segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

PASTOR EVANGÉLICO CONFESSA TER ESTUPRADO A PRÓPRIA FILHA DURANTE 6 ANOS

Homem confessou o crime na DDM de Jundiaí (Foto: Google Maps/Divulgação)
Homem confessou o crime na DDM de Jundiaí (Foto: Google Maps/Divulgação)


O artigo abaixo foi publicado pelo site G1 e é de autoria de Ana Carolina Levorato.

Pastor evangélico é preso por estuprar filha durante seis anos, diz polícia
Segundo as investigações, suspeito obrigava menina a dormir com casal.
Dirigente de igreja foi preso preventivamente em Campo Limpo Paulista.

Ana Carolina Levorato

O pastor de uma igreja evangélica de Jundiaí (SP) foi preso depois de confessar à Polícia Civil ter estuprado a filha durante seis anos. Segundo informações da polícia, o suspeito, de 57 anos, é dirigente da instituição religiosa e admitiu que abusava da filha, hoje com 14 anos, desde que ela tinha 8.

Em entrevista ao G1 nesta sexta-feira (26), a delegada responsável pelo caso, Maria Beatriz de Carvalho, explica que o homem foi denunciado à polícia depois que a esposa percebeu atitudes estranhas do marido.

“Ela disse que não sabia de detalhes, mas notou que o marido sempre ia ao tanque de roupas sujas e pegava uma calcinha da filha. Depois disso, a mulher resolveu conversar com um pastor acima do homem na hierarquia da igreja, que recomendou que ela procurasse a polícia”, afirma a responsável pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jundiaí.

A menina nunca havia contado sobre os abusos sexuais até ser ouvida na delegacia. Ainda segundo a delegada, o homem obrigava a adolescente a dormir na cama do casal. “Ele a queria sempre por perto. Por isso, obrigava a filha a dormir na cama do casal para que ele pudesse passar a mão nela quando tivesse vontade. Além disso, ele batia na adolescente por ciúme de outros garotos”, ressalta Maria Beatriz. Além da menor, o casal tem outro filho, que não foi assediado pelo pai.

Reincidência

Após a denúncia da mãe, a polícia fez buscas pelo suspeito, que foi encontrado e confessou o crime na delegacia na quarta-feira (24). Conforme as investigações da polícia, esta não foi a primeira vez que ele foi denunciado por abusar sexualmente de um menor de idade. “Ele já foi preso por um caso de estupro ocorrido há 20 anos com um sobrinho”, afirma a delegada.

Por conta da confissão e do caso de reincidência, a delegada pediu a prisão preventiva do pastor, que foi encaminhado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista (SP) e pode ser condenado a até 15 de reclusão por estupro.

O artigo original poderá ser lido por meio desse link aqui:


Que Deus tenha misericórdia de todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 28 de fevereiro de 2016

NATANAEL RINALDI: UM DEFENSOR DA VERDADEIRA FÉ EM CRISTO

 
Natanael Rinaldi

O artigo abaixo é da autoria do irmão Johnny Bernardo.

Perdemos o apologista Natanael Rinaldi
Por Johnny Bernardo em 24 de fevereiro de 2016        

A morte do Pastor e apologista Natanael Rinaldi (às 4h30 da manhã de hoje, 24/2), põe fim ao ciclo da “apologética combativa” no Brasil. Advogado por profissão, Rinaldi foi um dos principais responsáveis pela difusão e crescimento da Apologética no país. Era o ano de 1983 quando o Dr. Walter Martin veio ao Brasil para proferir uma série de palestras. “Suas reuniões, tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo, causou um impacto de tal dimensão que ele viu-se persuadido a iniciar uma extensão do seu ministério em nosso país”, lembra o também Pastor e apologista Paulo Romeiro em prefácio do volume II da Série O Império das Seitas (Editora Betânia, 1992, p.10). Um ano depois é aberto em São Paulo o escritório do Instituto Cristão de Pesquisas (ICP) que teve como primeiro presidente o Dr. Aristóteles Alencar e o Pr. Dr. Natanael Rinaldi como o segundo secretário da filial norte-americana no Brasil.

