sábado, 21 de outubro de 2017

ENCONTROS DE PODER — 045 — A EVIDÊNCIA DO NOVO TESTAMENTO — PARTE 28 — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 013 — UMA EXPOSIÇÃO DE EFÉSIOS 2:12.


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Atenção esse artigo é parte de uma série onde pretendemos tratar dos alegados encontros de poder e de curas maravilhosas que nos são apresentadas todos os dias pelos pastores midiáticos. No final de cada estudo você encontrará links para outros estudos.

EFÉSIOS 6:12 — Continuação

Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados — ἀρχάς — e potestades — ἐξουσίας, contra os dominadores — κοσμοκράτορας deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal — πνευματικὰ τῆς πονηρίας, nas regiões celestes.

Para enfrentarmos essa batalha, nós somos orientados e vestir toda a armadura de Deus.

Efésios 6:13—17

13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.

14 Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.

15 Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;


16 embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.

17 Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.

Uma primeira apresentação da armadura de Deus nos é apresentada na primeira carta escrita pelo apóstolo Paulo —

1 Tessalonicenses 5:8

Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação.

Outra menção também pode ser encontrada em —

Romanos 13:12

Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.

O autor acha risível a afirmação de muitos comentaristas que as armas mencionadas em Efésio 6 são todas defensivas. O Pentágono estadunidense faz o mesmo tipo de afirmação acerca do mísseis balísticos intercontinentais que possui. Os termos usados em Efésios 6 que compõem a armadura cristã são emprestados das vestimentas dos legionários. Eles formam uma verdadeira metáfora da chamada cunha romana, que foi considerada por séculos a formação militar mais terrível que era conhecida. A cunha tinha esse formato > e podia ser composta de um número qualquer de legionários. Ladeados ombro a ombro, com total proteção dos escudos, dos capacetes e de outras partes da vestimenta, as chamadas cunhas avançavam sobre os exércitos inimigos, rasgando, literalmente suas formações e abrindo as mesmas para o ataque da tropas de infantaria que vinham logo atrás. Tudo o que compunha a armadura do legionário podia ser usado tanto para atacar como para se defender. O escudo, o capacete, a couraça e o largo cinto que protegia o lombo eram armas protetoras contra agressões. Para atacar, o legionário romano dispunha de duas lanças de 2 metros de comprimento chamadas de pilum, que era lançadas contra os inimigos no início do ataque. Essas lanças tinha pontas duras capazes de penetrar o escudo dos adversários. A parte dura era seguida por uma pedaço menos duro que, normalmente, vergava com o peso do longo cabo de madeira. A lança pendurada ao escudo pesava tanto que tornava o mesmo inútil, fazendo com que fosse abandonado. Em seguida, quando as duas tropas se aproximavam uma da outra o legionário usava uma espada de dois gumes, chamada de gladius. Sem escudo e desprotegido o inimigo era ferido mortalmente com um profundo e largo corte no abdômen, que era capaz de fazer derramar os órgão internos.

Além disso, o legionário carregava uma faca presa ao cinto. As espadas longas — spatha — eram usadas pelas tropas auxiliares que passavam pelo campo de batalha e liquidava de vez com os adversário caídos no chão, mas que ainda estavam vivos. O escudo utilizado pelos legionários — scutum — era longo o suficiente para cobrir dois terços do seu corpo e largo o suficiente para cobrir o legionário e também se estendia sobre 1/3 do corpo do legionário ao lado. Isso possibilitava a adoção de fileiras compactas e fazia com que um legionário dependesse de outros o que ajudava na união de todo o exército.

Paulo omite a menção do pilum e da faca — pugio. Mas é possível que a faca seja parte do cingir-se com a verdade. Já a lança era uma arma utilizada mais para desarmar o oponente e talvez por isso seja omitida por Paulo. A ausência dessa armas na descrição de Paulo não faz absolutamente nada para transforma a espada — gladius — numa arma defensiva. A espada de dois gumes usada pelos legionários romanos sempre foi vista como o centro da armadura dos romanos e e uma arma de eficiência militar devastadora.  

CONTINUA...

Listas dos Estudos de Encontros de Poder

001 — Introdução =

002 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Expressões Diversas

003 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀρχῆ arché e ἄρχων árchon.

004 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἐξουσίαιςexousías – potestades, autoridades.

005 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δυνάμειςdunámeis — poderes.

006 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Θρόνοιthrónoi — tronos.

007 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = κυριοτῆς kuriotês — domínio.
008 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ὀνόματιonómati — nome.

009 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἄγγελοs ággelos — anjo.

010 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δαιμονίον daimoníon — demônio, πνεῦμα τὸ πονηρὸνpneûma tò ponirònespírito maligno, ἀγγέλους τε τοὺς μὴ τηρήσαντας τὴν ἑαυτῶν ἀρχὴνangélous te toùs me terèsantas tèn eautôn archèn — anjos, os que não guardaram o seu estado original ou anjos caídos.

