7 e 1 Coríntios 2:14 onde lemos que somos inimigos de Deus e incapazes de entendermos as coisas espirituais.

Aqueles que acreditam no livre-arbítrio colocam o poder e a responsabilidade da salvação humana nos ombros da própria humanidade. Para esses, em última instância, a questão de quem será salvo repousa na decisão do próprio homem e não em Deus —

Lamentações 3:22

As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim.

Jonas 2:9

Mas, com a voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao SENHOR pertence a salvação!

Atos 4:8—12).

8 Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos,

9 visto que hoje somos interrogados a propósito do benefício feito a um homem enfermo e do modo por que foi curado,

10 tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós.

11 Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular.

12 E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.

Se a salvação depender, em qualquer sentido ou capacidade, de uma decisão humana então a graça de Deus será aniquilada —

Romanos 11:6

E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça.

Os fatos são claros, ou o homem salva a si mesmo ou Deus salva o homem —

Romanos 9:16

Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.

Nós somos salvos pela graça de Deus, mediante a fé, mas mesmo a fé é “um dom ou presente da graça de Deus —

Efésios 2:8

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.

João 6:65
E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido.

Atos 11:18
E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida.

Infelizmente o que caracteriza o grosso de muitas denominações, especialmente as pseudo-cristãs é exatamente o oposto do ensinamento bíblico. Como elas não podem deixar Jesus de fora, sempre subvertem a verdade acrescentando outros ensinos. Quando analisamos com precisão qual é o ensino de muitos que se dizem cristãos acerca da condição do homem sem Deus, então fica bem evidente que a salvação depende de atos praticados pelo homem e não de Deus. Para estes, o homem é capaz de salvar-se a si mesmo. Ele é capaz de alcançar a Deus por seus próprios méritos e vontade. E isso é verdade no que diz respeito ao Catolicismo, ao Adventismo do Sétimo Dia, ao Mormonismo, às Testemunhas de Jeová, ao Espiritismo etc. Todas elas têm como característica marcante as ideias do Pelagianismo e suas manifestações posteriores de Semi-Pelagianismo e Arminianismo. Através da Igreja Católica Romana, encontramos influências destas idéias no Anglicanismo e, a partir daí, no Metodismo Weslewyano, passando pelo movimento Holliness e da Igreja do Nazareno, até atingir o movimento pentecostal da virada do século XIX para o XX, os carismáticos Católicos e Evangélicos — de 1960 em diante — e todas as igrejas chamadas da “terceira, quarta e quinta ondas pentecostais” — a partir da década de 1970.

Em contrapartida ao Pelagianismo, o semi-Pelagianismo e o  Arminianismo tão penetrantes, as doutrinas que vieram a ser chamadas de “Calvinistas” procuraram fazer justiça ao texto Bíblico e tentaram apresentar uma visão mais equilibrada do ensino do texto da Bíblia. Vamos ver alguns aspectos deste ensino através de uma apresentação — parcial — da confissão de fé de Westminster.

A Confissão de Fé de Westminster escrita entre os anos de 1643 a 1646 — 100 anos depois de João Calvino — e que se tornou a confissão adotada oficialmente pelo Presbiterianismo e algumas outras denominações ao redor do mundo, no seu capítulo 9 sob o título “Do Livre Arbítrio” diz o seguinte:

1. Deus dotou a vontade do homem de tal liberdade natural, que ela nem é forçada para o bem nem para o mal, nem a isso é determinada por qualquer necessidade absoluta de sua natureza.

Deuteronômio 30:19

Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.

João 7:17

Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo.

Apocalipse 22:17

O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.

Tiago1:14

Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz.

João 5:40

Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida.

2. O homem, em seu estado de inocência, tinha a liberdade e o poder de querer e fazer aquilo que é bom e agradável a Deus, mas mudavelmente, de sorte que pudesse cair dessa liberdade e poder. 

Gênesis 1:26

Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.

Gênesis 2:16

E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Gênesis 3:6

Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.

Eclesiastes 7:29

Eis o que tão-somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias.