De segundo secretário do ICP, Natanael Rinaldi assumiu a direção do instituto alguns anos depois, fato que contribuiu com a expansão do instituto no território nacional. Apologista combativo começou sua trajetória na área após alguns embates com adeptos da Igreja Adventista do Sétimo Dia, grupo religioso que abordaria com maior profundidade ao longo de seu ministério. No ICP organizou palestras, simpósios, seminários e colaborou com a criação, em 1996, da revista Defesa da Fé, da qual também fez parte nosso amigo Jamierson Oliveira. Também foi o responsável pela criação do programa de rádio Defesa da Fé, que ia ao ar em diversas emissoras do Brasil. Segundo editor da DF, Oliveira descreve o Pastor Rinaldi como um “teólogo respeitadíssimo, com uma carreira de mais de 60 anos de defesa da fé cristã”. Em 2000 foi publicada a primeira edição da Bíblia Apologética Cristã, tendo Jamierson Oliveira como editor e Natanael Rinaldi como Coordenador Teológico.

Com o início da segunda fase da atuação do ICP assume a direção do instituto o Pr. Antônio Fonseca. Rinaldi é mantido como presidente de honra e, anos depois, devido à idade avançada, diminuiu o ritmo de viagens e atividades internas para se dedicar aos trabalhos da Igreja Evangélica da Paz (IEP), com sede em Santos e ao programa Consultando a Bíblia (programa este que resultaria no recente lançamento de um livro com o mesmo nome). Apesar da diminuição das atividades o Pastor Natanael Rinaldi continuou contribuindo com a Apologética brasileira, seja como articulista em alguns eventos, publicação de artigos em portais como CACP, e realização da Conferência Apologética Natanael Rinaldi, na igreja-sede da IEP. Não obstante o esforço de Rinaldi, sua honrada participação na direção do ICP, e seu desejo obstinado de defesa da fé, entre o final da década de 90 e inicio do século XXI a imagem da Apologética brasileira sofreu um revés com uma série de desentendimentos e disputas no âmbito do Instituto Cristão de Pesquisas.

Além das disputas internas dentro do instituto outros fatores contribuíram com o término da fase combativa, como uma mudança de enfoque na área. A nova fase é marcada por uma apologética com maior ênfase teológica e menos combativa, a exemplo do enfoque editorial de institutos como o Núcleo Apologético de Pesquisas e Ensino Cristão (NAPEC); e da extinta revista Apologética Cristã, esta com edição de Jamierson Oliveira. Faço parte do NAPEC como articulista e também tive o privilégio de assinar algumas matérias de capa da Apologética Cristã. Portanto, sou testemunha da mudança de enfoque teológico e apologético que passou a vigorar na virada do século. Atualmente apenas o Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP) mantém um enfoque apologético combativo, porém muito aquém do que já foi a Apologética. Em busca de um norte o instituto fez parceria com Natanael Rinaldi, razão pela qual conseguiu dar sustentabilidade ao trabalho desenvolvido quase que unilateralmente por seu fundador, o Pastor João Flávio Martinez.

Na verdade, os antigos e os novos apologistas brasileiros perderam seu referencial.  O Pastor e Doutor Natanael Rinaldi faleceu uma semana após sua esposa, Paulina Rinaldi. Que Deus console sua família, amigos e membros da Igreja Evangélica da Paz. A apologética não será mais a mesma.

Por Johnny Bernardo

Johnny Bernardo é jornalista, pesquisador da religiosidade brasileira e das relações entre religião e sociedade, colunista do Gnotícias e do Núcleo Apologético de Pesquisas e Ensino Cristão (NAPEC).

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Que Deus abençoe a todos.

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sábado, 27 de fevereiro de 2016

OS GRANDES EQUÍVOCOS DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE


Deus te ama e tem um plano maravilhoso para a tua vida. 

O artigo abaixo é da autoria do irmão Augustus Nicodemus Lopes.

Afinal, o que está errado com a teologia da prosperidade?

Apesar de até o presente só ter melhorado a vida dos seus pregadores e fracassado em fazer o mesmo com a vida dos seus seguidores, a teologia da prosperidade continua a influenciar as igrejas evangélicas no Brasil.