011 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν angélous tôn ethnôn — anjos das nações.

012 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν angélous tôn ethnônanjos das nações — Parte 2.

013 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν angélous tôn ethnônanjos das nações — Parte 3 — Final.

014 — A Evidência do Novo Testamento – Parte 1 — Introdução

015 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 2 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 1

016 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 2

017 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — Romanos 13:1—3

018 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 4 — As Passagens Disputadas — Romanos 8:31—39

019 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 5 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 1

020 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 6 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 2

021 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 7 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 1

022 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 8 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 2

023 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 9 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 1

024 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 10 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 2

025 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 11 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 3

026 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 12 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 4

027 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 13 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 5

028 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 14 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 6

029 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 15 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 7 — A DESTRUIÇÃO DA MORTE E DE SEUS ALIADOS

030 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — A CRIAÇÃO DE TODAS AS COISAS POR MEIO DE E PARA O PRÓPRIO CRISTO

031 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES

032 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES —PARTE 002

033 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 17 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 001

034 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 18 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 002

035 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 19 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 003

036 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 20 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 004

037 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 21 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 005

038 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 22 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 006

039 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 23 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 007

040 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 24 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 008
041 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 25 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 009

042 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 26 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 010

043 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 27 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 011 — O PRÍNCIPE DA POTESTADE DO AR

044 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 28 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 012 — AS FORÇAS ESPIRITUAIS DO MAL — PARTE 001

045 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 29 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 013 — LUTANDO CONTRA AS FORÇAS ESPIRITUAIS DO MAL — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/10/encontros-de-poder-045-evidencia-do.html


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis.

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sábado, 14 de outubro de 2017

O QUE QUEREM OS CHAMADOS EVANGÉLICOS NA POLITICA?


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O artigo abaixo é do historiados e cientista político, Roberto Bitencourt da Silva.

Nesse breve artigo o professor Roberto nos ajuda a entender a união dos chamados evangélicos com os neoliberais. O mesmo requer de todos uma leitura atenta, reflexão e discussão.

O desmonte do Brasil-Nação e a sintonia neoliberal-evangélica
ROBERTO BITENCOURT DA SILVA

Lendo o noticiário desse domingo, tropecei em uma curiosa matéria do Brasil 247 que trata da aproximação do czar da economia brasileira, o reacionário e entreguista ministro Henrique Meirelles, com o mundo religioso evangélico. Um fenômeno que não causa surpresa.

A relação entre neoliberalismo — uma corrente teórico-dogmática abstrata e semirreligiosa, propagada pelas escolas de economia, fóruns multilaterais e conglomerados de mídia — e seitas evangélicas é razoavelmente natural. Por outro lado, trata-se de um “casamento” que elucida, em parte, o desmonte do “Brasil-Nação” (para usar terminologia cara ao patriota e grande pensador social brasileiro Manoel Bomfim).

A respeito, cumpre observar que há duas décadas o cientista político estadunidense Samuel Huntington explorou uma peculiar tese sobre o ordenamento internacional entre os Estados, após o desmoronamento da guerra fria: a eventualidade de um “choque de civilizações”.

A preocupação maior do autor era, por óbvio, a defesa dos interesses dos EUA na ordem mundial, a capacidade do império do Norte de modelar as normas que regem o sistema, bem como as possibilidades de defesa frente aos desafios erguidos por civilizações não-ocidentais. Uma obra erudita, mas controversa.
Contudo, apresenta uma temática de fundo, ressaltando a dimensão cultural nas relações internacionais e nas políticas domésticas dos países, que me parece instigante do ponto de vista da questão nacional e para o exercício de reflexão a que se propõe esse texto. A saber: as civilizações possuem identidades delineadas conforme as suas culturas e trajetórias, ordenando valores e percepções sobre si mesmas e o mundo.

Baseados em suas trajetórias civilizatórias, em seus parâmetros éticos, políticos e culturais, os países tendem a enxergar a si mesmos, reconhecendo linguagens, visões e aspirações minimamente comuns. Partilham uma gramática e comportamentos mais ou menos previsíveis, que atravessam suas subculturas nacionais, reconhecendo, pois, minimamente que seja, o que são, o que querem e não querem enquanto nações.

Nesse sentido, gostemos ou não, aquilo que se pode chamar de civilização brasileira foi construída, em nossa formação histórica, a partir de um caldeirão cultural organicista. Isto é, o todo tende a ser considerado mais importante do que o indivíduo e as partes.

Pode-se dizer que o catolicismo foi o terreno cultural original, desde a colonização portuguesa. A emergência política e intelectual do positivismo deu sequência, nas últimas décadas do século XIX.