3. O homem, ao cair no estado de pecado, perdeu inteiramente todo o poder de vontade quanto a qualquer bem espiritual que acompanhe a salvação; de sorte que um homem natural, inteiramente avesso a esse bem e morto no pecado, é incapaz de, pelo seu próprio poder, converter-se ou mesmo preparar-se para isso.

Romanos 5:6 e 7:7—8

Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos morreu a seu tempo pelos ímpios. Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.

João 15:5

Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

Romanos 3:9,12,23

Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado;...todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer..., pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.

Efésios 2:1, 5

Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados... e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos.

Colossenses 2:13

E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos.

João 6:44, 65

Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia... E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido.

1 Coríntios 2:14

Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

Tito 3:3—5

Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.

Romanos 8:8

Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.

4. Quando Deus converte um pecador e o transfere para o estado de graça, ele o liberta de sua natural escravidão ao pecado e, somente por sua graça, o habilita a querer e a fazer com toda liberdade o que é espiritualmente bom, mas isso de tal modo que, por causa da corrupção ainda existente nele, o pecador não faz o bem perfeitamente, nem deseja somente o que é bom, mas também o que é mau.

Colossenses 1:13

Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor.

João 8:34, 36

Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

Filipenses 2:13

Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.

Romanos 6:18, 22

E, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça... Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna.

Gálatas.5:17

Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.

Romanos 7:15, 21—23

Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.

I João 1:8, 10

Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

5. É no estado de glória que a vontade do homem se torna perfeita e imutavelmente livre para o bem só.

1 João 3:2

Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.

Apocalipse 22:3—4

Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele.

2 Crônicas 6:36

Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles e os entregares às mãos do inimigo, a fim de que os leve cativos a uma terra, longe ou perto esteja.

1 João 1:8—10

Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

1 João 2:1—6

Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro. Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.

Salmos 17:15

Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.

Baseados nos versículos apresentados acima, o autor espera que tenha ficado claro o bastante, que o homem como criatura de Deus não possuía liberdade para pecar e uma vez tendo pecado não possui nenhuma condição de retornar ao Deus autor e conservador de toda vida —אֵל אֱלֹהֵי הָרוּחֹת לְכָל־בָּשָׂר — EL ELOHE HARUHOT LEKOL BASAR - ver Números 16:22 e 27:16. Isto se deve ao fato de os homens caídos e sem Deus serem descrito pelas Escrituras com adjetivos contundentes tais como: desviados, perdidos, fracos, ímpios, extraviados, inúteis, pecadores, incapazes de fazer o bem, mortos, transgressores, homens naturais incapazes de aceitar e de entender a revelação de Deus, néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-se uns aos outros.

Diante destas colocações das Escrituras fica evidente a tolice desposada pelo Pelagianismo, Semipelagianismo e Arminianismo que, de alguma forma defendem a ideia de que em liberdade, o homem poderia pecar contra seu Criador. Se isto fosse possível, essa mesma definição de liberdade conteria a possibilidade de o homem se auto-impulsionar em direção de volta para o Criador. Se o pecado for, de fato, um verdadeiro exercício de liberdade, esta mesma liberdade, mesmo depois da queda, continuaria livre para agir de maneira como defendida pelo Pelagianismo, Semipelagianismo e Arminianismo, o que implica que o homem, mesmo caído é livre para escolher tanto retornar como não retornar para seu Criador. Espero que tais ensinamentos tolos fiquem bem evidentes diante da descrição que as Escrituras fazem das criaturas caídas. Apenas para relembrar, por uma questão de segurança, os seres humanos — homens e mulheres — são descritos na Bíblia como: desviados, perdidos, fracos, ímpios, extraviados, inúteis, pecadores, incapazes de fazer o bem, mortos, transgressores, homens naturais incapazes de aceitar e de entender a revelação de Deus, néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-se uns aos outros. Agora responda caro leitor: você acha que os adjetivos citados acima, poderiam de alguma maneira, estarem descrevendo alguém que é LIVRE?

