terça-feira, 29 de novembro de 2016

RUSSELL PHILLIP SHEDD


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Do site da Editora Vida Nova.

Russell Phillip Shedd: uma vida de amor à Palavra de Deus

Com enorme pesar, informamos que nosso fundador e presidente emérito, o dr. Russell Phillip Shedd, faleceu na madrugada do dia 26/11.

O velório ocorre na Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão, Rua Tito, 240, Vila Romana – São Paulo.

O enterro será na próxima quarta-feira (30/11) no Cemitério da Paz, Rua Doutor Luiz Migliano, 644, São Paulo.

Horários:

Domingo dia 27 – velório: das 1oh às 20h — cultos: 10h e 18h
Segunda-feira dia 28 – velório: das 9h às 19h — culto: 12h
Terça-feira dia 29- velório: das 9h às 19h — culto: 12h
Quarta-feira dia 30 – enterro: 14h

Juntamente com a igreja brasileira, lamentamos profundamente a perda deste servo valoroso, que deixará uma lacuna irreparável. Ainda assim, alegramo-nos no Senhor por saber que ele, tal como o Apóstolo Paulo, combateu o bom combate, terminou a carreira, guardou a fé e tem reservada para si a coroa da justiça.

Fiel mensageiro da Palavra, o dr. Shedd foi incansável em seu ministério, tendo percorrido todo o Brasil como conferencista e professor, pregando e palestrando em congressos, igrejas, seminários e faculdades de Teologia. Foi exemplo extraordinário de uma vida de amor à Palavra. A literatura e o ensino teológicos no Brasil devem muito à incansável, inspiradora e comovente dedicação desse grande servo de Deus.

Ele deixa a esposa, dona Patricia Shedd, com quem foi casado por 59 anos, além de 5 filhos (Timothy, Nathanael, Pedro, Helen e Joy), 14 netos (Laura, Kelley, Rebecca, Katherine, Leander, Cayenne, Henry, Jonathan, Michael, Stephanie, Evelyn, Scott, Susan e Katie) e uma bisneta (Izabella).

Um breve relato da vida e da obra de Russell Shedd

Russell Phillip Shedd nasceu em Aiquile, pequena cidade boliviana, no ano de 1929. Aos dez anos de idade, já falava espanhol, inglês e aprendera também o dialeto local. A semente de seu amor à Palavra germinou já na mais tenra infância, quando o menino acompanhava os pais, Leslie e Della Shedd, ambos missionários, em percursos evangelísticos pelas aldeias da Bolívia.

No início da adolescência, volta com os pais e irmãos para os Estados Unidos e cursa o segundo grau em duas instituições: Westervelt Home e Wheaton College Academy. Depois disso, a profunda sede pelo conhecimento da Palavra leva o jovem Shedd a uma intensa jornada de cursos. Primeiro, estuda Teologia no Wheaton College, onde recebe o grau de bacharel com especialização em Bíblia e Grego. Depois, decide fazer um mestrado em estudos do Novo Testamento na Wheaton College Graduate School. Muda-se então para o estado da Filadélfia e matricula-se no Faith Seminary, onde adquire o título de mestre em Teologia, em 1953. Dois anos depois, aos 25 anos de idade, conquista o grau de doutor em Filosofia (PhD) na renomada Universidade de Edimburgo, na Escócia. Em 1955, volta para os Estados Unidos e aceita o cargo de professor no Southeastern Bible College, em Birmingham, no estado do Alabama, onde conhece uma aluna, Patricia Dunn, com quem viria a se casar em 22 de junho de 1957.

Tendo os olhos e o coração voltados para a obra missionária, em 1959 o jovem casal é enviado pela Conservative Baptist Foreign Mission Society (CBFMS) para Portugal. Ali, Russell Shedd recebe com grata satisfação o encargo de acompanhar um ministério de literatura em formação. Denominado “Edições Vida Nova”, esse ministério fora fundado com o propósito de fornecer textos teológicos básicos e obras de referência bíblica para estudantes, professores e pastores.