Em boa medida, à esquerda, a partir dos anos 1930, as próprias correntes políticas trabalhista e comunista no Brasil pagavam tributo ao catolicismo e, em especial, ao positivismo. Não à toa, Getúlio e Prestes foram seus respectivos ícones. À direita, o integralismo de Plínio Salgado não deixava de render suas homenagens ao catolicismo. Depois dos anos 1980, à esquerda, o PT opera(va) com ingredientes da fonte católica.

Não entro em detalhes se a cosmovisão organicista é boa ou ruim. Isso é demasiadamente subjetivo. Grosso modo, pode-se alegar que é as duas coisas ao mesmo tempo. Como qualquer outra visão de mundo.

O que interessa dizer é que o organicismo é (ou foi) traço fundamental da civilização brasileira, senão mesmo latino-americana. Influía ou influi no nosso jeito de ser, inclusive no hibridismo cultural e político, que, evidentemente, nunca deixou de hierarquizar temas, expressões culturais, aspirações, grupos e classes sociais. Em todo caso, o organicismo brasileiro é (era) tipificado pela abertura a alguma margem à tolerância e incorporação da diferença, religiosa, cultural, política.

Não gratuitamente, o organicismo, sobretudo em suas matrizes católica e positivista, sempre foi radicalmente contrário ao liberalismo, em particular ao liberalismo econômico (o “liberismo”, como definia Norberto Bobbio).

A convergência circunstancial entre liberalismo e catolicismo, à Lacerda, nos anos 1960, guardou algum êxito, mas a variável anticomunista é que a cimentava. No regime ditatorial civil-militar de 1964, o positivismo militar aliou-se ao liberalismo econômico transnacionalizante. Porém, com o tempo, senão o hegemonizou, equilibrou, conforme o “comunismo” deixava de servir de preocupação. 

Na contramão, o chamado neoliberalismo e as seitas evangélicas, mormente neopentecostais, são frutos de outras civilizações, principalmente anglo-saxãs. Dotados de esquemas de percepção peculiares e que pouca ou nenhuma relação possui com o organicismo. São expressões intelectuais, culturais e religiosas, por natureza, individualistas, egóicas. Fundamentalmente: o indivíduo, a parte, tem primazia sobre o todo.

Oportuno frisar que o crescimento da influência e da força de incidência cultural e política do neoliberalismo e das igrejas evangélicas se deu na esteira da crise da dívida externa dos anos 1980 e, particularmente, com a inserção subordinada da economia nacional na “globalização”. Culturalmente, o resultado tem sido a intensa absorção de valores anglo-saxões, individualistas, egoístas, os quais Huntington classifica como “ocidentais”.

Diga-se de passagem, o pensador norte-americano preconizava a tomada de iniciativas voltadas à “ocidentalização” da América Latina, à maneira de um “soft power”, de sorte a melhor proteger os interesses hegemônicos de poder mundial dos Estados Unidos.
Assim, temos a equação formada por uma subordinação incontrolada do setor produtivo e financeiro brasileiro ao capitalismo internacional, associada ao dilatado proselitismo (inclusive televisivo) e recursos financeiros amplos entre as seitas evangélicas. Poderosas forças econômicas, políticas e culturais de incidência estranhas à civilização brasileira.

Hoje, vemos o País esfarelar-se de maneira abjeta. Vê-se a predominância de polêmicas e temas adentrando a agenda pública, que sequer resvalam nos principais problemas que ameaçam a Nação. Polêmicas, não raro falsas, promovidas por intolerantes setores antinacionais, liberalóides e religiosos, que mais obscurecem e embotam as necessárias discussões sobre os decisivos desafios e dilemas brasileiros. 

Não mais sabemos o que somos, o que queremos. Isso não é gratuito. Qualquer esforço intelectual, cultural, em nossos dias, de mapeamento, pior ainda de construção, da identidade nacional brasileira seria um exercício sobremodo hercúleo.

Se não conseguimos mais nos enxergar compartilhando valores, princípios e linguagens minimamente comuns, é válido não esquecer ao menos isto: o território brasileiro possui 25% da água doce do planeta; reservas mineiras e energéticas extraordinárias, sob a cobiça internacional. Cercado por bases militares estadunidenses (são mais de vinte).

A crise ecológica internacional da escassez de terras férteis e agricultáveis, de fontes de energia e água potável, está logo ali se insinuando na esquina do tempo. Se quisermos ter algum futuro enquanto Nação é preciso lembrar quem e o que somos, procurar identificar o que queremos, o que é realmente importante, visando nossa defesa e segurança frente a um mundo instável e ameaçador.

O artigo original poderá ser acessado por meio do link abaixo

Que Deus abençoe todo o povo brasileiro.