Uma das razões pela qual os evangélicos têm dificuldade em perceber o que está errado com a teologia da prosperidade é que ela é diferente das heresias clássicas, aquelas defendidas pelos mórmons e "testemunhas de Jeová" sobre a pessoa de Cristo, por exemplo. A teologia da prosperidade é um tipo diferente de erro teológico. Ela não nega diretamente nenhuma das verdades fundamentais do Cristianismo. A questão é de ênfase. O problema não é o que a teologia da prosperidade diz, e sim o que ela não diz.

1. Ela está certa quando diz que Deus tem prazer em abençoar seus filhos com bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que qualquer bênção vinda de Deus é graça e não um direito que nós temos e que podemos revindicar ou exigir dele.

2. Ela acerta quando diz que podemos pedir a Deus bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que Deus tem o direito de negá-las quando achar por bem, sem que isto seja por falta de fé ou fidelidade de nossa parte.

3. Ela acerta quando diz que devemos sempre declarar e confessar de maneira positiva que Deus é bom, justo e poderoso para nos dar tudo o que precisamos, mas erra quando deixa de dizer que estas declarações positivas não têm poder algum em si mesmas para fazer com que Deus nos abençoe materialmente.

4. Ela acerta quando diz que devemos dar o dízimo e ofertas, mas erra quando deixa de dizer que isto não obriga Deus a pagá-los de volta.

5. Ela acerta quando diz que Deus faz milagres e multiplica o azeite da viúva, mas erra quando deixa de dizer que nem sempre Deus está disposto, em sua sabedoria insondável, a fazer milagres para atender nossas necessidades, e que na maioria das vezes ele quer nos abençoar materialmente através do nosso trabalho duro, honesto e constante.

6. Ela acerta quando identifica os poderes malignos e demoníacos por detrás da opressão humana, mas erra quando deixa de identificar outros fatores como a corrupção, a desonestidade, a ganância, a mentira e a injustiça, os quais se combatem, não com expulsão de demônios, mas com ações concretas no âmbito social, político e econômico.

7. Ela acerta quando diz que Deus costuma recompensar a fidelidade, mas erra quando deixa de dizer que por vezes Deus permite que os fiéis sofram muito aqui neste mundo.

8. Ela está certa quando diz que podemos pedir e orar e buscar prosperidade, mas erra quando deixa de dizer que um não de Deus a estas orações não significa que Ele está irado conosco.

9. Ela acerta quando cita textos da Bíblia que ensinam que Deus recompensa com bênçãos materiais àqueles que o amam, mas erra quando deixa de mostrar aquelas outras passagens que registram o sofrimento, pobreza, dor, prisão e angústia dos servos fiéis de Deus.

10. Ela acerta quando destaca a importância e o poder da fé, mas erra quando deixa de dizer que o critério final para as respostas positivas de oração não é a fé do homem, mas a vontade soberana de Deus.

11. Ela acerta quando nos encoraja a buscar uma vida melhor, mas erra quando deixa de dizer que a pobreza não é sinal de infidelidade e nem a riqueza é sinal de aprovação da parte de Deus.

12. Ela acerta quando nos encoraja a buscar a Deus, mas erra quando induz os crentes a buscá-lo em primeiro lugar por aquelas coisas que a Bíblia constantemente considera como secundárias, passageiras e provisórias, como bens materiais e saúde.

A teologia da prosperidade, à semelhança da teologia da libertação e do movimento de batalha espiritual, identifica um ponto biblicamente correto, abstrai-o do contexto maior das Escrituras e o utiliza como lente para reler toda a revelação, excluindo todas aquelas passagens que não se encaixam. Ao final, o que temos é uma religião tão diferente do Cristianismo bíblico que dificilmente poderia ser considerada como tal. Estou com saudades da época em que falso mestre era aquele que batia no portão da nossa casa para oferecer um exemplar do livro de Mórmon ou da Torre de Vigia...