Passados três anos, Russell Shedd e os demais missionários notaram que o programa de publicações sofria duas sérias limitações: os altos custos de impressão e a baixa e lenta demanda dos livros na minúscula comunidade evangélica portuguesa. Após muitas orações e deliberações, os olhos dos missionários voltam-se para um país do outro lado do Atlântico, com uma comunidade evangélica maior e em franco crescimento, contando ainda com a possibilidade de baixos custos na produção editorial. O plano inicial era que Russell Shedd ficasse dois anos no Brasil com o objetivo de implantar uma ação editorial em São Paulo e depois voltasse para Portugal.

Em agosto de 1962, o casal Shedd chega ao Brasil, onde permanece, sem retornar a Portugal, e onde Russell Shedd passa a ensinar e a inspirar amor à Palavra de Deus, dando continuidade ao ministério de Edições Vida Nova. Ele sempre se dedicou de corpo e alma ao estudo e ao ensino das Escrituras, seja na área do ensino teológico, seja na área de publicação de livros evangélicos que facilitassem a compreensão e o conhecimento das Escrituras, sendo mais de 25 deles de sua autoria. Por muito tempo esteve à frente do ministério de Edições Vida Nova e, embora há vários anos tivesse passado a presidente emérito, jamais deixou de amar e participar dessa obra. Também atuou como consultor da Shedd Publicações. Sua influência perdura até hoje mesmo depois de aposentado, sendo um ativo influenciador de líderes e membros da igreja brasileira.

Na Faculdade Teológica Batista de São Paulo foi professor de Novo Testamento e diretor do Departamento de Novo Testamento e Exegese. Lecionou também em outras renomadas instituições ao redor do mundo.

Somos profundamente gratos a Deus pela forma maravilhosa em que usou o dr. Shedd para influenciar e impactar a todos a quem ele teve a oportunidade de discipular, usando-o também por meio de aulas e palestras e dos muitos livros escritos ou editados por ele. Com certeza, seu exemplo e ensino serão seguidos por muitos anos. Todos os que o conheceram só podem dizer, juntamente com ele, Soli Deo gloria!

Que Deus conforte a família e todos que estimavam o irmão Shedd. 

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA - SERMÃO 023 – APOCALIPSE 3:1-6 - UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 005 - FINAL


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O objetivo dessa série é apresentar os três primeiros capítulos do Livro do Apocalipse. Neles vamos encontrar uma REVELAÇÃO muito especial da pessoa de Jesus Cristo. Cremos que é disso que a Igreja dos nossos Dias precisa: Um encontro pessoal e profundo com o Senhor que diz de si mesmo: Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. No Final de cada estudo o leitor encontrará os links para os estudos seguintes:

LIVRO DO APOCALIPSE — INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA

Texto: Apocalipse 3:1—6
Introdução.

A. Na mensagem anterior nós falamos sobre a gloriosa presença do Espírito Santo em nossas vidas. Quando usamos a expressão “em nossas vidas”, estamos realmente querendo dizer: “dentro de nossas vidas”.  
B. Sim, porque o Espírito Santo veio a este mundo, entre outras coisas, para habitar dentro do corpo de cada crente verdadeiro: 
1 Coríntios 3:16 
Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?  
C. Hoje queremos finalizar nossa análise da carta que o Senhor Jesus enviou para a Igreja em Sardes dando ênfase