De acordo com o relato bíblico da queda, o homem perdeu o seu direito de viver no Jardim do Éden. Perdeu seu direito a vida e o direito de ser ele mesmo: nu e não envergonhado. A partir da queda, no relato bíblico, o homem como pecador é mostrado como não sendo livre. Ele é um escravo do pecado e está sob o poder da morte. O homem caído é devotado aos ídolos, e nesta devoção aos ídolos se transforma em um ser subumano e igual aos ídolos —

Salmos 115:1—8

1 Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade.

2 Por que diriam as nações: Onde está o Deus deles?

3 No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.

4 Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens.

5 Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem;

6 têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram.

7 Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta.

8 Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam.

Por outro lado, o homem pode se tornar cativo da graça e através dessa mesma graça receber de volta sua verdadeira liberdade como um dom de Deus. Essa nova liberdade, concedida pela graça divina, permite ao homem experimentar tanto a libertação do poder do pecado como o perdão do seu passado pecaminoso através do dom da graça de Deus, que justifica o direito humano de viver de uma maneira aberta um futuro eterno.



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O PECADO — ESTUDOS 014C — O PECADO PARA A MORTE — PARTE C —DIFERENTES TIPOS DE PESSOAS QUE PODEM COMETER O  PECADO IMPERDOÁVEL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/um-estudo-sobre-o-pecado-parte-014_13.html

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

4 comentários:

  1. JOEL CARVALHO - DF15 de agosto de 2014 08:47

    Irmão Alex,

    O estudo foi muito enriquecedor para mim, como será para outros.

    Em relação ao “pecado para a morte”, como descrito em 1 João 5:16, tenho feito apenas observações ao longo de décadas a respeito de um aspecto.
    Por exemplo, os adúlteros, em especial líderes religiosos, dificilmente, aliás, não conheço nenhum destes que tenha conseguido retomar, por exemplo, sua carreira ministerial. Isso é fato. Não sei em relação ao seu relacionamento pessoal com Deus.
    Pregadores, que caem nesse tipo de pecado sempre costumam a partir daí em muitos de seus sermões a dar ênfase à tolerância e ao não apontar do dedo aos erros dos semelhantes. Pode ser coincidência, mas é o que tenho observado em relação a esses pregadores.

    Entendo que, de fato torna-se uma carga quase insuportável depois desse erro, porque, como costumo dizer em conversas com outros irmãos de minha comunidade, o adultério não é um pecado do tipo inopinado, aquele que a gente comete por impulso instantâneo, como por exemplo, um xingamento quando alguém bate o dedão do pé no batente da porta. Ninguém planeja contundir o dedão e xingar depois.
    O adultério é um pecado que precisa de planejamento e maturação. Ninguém encontra uma mulher na esquina e em alguns segundos estará com ela na cama.
    Como o adúltero costuma ter bastante tempo para recuar de seu desiderato, talvez por isso também, costumeiramente ele não consiga encontrar facilmente lugar para arrependimento, pois nesse percurso, por muitas vezes silenciou e ignorou a voz do Espírito Santo. Não é impossível, mas é sempre difícil encontrar um adúltero arrependido.

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    1. Caro Joel,

      Obrigado por tuas generosas palavras. Essa série de estudos surgiu a partir de uma pergunta feita por uma jovem senhora que frequentava nossas reuniões de oração e que tinha certeza que seu marido era um adúltero e ela mesmo havia adulterado como forma de puni-lo.

      Naquele momento não achei conveniente dar uma resposta direta para a pergunta, mas aproveitar a mesma para tratar do pecado de uma forma mais abrangente, culminando com a resposta que ela estava procurando. Com isso poderia esclarecer a todos sobre a questão do pecado e até mesmo deixar Deus colocar a convicção do mesmo nos corações de alguns que não eram crentes para que fossem salvos, o que de fato aconteceu.

      Quanto aos líderes - pouco importa o título que gostem de usar - e que se metem nesse tipo de enrascada, minha experiência como pastor é que quando a coisa vem à tona não se trata de um único caso. Geralmente o cara já esta enredado faz tempo, e é como você disse: isso não acontece de um minuto para o outro.