Postado por Augustus Nicodemus Lopes

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO E ESTADO ETERNO - Estudo 9 - Termos Usados no Antigo Testamento – Parte 002 - O ESPÍRITO


Quadro de René Magritte

Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.
I. רוּחַ — ruach — vento, hálito, mente e espírito
A palavra ruach é encontrada 361 vezes nas suas formas hebraicas e caldaicas no Antigo Testamento. Essa palavra é traduzida, de maneira aproximada na versão Revista e Atualizada de Almeida, da seguinte maneira:

Espírito de Deus 105X
Espírito como atitude 51X
Mente 6 X
Veia 2X
Espírito no homem 59X
Espíritos referência a anjos 23X
Lado do vento 7X
Ar 1X
O vento 43X
Fôlego 14 X
Tormenta 4X
Tempestade 1X

II. A Definição dos Dicionários

Os dicionários definem a expressão ruach de nove maneiras diferentes, dependendo do contexto:

A – O Espírito de Deus, i.e., o Espírito Santo.

B – Anjos, bons e maus.

C – O princípio da vida nos homens e nos animais.

D – Espíritos desencarnados.

E – Fôlego.

F – Ar.

G – Disposição ou atitude.

H – O lugar onde se assentam as emoções.

I – O lugar onde se concentram a mente e a vontade nos homens.[1]

III. A Septuaginta


Os tradutores da Septuaginta — LXX — utilizaram a expressão grega πνεῦμαpneuma — espírito, como equivalente da expressão ruach todas às vezes, com exceção de 75 vezes, que são alguns casos em que a palavra ruach se refere ao vento. A palavra πνεῦμαpneuma — espírito, é usada 388 vezes na Septuaginta. Às vezes em que a palavra não é a equivalente a ruach, ela é a tradução de outras palavras tais como נֶפֶשׁ nepesh: sopro, vida, desejo, alma. 

IV. A Evidência Exegética


A. A Expressão ruach, da mesma forma que nepesh tem uma grande variedade de significados:

1 – Ao que parece servia, feralmente, para traduzir a ideia do vento que é invisível e imaterial —

Gênesis. 8:1

Lembrou-se Deus de Noé e de todos os animais selváticos e de todos os animais domésticos que com ele estavam na arca; Deus fez soprar um vento sobre a terra, e baixaram as águas.

2 – Como Deus é invisível e imaterial, Ele é descrito como Espírito em —

Isaías 63:10

Mas eles se revoltaram contra Deus e ofenderam o seu santo Espírito. Por isso, Deus se tornou inimigo deles e começou a lutar contra eles.

3 – Como os Anjos de Deus são invisíveis e imateriais são chamados de Espíritos em —

Salmos 104:4
Fazes com que os ventos sejam os teus mensageiros e com que os relâmpagos sejam os teus servidores.

Hebreus 1:14

Então, o que são os anjos? Todos eles são espíritos que servem a Deus, os quais ele envia para ajudar os que vão receber a salvação — na Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

4 – Como o princípio da vida, que anima tanto os homens como os animais é invisível e imaterial, é também chamado de Espírito —

Gênesis 7:22

Tudo o que tinha fôlego de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu.

Nesse sentido, Espírito é visto, como o fôlego de vida que parte e causa a morte do corpo físico — morte no sentido de separação entre as duas partes, material e imaterial, e não no sentido de fim da existência.

5 – Como o homem tem uma parte invisível e imaterial entendido como o Eu ou alma, a qual transcende o princípio da vida física, porque é autoconsciente, assim, tanto a mente quanto o coração do homem são chamados Espírito —

Salmos . 77:6

De noite indago o meu íntimo, e o meu espírito perscruta.

Provérbios 29:1

O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura.

Note a implicações de Isaías 42:5 para os que defendem a idéia de que a expressão Espírito se refere exclusivamente ao princípio físico da vida. Note como o espírito concedido por Deus é diferenciado das outras coisas criadas em —

Isaías 42:5

Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus e os estendeu, formou a terra e a tudo quanto produz; que dá fôlego de vida ao povo que nela está e o espírito aos que andam nela.


O movimento do ar era, geralmente, entendido como um símbolo duma presença sobrenatural —

Jó 4:15

Então, um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos do meu corpo.


Este conceito é paralelo ao expressado pela palavra רְפָאִים refaiym — almas desencarnados —

Jó 26:5

A alma dos mortos tremem debaixo das águas com seus habitantes.