À RECOMPENSA PROMETIDA PELO SENHOR JESUS CRISTO

A. Como aconteceu com todas as cartas anteriores, essa também termina com uma promessa feita por Jesus para aqueles que têm sido chamados de “vencedores”. 
B. Vencedores são: 
1. Todos aqueles que retornam ao primeiro amor, que é o amor que devemos ter pelo Senhor Jesus. 
2. Todos aqueles que não suportam falsos mestres. 
3. Todos aqueles que não aceitam falsos ensinamentos. 
4. Todos os que se mantêm fiéis até a morte. 
5. Todos os que enfrentam as tribulações e provações buscando entender a vontade de Deus, e sem reclamar. 
6. Todos aqueles que se esforçam por ser obedientes à Palavra de Deus. 
7. Todos aqueles que perseveram em fazer a obra do Senhor. 
8. Todos os que se lembram dos muitos privilégios recebidos diariamente das mãos de Deus. 
A lista acima não pretende ser completa, mas apenas destacar alguns aspectos que já vimos nas cartas anteriores. 
B. A promessa de Cristo feita à Igreja em Sardes tem a ver com as vestes que o Senhor afirma que dará aos vencedores e também com o próprio nome que a igreja tinha: cemitério. Esse nome será mudado nos céus. 
I. As Vestes Brancas 
A. Em primeiro lugar o vencedor andará com Jesus vestido de vestiduras brancas — 
Apocalipses 3:4b — andarão de branco junto comigo, pois são dignas. 
B. A maioria dos membros da Igreja em Sardes havia contaminado suas vestes, que é uma forma metafórica de dizer que eles tinham se deixado contaminar pelo pecado ao redor. Mas uns poucos haviam resistido às tentações do mundo e mantiveram suas roupas incontaminadas. 
C. A palavra usada aqui para se referir a “vestiduras brancas” não tem tanto a ver com a cor branca em si, e sim com o fato de que são vestiduras “brilhantes”. O mesmo é verdade quando lemos no livro do Apocalipse sobre: 
1. Uma pedra branca contendo um novo nome. 
2. Uma nuvem branca. 
3. Cavalos brancos. 
4. O Grande Trono Branco 
D. Em todos esses casos a ideia é de algo brilhante, ofuscante e não tem relação com a cor branca em si. 
E. A palavra grega λευκοῖς leukoîs — traduzida por branco/a nessas passagens representa a verdadeira pureza. A pureza que resplandece. 
F. E quando o texto diz “dignos” não se refere a qualquer dignidade que exista em nós, porque somos completamente indignos. Nossa dignidade procede do próprio Senhor Jesus que nos libertou da condenação e do poder dos nossos pecados por meio do seu próprio sangue: 
Apocalipse 1:5 
E da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados. 
G. Como falamos várias vezes, muitas ideias dos capítulos a 1—3 do Apocalipse são repetidas no final do livro. Esse também é o caso aqui, pois nos lemos o seguinte em: 
Apocalipse 22:14 
Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas. 
II. O Livro de Deus 
A. Em Apocalipse 3:5 nós lemos o seguinte: O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. 
B. Esse conceito de que Deus tem um livro é apenas uma poderosa metáfora, que serve para nos ajudar a lembrar do cuidado que Deus tem por nós, já que é Ele mesmo quem escreve nossos nomes nesse livro chamado de “Livro da Vida”. 
C. Mas além desse livro da vida, existem vários outros livros onde estão registradas todas as obras, de todas as pessoas de todos os tempos — 
Apocalipse 20:11—15 
11 Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. 
12 Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. 
13 Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. 
14 Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. 
15 E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo. 
D. Um dia todos esses livros serão abertos e todo ser que viveu sobre a terra será julgado de acordo com o que estiver escrito nos livros. Depois o nome da pessoa que foi julgada será checado para ver se está escrito no Livro da Vida. Os nomes dos que estiverem escritos no Livro da Vida irão para a vida eterna e os nomes dos que não estiverem escritos no Livro da Vida irão para o lago que arde com fogo e enxofre, que a segunda morte, ou separação definitiva de Deus por toda a eternidade. 
E. A promessa de Jesus é tão enfática que no original são usadas duas palavras significando não — οὐ μὴ — ou mí — não, não — para indicar que não existe nenhuma possibilidade de um nome escrito no Livro da Vida vir a ser apagado. Que essa verdade, console os corações de todos e nos anime, a todos, a viver vidas que sejam verdadeiramente dignas do Senhor. 
F. Pelo contrário: em vez de ter o nome apagado do Livro da Vida, Jesus promete confessar nosso nome na presença de Deus — 
Apocalipse 3:5 
O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. 
G. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz à igreja.
Conclusão:
A. Meu irmão e irmã: Olhe para tua própria vida. Como estão tuas vestes? Estão incontaminadas ou você tem se deixado seduzir pela sutileza do pecado e suas roupas são impróprias para você andar na companhia de Cristo? Essas são perguntas sérias e bastante apropriadas para uma noite em que pretendemos celebrar a ceia do Senhor. É da maior importância que diante dessas perguntas, nós ouçamos o que o apóstolo Paulo diz em:

1 Coríntios 11:28

Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice.

B. Em segundo lugar, temos que perguntar: seu nome está escrito no Livro da Vida do Cordeiro. Conforme

Apocalipse 21:17

Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro.

C. Nosso nome só pode ser escrito no Livro da Vida se, e apenas se, enquanto estamos vivos nessa terra nós tomarmos uma decisão de aceitar Jesus como nosso Senhor e Salvador. Por mais que os homens inventem religiões e façam promessas vazias acerca da eternidade, a única forma de ter o nome inscrito no Livro da Vida é por meio de Jesus Cristo, pois como nos diz o apóstolo Pedro —

Atos 4:12

E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.  

Que Deus abençoe a todos.  

OUTRAS MENSAGENS ACERCA DO APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E CARTAS ÀS SETE IGREJAS

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 003 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 004 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 005 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 006 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 007 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 008 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 010 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 011 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005 FINAL

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 015 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 016 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 004

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 017 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 005

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 018A/B — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006A/B

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 019 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 001

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 020 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 002

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 021 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 003

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 022 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 004

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 023 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 005 — FINAL

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 024 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 001

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 025 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/apocalipse-introducao-e-as-cartas-as.html

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 026 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/apocalipse-introducao-e-as-cartas-as.html

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 027 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 004
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/04/apocalipse-introducao-e-as-cartas-as.html

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 028 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 005


Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — MATEUS — PARTE 008 - ESTRUTURA - PARTE 002


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Concepção Renascentista do "Chamado de Mateus" - o cobrador de taxas. Obra de Caravaggio.

Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos usando essa oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

I. O EVANGELHO DE MATEUS

G. Estrutura do Evangelho de Mateus — CONTINUAÇÃO.

O Evangelho de Mateus apresenta uma estrutura bem mais elaborada que os outros Evangelhos, o que possibilitou seu uso mais amplo Igreja Primitiva. Por sua estrutura, não é difícil percebermos que estamos diante dum autor que possui uma mente extremamente ordeira como os detalhes a seguir irão deixar claro.

2. O Uso de Grupos Numéricos

Como sabemos Mateus era um coletor de taxas trabalhando a favor do império romano. Sua forma metódica de pensar também pode ser vista em sua capacidade de agrupar várias palavras de Jesus ou eventos ocorridos na vida do Senhor. Seu número favorito é três, apesar dos números 5 e 7 também ocorrerem.[1] Exemplos do agrupamento de três podem ser vistos em:
a. A divisão da genealogia de Jesus em três partes — ver Mateus 1:17.

b. As três tentações sofridas por Jesus — Mateus 4:1—11.

c. As três ilustrações acerca da justiça, as três proibições e os três mandamentos em Mateus 6:1 — 7:20.

d. O agrupamento de três grupos de milagres envolvendo cura, manifestações de poder e restauração em Mateus 8:1 — 9:34.

e. Várias outras instâncias onde Mateus agrupa três parábolas, três perguntas, três orações e três negações.

Devemos insistir que isso não indica que Mateus atribuía qualquer importância simbólica ao numeral 3, mas que tal uso apenas demonstra a forma organizada como sua mente de contador funcionava. Tal uso também distingue Mateus dos outros autores dos evangelhos — Marcos, Lucas e João — pois demonstra a forma metódica como ele organizava seu material. É possível que Mateus ao usar, de forma tão característica o numeral 3, estivesse influenciado pela palavras da Lei de Moisés que afirmava que todos os fatos deveriam ser confirmados pelas palavras e duas ou três testemunhas. Para Mateus a multiplicação do número de testemunhas — cada grupo de três — deveria funcionar como uma verdadeira autenticação do material incorporado.