      Eu, normalmente penso nas duras palavras de Jesus, quando diz que aqueles que causam escândalos e fazem tropeçar os pequeninos, melhor lhes fora amarrar uma pedra de moinho ao próprio pescoço e saltar de uma penhasco em direção ao mar.

      É lógico que as palavras do Senhor não devem ser seguidas de modo literal, mas o sentido é que, esses que causam o escândalo, deveriam considerar suas vidas como "liquidadas ou terminadas", como se tivessem, realmente morrido afogados.

      Infelizmente não é isso que vemos. Além de muitos, especialmente os famosos, continuarem a terem aceitação e não darem ouvidos às palavras do Senhor Jesus, eles insistem em querem continuar no ministério, sem perceber que tal atitude será certamente:

      1. Usada como desculpa por outros que já estão nesse pecado ou que usarão o fato para desculparem seus próprio pecado.

      2. Usada como desculpa para qualquer pecado de imoralidade sexual, especialmente. Aí eles vem com todo aquele papo de Davi e etc. Mas Davi não era pastor de uma igreja do Novo Testamento. Ele era rei de Israel e sua vida foi ladeira abaixo depois do acontecido com Bate-Seba.

      Concordo com você e penso que o verdadeiro arrependido nesses casos é aquele que se considera "morto e liquidado". Deve ficar quieto e suportar em silêncio sua própria ignomínia. Afinal de contas ele não tem a quem culpar senão a si mesmo.

      Abraço fraterno,

      irmão Alex

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    2. JOEL CARVALHO - DF15 de agosto de 2014 11:43

      Irmão Alex,

      Obrigado pela atenção e pela resposta.

      Realmente, o peso desse pecado sobre um líder parece carregado de mais responsabilidade quanto às suas consequências, em razão da ampliação do escândalo, que atinge pequeninos, que tinham em dada liderança um exemplo de vida cristã.
      Principalmente porque, como o senhor lembrou, quando o sujeito oculta o seu erro, ao ser descoberto, este comumente não está restrito a um caso apenas. Caso clássico do Jimmy Swaggart e outros pregadores pentecostais, inclusive alguns que conheço aqui no Brasil, que estão em plena atividade, até o dia em que, infelizmente alguém os flagre em vídeos, pois só as denúncias verbais não têm sido suficientes para que seus erros sejam acreditados por um número maior de pessoas. Enquanto isso não acontece, eles continuam por aí enganando.

      Na mesma quadra, não que os anônimos, ou no caso específico da Igreja de Cristo, alguém que seja apenas membro não sofra consequências. Ocorre que, nesse último caso, as consequências ficam restritas ao seio familiar, o que não diminui essa tragédia. O curioso nesse caso é que, quando se trata de pessoas da sociedade sem nenhum compromisso com a Palavra de Deus, isso comumente é levado na "esportiva" nos dias atuais.

      Sei que Jesus disse que, qualquer que olhar para uma mulher com desejo de possuí-la, já em seu coração cometeu adultério, ampliando assim o seu significado, o que deixa quase todos os homens nessa condição, onde me incluo. Mas, não restam dúvidas que, entre o coração e o ato, as consequências estão bem delimitadas. E Davi de fato é um exemplo clássico a não ser seguido.

      Resta a mim, procurar amiúde, ter um coração puro, ocupando-o mais com a Palavra de Deus, que guardada em nosso coração, evita que o pecado se torne um hábito.

      Realmente, a experiência demonstra que é o pecado deliberado, plenamente consciente e rotineiramente praticado, que vai nos tornando indolentes ao ponto que, ao invés da Maravilhosa Graça de Deus, estaremos vivendo em plenas trevas do pecado.

      Que Deus não permita que esqueçamos que, o seu perdão não é passaporte para vivermos nas trevas.

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    3. Caro Joel,

      Apenas alguns versículos para completar o que você expressou de maneira tão cristalina:

      Salmos 119:9 - De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra.

      Romanos 6:12-14 - 12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões;
      13 nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça.
      14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.

      Abraço,

      irmão Alex



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