Assim temos que, enquanto na morte o princípio ou fôlego de vida cessa de existir, tanto nos homens quanto nos animais, o lado autoconsciente dos homens ou o espírito dos mesmos ascendem para Deus

Salmos 31:5

Nas tuas mãos, entrego o meu espírito; tu me remiste, SENHOR, Deus da verdade.


Eclesiastes 12:7

E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.


6 – O Espírito Santo é aquele que proporciona as disposições ou atitudes da vida física que transcendem essa mesma vida —

Isaías 11:2

Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR.

Romanos 1:4

E foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor.


Apocalipse. 3:1

Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.

Nota: Os sete Espíritos de Deus não são sete Espíritos distintos como alguns pretendem e sim sete formas distintas, entre não sabemos quantas possíveis, do Espírito Santo se manifestar, como indicado na passagem de Isaías 11:2 acima.

CONTINUA...

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Estudo 014 A — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Conclusão: A Crença na Imortalidade como algo Universal.
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[1] Gesenius, H. F. W., Driver S. R.,  Briggs, Charles A., Brown, Francis, Robinson, Edward. A Hebrew and English Lexicon of the Old Testament.  Oxford University Press, Oxford, 1952.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

PASTOR EVANGÉLICO FAZ ORAÇÃO DE PROTEÇÃO PARA TRANSPORTADOR DE PROPINA


O artigo abaixo foi publicado pelo site da revista Carta Capital e é da autoria de Henrique Beirangê

Pastor “abençoou” propina do merendão do PSDB

Interceptação telefônica autorizada pela Justiça mostra que investigado estava preocupado com entrega
por Henrique Beirangê

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Interceptações telefônicas realizadas durante as investigações da máfia da merenda em São Paulo mostram que um vendedor da cooperativa Coaf pediu a benção de um pastor para transportar 80 mil reais em propinas. O vendedor Carlos Luciano estava preocupado porque um mês antes um outro integrante da quadrilha havia sido preso com 95,5 mil reais quando se aproximava da cidade de Taiúva, interior do estado.

Na chamada realizada no dia 18 de novembro às 17h16, Carlos Luciano conversa com um pastor sobre a entrega. Carlos diz que está “angustiado” em função da remessa. O pastor responde “não é só você não, amanhã vamos ficar nóis (sic) tudo ansioso esperando a resposta”. Carlos diz que está levando uma “comissão” de 80 mil reais a uma “pessoa de confiança” e seria “onça sobre onça”, possivelmente se referindo a notas de 50 reais. Carlinhos diz esperar a “benção de Deus”.

O vendedor diz que “vai estar orando” e o pastor diz que “Deus vai cuidar”. Lopes acabou sendo preso no início desse ano junto de outros seis investigados. Todos já foram soltos.

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Tirando da boca de crianças pobres, a fraude possibilitou só no ano passado ganhos de pelo menos 25 milhões de reais. Tudo ia muito bem, até que a gula dos merendeiros foi ficando cada vez maior, e brigas internas sobre quem levaria a maior parte desse bolo fez um integrante da cooperativa realizar a denúncia em uma delegacia de polícia.

A denúncia deu origem à operação Alba Branca, que apura o envolvimento direto de Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa paulista, dos deputados federais Baleia Rossi (PMDB) e Nelson Marquezelli (PTB) e do deputado estadual Luiz Carlos Gondim (SD).

Nesta semana foram autorizadas a quebra de sigilo de Capez e de seus assessores. Todos já negaram as acusações.

Até o momento já foram citados em depoimentos e interceptações telefônicas os nomes dos secretários da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido; da Agricultura, Arnaldo Jardim; de Logística e Transportes, Duarte Nogueira e do ex-secretário de Educação Herman Voorwald do governo Alckmin.

O artigo original foi publicado pelo site da revista Carta Capital e pode ser visto por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO

O mundo representado pelo povo chamado evangélico está repleto de pessoas que usam a religião apenas como uma forma de enriquecerem. Tendo como exemplos os grandes pastores das denominações midiáticas, não é de se admirar que outros peixes menores sigam o mau exemplo que vêm nas lideranças maiores que, enquanto isso, continuam intocadas pelas autoridades competentes. Até quando?