2. O agrupamento geral do material utilizado

Dentro da narrativa e dos discursos como organizados por Mateus em seu Evangelho é possível percebermos que seu objetivo é ilustras vários aspectos do ministério de Jesus. Desse modo nós podemos observar o seguinte:
a. Mateus 5 — 7 servem para ilustrar os ensinamentos de Jesus.

b. Mateus 8 — 9:34 servem para ilustrar a obra de Jesus.

c. Em Mateus 12:1—45 encontramos vários dos embates intelectuais travados entre Jesus e os fariseus, o que é imediatamente seguido em Mateus 13 por um brupos de ensinamentos em forma de parábolas.

Por detrás desse objetivo consciente não é difícil notarmos uma estrutura bem pensada que é fácil de ser comparada com textos paralelos encontrados nos evangelhos de Marcos e Lucas. Tal habilidade da parte de Mateus resulta numa apresentação sólida e unificada daquilo que ele nos revela em seu material. Uma vez que compreendemos os procedimentos literários de Mateus fica fácil compreender porque seu trabalho não pode ser classificado dentro das categorias conhecidas daquilo que chamamos de biografia. Pelo contrário, a estrutura literária adotada por Mateus tem a intenção de nos fornecer uma visão tão abrangente quanto possível, das múltiplas facetas da vida e do caráter de Jesus.

Uma última palavra acerca do que acabamos de falar: è importante notarmos que nas narrativas envolvendo a chamada paixão Mateus apresenta um alto nível de convergência com o que está apresentando em Marcos e Lucas tanto no conteúdo, quanto na sequência dos eventos. Isso nos faz pensar que no princípio existia uma estrutura relativamente fixa de relatar esses solenes eventos envolvendo a manifestação do Filho de deus entre os seres humanos.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO GERAL AOS EVANGELHOS — ESTUDO 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 002 — A FORMA LITARÁRIA DOS EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 003 — MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 004 — O LUGAR OCUPADO PELOS QUATRO EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 005 —  A MELHOR FORMA DE ABORDAR OS QUATRO EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 007 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 002

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 008 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 003

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 004

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 005

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 006

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 007

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 008

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 009

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/introducao-ao-novo-testamento-estudo_3.html

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 017 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 012 — IDIOMA ORIGINAL


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Note os cinco blocos de discursos, os grupos de quatorze — 2x7 — na genealogia de Jesus, as sete parábolas citadas Mateus 13 e os sete “ais” em Mateus 23.

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terça-feira, 22 de novembro de 2016

ENCONTROS DE PODER — ESTUDO 042 — VENCENDO OS RUDIMENTOS DO MUNDO


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Rene Magritte - Diaporama

A EVIDÊNCIA DO NOVO TESTAMENTO — PARTE 25 — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 010 — UMA EXPOSIÇÃO DE COLOSSENSES 2:9—10 — CONTINUAÇÃO.

Atenção esse artigo é parte de uma série onde pretendemos tratar dos alegados encontros de poder e de curas maravilhosas que nos são apresentadas todos os dias pelos pastores midiáticos. No final de cada estudo você encontrará links para outros estudos.

COLOSSENSES 2:9—10

9 Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

10 Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade.

Vamos imaginar o desenvolvimento do debate entre Paulo e os falsos mestres que existiam em Colossos dentro do seu contexto mais amplo, que se estende de Colossenses 2:8 até Colossenses 3:11. Dizemos isso, porque não é possível entender a posição de Paulo acerca dos poderes separada do seu contexto mais amplo. Nossa compreensão da dinâmica atribuída aos poderes em seu contexto ampliado irá nos ajudar, no futuro, a enfrentar esses mesmos poderes quando percebermos alguma manifestação que possa ser identificada com eles.

Paulo certamente conhecia bem seus adversários e podemos imaginar o embate entre eles e Paulo da seguinte maneira:

Falsos mestres: A Lei de Moisés exige que as pessoas do sexo masculino sejam circuncidadas.

Paulo: Não, pois já passamos por uma circuncisão que não foi feita por mãos humanas, que é circuncisão de Cristo — Colossenses 2:11.

Falsos mestres: Mas a Lei de Moisés é parte dos elementos primários da criação do Universo, e foi criada até mesmo antes da fundação do mundo, já que a mesma foi utilizada na Criação desse mesmo mundo[1]. Por esse motivo, a Lei não pode ser abolida, mas precisa ser obedecida.

Paulo: Não! Cristo é o princípio e a verdadeira causa do Universo criado —

Colossenses 1:15—16

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

E mais: se nós morremos e fomos sepultados juntamente com Cristo por meio do batismo, fomos então libertados de todos os nossos pecados por meio de Cristo e não por meio da Lei de Moisés. Nossa confissão de dívida, atestada pelos nossos próprios pecados, foi completamente removida e pregada na cruz de Cristo e, dessa forma, nossa dívida foi plenamente quitada por Jesus e não pela obediência à Lei de Moises. Todos os principais sacerdotes e os escribas, que procuraram por todos os meios a condenação do Senhor Jesus estão, agora, completamente desmascarados como aqueles que amam mais a religião que controlam, do que a verdade que exigia transformação de vida. Pilatos, o soldado, e a própria Roma a quem ele servia, também estão desmascarados como verdadeiros adoradores do poder em vez do Deus Santo. Por trás desses todos estão a Lei de Moisés, o templo em Jerusalém e o Estado romano, como elementos que justificam o status quo. Mas todos esses elementos também estão desmascarados, pois está revelado que os mesmos resistem à legitimidade do Reino de Deus. Todos esses poderes foram despojados pela vitória alcançada por Jesus na Cruz, e isso está visível para qualquer um que queira enxergar. Desse modo, é impossível conceder a esses elementos qualquer valor —

Colossenses 2:12—15

12 Tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.

13 E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos;

14 tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz;

15 e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.

Falsos mestres: Mas a Lei de Moisés impõe a adoção de regras alimentares judaicas e que o todo da vida duma pessoa deve ser organizado pela adoção do calendário especial judaico. É necessária a celebração anual de festivais concernentes às luas novas e à guarda semanal do sábado. A fé em Cristo não é suficiente em si mesma para tudo isso. Ela precisa estar integrada a um sistema de práticas religiosas que envolvam todos os aspectos da vida duma pessoa. A igreja não pode evitar essas coisas se deseja atingir a totalidade da vida das pessoas.

Paulo: Sim, isso era assim mesmo, mas todas essas coisas não passavam de sombras apenas. Cristo é realidade única e suficiente para todas as pessoas.

Colossenses 2:17—19

17 Porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.

18 Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal,

19 e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.

Falsos mestres: Mas não somos tão tolos a ponto de substituirmos o ritual pela realidade divina. A adoração é apenas um meio e não um fim em si mesma. Nosso alvo é tentar alcançar a visão do divino trono-carruagem visto por Ezequiel, Daniel, Enoque e também outras coisas grandiosas que foram contempladas por meio de visões. Nós mortificamos a carne por meio do jejum; nós silenciamos os clamores da carne pecaminosa e matamos de fome os apetites carnais de tal modo, que podemos ansiar pelo verdadeiro alimento celestial. Nosso único desejo é unir nossas vozes com a dos anjos e cantar o tríplice “Santo, Santo, Santo”.