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO - SERMÃO 005 - PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS — Mateus 6:9a




Essa série tem por objetivo expor de maneira ampla, bíblica, literária, histórica e teologicamente, a oração que chamamos de “Oração do Pai Nosso”. Nosso desejo é enriquecer a vida de todos por meio desses esboços de mensagens que também estão disponíveis em áudio. Na parte final desse artigo o leitor encontrará os links para os outros esboços e para os áudios à medida que forem sendo publicados 

A ORAÇÃO DO “PAI NOSSO”

Uma Exposição Bíblica, Literária e Teológica de Mateus 6:9—13



Introdução:

A. Prosseguindo com nossa exposição de Mateus 6:9—13, a chamada “Oração do Pai Nosso”, hoje queremos falar, entre outras coisas, de algumas similaridades, já mencionadas antes, entre a oração que o Senhor ensinou e algumas das 18 orações praticadas pelos judeus.

B. Como falamos antes quando mencionamos que existiam certas similaridades entre o Pai Nosso e as orações praticadas pelos judeus, nosso interesse não está em reforçar as similaridades e sim destacar as diferenças.  

C. Como vimos, Jesus rompeu com todas as formas de oração adotadas pelos judeus. As práticas dos judeus não nos interessam porque Jesus nos libertou das formas — como orar em pé — dos métodos — como orar três vezes por dia — e do conteúdo propriamente dito de todas essas orações, porque as mesmas não refletem a realidade que Deus é Espírito e pode ser adorado em qualquer lugar e a qualquer tempo em Espírito e Verdade conforme —

João 4:24

Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

D. Além disso, hoje queremos também falar do agudo contrastes representado pelo uso da palavra אַבָּא — `abba — Pai e a expressão seguinte: “que estás nos céus”.

·       Vamos então nos voltar para esse

ABBA QUE ESTÁ NOS CÉUS

I. O Pai Nosso e a Oração chamada Qaddish feita nas sinagogas dos judeus.

A. A oração chamada Qaddish feita nas sinagogas judaicas tem certas semelhanças como o início das petições que encontramos na oração do Pai Nosso. O material a seguir é citado no Comentário de Mateus escrito por Donald Hagner e ele, por sua vez, está citando outro livro “The Lord´s Prayer in Jewish Literature” escrito por Petuchowski e Brocke. O texto da oração Qaddish diz o seguinte:

Exaltado e Santificado seja Teu grande Nome
No mundo que foi criado por Ti,
De acordo com Tua Vontade.
Que o Senhor possa estabelecer Seu Reino,
Durante os dias das nossas vidas e da nossa existência,
E durante a existência de toda a casa de Israel.
Que isso aconteça de modo rápido e em breve.
E digam amém.

B. As semelhanças são apenas superficiais. Os judeus apenas pretendiam manter um relacionamento com Deus. Como Jesus os denunciou, eles não passavam de um bando de hipócritas. O interesse maior deles não estava centrado no Pai supridor e Todo Poderoso, e sim, neles mesmos.

C. De modo contrário Jesus não escolhia palavras para impressionar seus ouvintes e sim para expressar a:

1. Verdadeira intimidade de filhos com seu pai.

2. Completa dependência e confiança em que ele depositava em Deus.


II. O Deus Que é Chamado de אַבָּא — `abba — Pai, está também nos céus.

A. Isso quer dizer o seguinte: Nosso Pai amoroso é também o Deus transcendente que está “nos céus”.

B. Enquanto somos crianças nos habituamos, em condições normais, a viver e ter nosso pai e nossa mãe próximos de nós.

C. Mas as circunstâncias da modernidade acabam, muitas vezes, nos afastando uns dos outros e isso se tornou a regra no Ocidente. Mas no Oriente isso não acontece com a mesma frequência. 

D. No Oriente o pai e mãe vivem próximos de seus filhos pela duração de suas vidas naturais. Muitas vezes, quando o Pai ainda existe, ele costuma viver na mesma casa que seus filhos, mesmos quando esses são casados. Isso é apenas cultural e não devemos julgar, de modo temerário, se a ação é certa ou errada.

E. Quanto ao Pai da oração que Jesus ensinou: Ele está, ao mesmo tempo, próximo, mas também está nos céus.

F. Deus está nos céus e a comunidade de adoradores, que somos nós, é parte do mundo criado.

G. Nosso Deus além de אַבָּא — `abba — Pai é também o Criador e Sustentador de todo o universo.

H. Diante dessas duas últimas afirmações nós podemos então dizer que a comunidade dos fieis representa os servos dos quais o אַבָּא — `abba — Pai é o Senhor.

I. Como servos habitando sobre a Terra somos todos mortais, enquanto nosso אַבָּא — `abba — Pai é eterno e vive para sempre.


III. Nos Aproximando do Deus que está nos céus, mas que também é nosso אַבָּא — `abba.

A. Mesmo habitando nos céus podemos nos aproximar do nosso אַבָּא — `abba — Pai que habita em majestosa santidade em Sua glória celestial:  

Efésios 2:17—18

E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto; porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito.

Efésios 3:11—12

Segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor, pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele.


Hebreus 10:19—24

Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.

Conclusão

A. De acordo com as tradições judaicas, era comum os homens chegarem à sinagoga e permanecerem em absoluto silêncio durante uma hora, antes de se levantarem para proferir as Tefillah ou 18 orações.

B. Chegar à presença de Deus é sempre algo majestoso e assombroso até, mas por causa do que Jesus fez nós podemos nos aproximar do nosso אַבָּא — `abba — Pai, pois Jesus nos garante acesso: com ousadia, com coração sincero — sem esconder nada — e em plena certeza de fé. Devemos comparecer diante de Deus como somos e não temos nenhuma pretensão de nenhum tipo, pois como diz o salmista —

Salmos 103:14

Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.

C. Nossas palavras dirigidas ao nosso אַבָּא — `Abba — Pai que “está nos céus”, devem ser sempre sinceras e poucas.

D. Nosso אַבָּא — `Abba — Pai deseja e espera que o procuremos com ousadia, várias vezes durante o dia. Orações breves e sinceras como as que encontramos às centenas no livro dos Salmos, como por exemplo:

Salmos 119:5

Tomara sejam firmes os meus passos, para que eu observe os teus preceitos.

Salmos 119:8

Cumprirei os teus decretos; não me desampares jamais.


Salmos 119:12

Bendito és tu, SENHOR; ensina-me os teus preceitos.


Salmos 119:17

Sê generoso para com o teu servo, para que eu viva e observe a tua palavra.


Salmos 119:18

Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei.


Salmos 119:25

A minha alma está apegada ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra.

5. Mesmo próximo, não devemos nos esquecer que Nosso אַבָּא — `Abba — Pai está “nos céus”. Isso quer dizer apenas uma coisa: ELE É O DEUS ETERNO, O DEUS TODO PODEROSO a quem podemos dirigir todas as nossas orações e CONFIAR, pois ELE É FIEL.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO PAI NOSSO

001 — INTRODUÇÃO A MATEUS 6:9—15

002 — O PAI NOSSO — PARTE 001 — MATEUS 6:9

003 — O PAI NOSSO — PARTE 002 — MATEUS 6:9

004 — O PAI NOSSO — PARTE 003 — MATEUS 6:9

005 — O PAI NOSSO — PARTE 004 — MATEUS 6:9a — PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS

006 — O PAI NOSSO — PARTE 005 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA DO PAI NOSSO — Mateus 6:9—13

007 — O PAI NOSSO — PARTE 006 — SANTIFICADO SEJA TEU NOME — Mateus 6:9

008 — O PAI NOSSO — PARTE 007 — A RELAÇÃO DA SANTIDADE DE DEUS COM A JUSTIÇA E O AMOR — Mateus 6:9

009 — O PAI NOSSO — PARTE 008 — O REINO DE DEUS — PARTE 001 — Mateus 6:10

010 — O PAI NOSSO — PARTE 009 — O REINO DE DEUS — PARTE 002 — Mateus 6:10
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-oracao-do-pai-nosso-sermao-010-o.html


011 — O PAI NOSSO — PARTE 010 — A VONTADE DE DEUS

Que Deus abençoe a todos 

Alexandros Meimaridis 

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