Paulo: Quanta falsidade! Aqueles dentre vocês que têm sido agraciados com tais visões consideram que as mesmas são apenas o resultado direto de algum esforço ou empenho pessoal, pela prática de rituais de autossacrifício heroicos. Vocês ostentam suas experiências diante da igreja orgulhando-se de coisas que deveriam ter, isso sim, destruído vosso orgulho por completo. Vocês julgam os outros como sendo inferiores, indignos e deficientes em suas vidas cristãs, uma vez que eles ainda não alcançaram as tais propaladas visões que vocês alegam terem tido. Vocês ameaçam dividir a igreja em cidadãos de primeira e de segunda classe. Vocês transformaram a vida religiosa numa escada mística de ascensão para níveis espirituais mais elevados. Por isso, vocês não estão mais vinculados àquele que é o Cabeça, que é Cristo, que é a única coisa que realmente importa em termos de Salvação. Cristo também deseja que Sua igreja seja apenas uma, um organismo vivo, onde cada parte cuida de edificar as outras partes. A pretensa espiritualidade de vocês não edifica a igreja como Corpo de Cristo, mas colabora para que a mesma seja dividida e destruída, já que tudo o que vocês fazem não passa dum autocentrado egoísmo —

Colossenses 2:18—19

18 Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal,

19 e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.

Falsos mestres: Mas Paulo, note que você está apenas criticando o mau uso de experiências válidas e práticas indispensáveis. Todas as religiões ensinam o valor da autodisciplina, da mortificação da carne, e da liquidação do ego. Por outro lado percebemos que você tem diminuído as exigências da verdadeira religião fazendo com que a fé esteja disponível a qualquer pessoa. Você abandona a Lei de Moisés com o único objetivo de abrir uma larga porta de acesso para os gentios convertidos, os quais não chegam sequer a adotar os padrões mínimos de decência. Os gentios precisam se submeter ao jugo da Lei de Moisés se desejam conformar o todo de suas vidas à vontade de Deus como revelada em Jesus Cristo.

Paulo: De modo algum! Vocês confundem a batalha contra a carne com a luta contra os prazeres do corpo. A arrogância com que vocês exibem a pretensa piedade que têm, mostra apenas que o asceticismo de vocês não passa dum exercício de orgulho. Vocês não reconhecem a corrupção que os domina, pelo contrário, vocês alegam que são capazes de dominar a mesma. No entanto, a carne representa o todo da vida centrada no EU. As proibições que vocês impõem do tipo: 1) Não manuseie isto; 2) Não proves aquilo; 3) Não toques aquiloutro e etc., não contribuem em nada para quebrar o jugo do domínio do EU sobre suas vidas. Vocês não são em nada diferentes de qualquer outro hedonista e, até mesmo, dos gentios, aos quais desprezam alegando que falta aos mesmos um mínimo padrão de decência —

Colossenses 2:20—23

20 Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças:

21 não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro,

22 segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem.

23 Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade.

Nosso imaginário Paulo, prossegue: Agora, vamos deixar que uma pessoa morra com Cristo para todas essas regras e princípios básicos de comportamento — os rudimentos do mundo — e essa pessoa saberá em seu coração o que significa amar a Deus e ao próximo. Vocês buscam visões? Então procurem se concentrar na pessoa de Cristo no céu — Colossenses 3:1. Nenhum crente precisa desse tipo de visão, porque já se encontra assentado, ao lado de Cristo, nas regiões celestiais. Se nosso velho ego já está crucificado e morto, então nossa vida está escondida com Cristo em Deus e será manifestada quando Jesus se manifestar — Colossenses 3:3. Façam morrer aquilo que é terreno em vocês e não terão mais nenhuma necessidade de fingir ser um virtuoso espiritual — Colossenses 3:5. Visões não são importantes e sim um novo comportamento de pessoas realmente transformadas. Todos os que se despem do velho homem e se revestem do novo homem sabem que o crescimento na fé não vem por esforço próprio, mas pela ação de Deus — Colossenses 3:6—10. Como deve ser evidente, diante de Deus não pode existir mais nenhum tipo de distinção —

Colossenses 3:11

No qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.

Diante de toda essa imaginária argumentação, ficamos com a nítida impressão que a preocupação de Paulo, não era proteger seus leitores em Colossos de espíritos malignos no céu e sim de: filosofias humanas, tradições humanas, regras e rituais, leis envolvendo alimentos, usos e costumes e práticas ascéticas que representam o núcleo de toda religião institucionalizada. Nenhuma dessas coisas é ruim em si mesma, podendo até mesmo, serem úteis em certos casos. Mas elas se tornam extremamente perigosas quando se tornam um fim em si mesmas, ou causam divisões no corpo, ou tornam-se egocêntricas ou afastam o crente da sua união com Cristo. Certamente essas coisas podem ser tão perniciosas para a fé cristã como tinha sido para o judaísmo do Antigo Testamento.

O Novo Testamento não parece apreciar o reducionismo espiritual adotado pelo cristianismo posterior, que limitava os Poderes a espíritos hostis pairando no ar. O mesmo é verdadeiro em nossos dias, onde tais espíritos são onipresentes e responsabilizados por todas as mazelas existentes na vida dos evangélicos. Por outro lado, o Novo Testamento prefere falar dos Poderes de forma concreta atingindo sua inércia estrutural e a forma encorpada como se manifestam na história humana. Os Poderes que preocupavam o apóstolo Paulo não voavam, mas se manifestavam em estruturas físicas.

CONTINUA...

LISTAS DOS ESTUDOS DE ENCONTROS DE PODER

001 — Introdução =

002 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Expressões Diversas

003 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀρχῆ — arché e ἄρχων — árchon.

004 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἐξουσίαις – exousías – potestades, autoridades.

005 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δυνάμεις — dunámeis — poderes.

006 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Θρόνοι— thrónoi — tronos.

007 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = κυριοτῆς — kuriotês — domínio.

008 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ὀνόματι — onómati — nome.

009 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἄγγελοs — ággelos — anjo.

010 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δαιμονίον — daimoníon — demônioπνεῦμα τὸ πονηρὸν — pneûma tò poniròn — espírito malignoἀγγέλους τε τοὺς μὴ τηρήσαντας τὴν ἑαυτῶν ἀρχὴν— angélous te toùs me terèsantas tèn eautôn archèn — anjos, os que não guardaram o seu estado original ou anjos caídos.

011 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações.

012 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 2.

013 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 3 — Final.

014 — A Evidência do Novo Testamento – Parte 1 — Introdução

015 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 2 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 1

016 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 2

017 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — Romanos 13:1—3

018 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 4 — As Passagens Disputadas — Romanos 8:31—39

019 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 5 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 1

020 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 6 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 2

021 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 7 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 1

022 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 8 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 2

023 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 9 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 1

024 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 10 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 2

025 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 11 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 3

026 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 12 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 4

027 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 13 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 5

028 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 14 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 6

029 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 15 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 7 — A DESTRUIÇÃO DA MORTE E DE SEUS ALIADOS

030 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — A CRIAÇÃO DE TODAS AS COISAS POR MEIO DE E PARA O PRÓPRIO CRISTO

031 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES

032 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES —PARTE 002

033 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 17 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 001

034 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 18 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 002

035 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 19 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 003

036 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 20 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 004

037 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 21 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 005

038 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 22 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 006

039 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 23 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 007

040 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 24 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 008

041 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 25 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 009

042 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 26 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 010

043 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 27 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 011 — O PRÍNCIPE DA POTESTADE DO AR
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/encontros-de-poder-043-evidencia-do.html



044 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 28 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 012 — AS FORÇAS ESPIRITUAIS DO MAL — PARTE 001

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis.

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Desde já agradecemos a todos.          



[1] Davies, W. D. Paul and Rabbinic Judaism – Some Rabbinic Elements in Pauline Thology. Fortpress Press, Philadelphia, fourth printing 1980. Nessa obra, Davies diz que existia no pensamento judaico a ideia onde a Lei de Moisés era identificada com a sabedoria e, desse modo, era vista como sendo o agente ativo da Criação. Davies oferece evidências que esse ensinamento era comum entre os judeus dispersos pela bacia do Mediterrâneo.

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