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

APOCALIPSE — INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA SERMÃO - 032 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 004


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O objetivo dessa série é apresentar os três primeiros capítulos do Livro do Apocalipse. Neles vamos encontrar uma REVELAÇÃO muito especial da pessoa de Jesus Cristo. Cremos que é disso que a Igreja dos nossos Dias precisa: Um encontro pessoal e profundo com o Senhor que diz de si mesmo: Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. No Final de cada estudo o leitor encontrará os links para os estudos seguintes:

Texto: Apocalipse 3:14—22
Introdução.
A. Na mensagem anterior, tivemos a oportunidade de ver a arrogância assustadora que dominava os membros da igreja em Laodiceia. Certamente, suas palavras deixaram uma profunda impressão em nós, pois diziam:
Apocalipse 17A — Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma. 
B. Como dissemos antes, eles confundiam prosperidade material com prosperidade espiritual, mas a realidade diante de Deus era muito diferente da realidade material que experimentavam.
C. Hoje queremos analisar, palavra por palavra, a verdadeira condição espiritual da Igreja, conforme descrita pelo Senhor Jesus.
D. Na sequência do verso de Apocalipse 3:17, o Senhor Jesus diz:
Apocalipse 3:17B — e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.

E. E é com esses cinco adjetivos que pretendemos dar início à nossa mensagem de hoje que trata da...
VERDADEIRA CONDIÇÃO DA IGREJA EM LAODICEIA

I. Os Dois Primeiros Adjetivos Descrevem a Condição Geral da Igreja em Laodiceia como Vista Pelo Senhor Jesus: Infeliz e Miserável
A. A primeira palavra no grego é ταλαίπωρος talaíporos — traduzida por infeliz, mas que agrega as ideias de aflito e desgraçado. Esse é o mesmo adjetivo que Paulo usa para se qualificar em
Romanos 7:24
Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
B. A conotação disso tudo deve ser óbvia: Jesus se refere à condição daquelas pessoas como sendo de extrema infelicidade.
C. A segunda palavra no grego é ἐλεεινὸς eleeinòs — traduzida por miserável o que também indica uma pessoa digna de dó.
D. Essa mesma palavra é usada para descreve a triste condição de todas as pessoas que não têm esperança, como aquelas descritas em:
1 Coríntios 5:19
Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.
E. Quando paramos para analisar o resultado dessas duas palavras, notamos que Jesus diz para a Igreja em Laodiceia que a mesma se encontrava, verdadeiramente, num estado deplorável.
F. A igreja se enxergava como rica e poderosa, mas era na realidade uma igreja em petição de miséria. Por esse motivo ela precisava de um conselho sério e direto, como o que encontramos Apocalipse 3:18.
G. Mas antes de falarmos do conselho é importante entendermos o verdadeiro motivo do mesmo.
II. O Segundo Grupo de Adjetivos Descreve a Condição Específica da Igreja: Pobre, Cego e Nu.
A. Os três adjetivos que descrevem a verdadeira condição específica da igreja em Laodiceia são derivados das suas condições econômicas, sociais, agriculturais, industriais e medicinais..
B. O vale do Rio Lico é até hoje a região mais fértil da Turquia. Portanto, Laodiceia produzia cereais em abundância que respondiam em boa parte por sua notória riqueza.
C. Outro motivo da riqueza de Laodiceia eram as criações de ovelhas com lá negra. Essa lã era caríssima por sua qualidade e brilho.
D. A cidade também era famosa pela invenção e produção de um colírio para os olhos que realmente funcionava no combate a inflamações e infecções oculares.
E. Todos esses elementos contribuíam para a grande riqueza da cidade. Isso, por sua vez levou ao surgimento de um sistema bancário, o maior conhecido na antiguidade, que ajudava ainda mais no enriquecimento da cidade por meio de financiamento, empréstimos e etc.
III. O Conselho de Jesus — Apocalipse 3:18
A. O conselho de Jesus é dado de forma branda, como alguém que realmente deseja ajudar a outra pessoa. Note que, não se trata de uma ordem e sim de um conselho!
B. Em primeiro lugar os laodicenses deveriam usar suas riquezas para investir na obra de Deus e não apenas para esbanjar em seus prazeres ou acumular desmesuradamente.
C. A recomendação de Jesus é que os membros da igreja em Laodiceia comprassem dele próprio em vez de fazerem negócios com os comerciantes errados. Eles tinham comprado tudo de comerciantes terrenos, portanto, tinham ido à loja errada. 
D. O resultado final de grande riqueza material, da abundância de bens e da qualidade dos mesmos, se resumia, em termos espirituais à seguinte realidade:
1. Primeiro, em vez de serem ricos, eles eram realmente muito pobres, miseráveis mesmo, dignos de dó. Eles precisavam comprar “ouro refinado” do próprio Cristo e não investir seus recursos nos bancos locais e no comércio da cidade.
2. Em segundo lugar, apesar da rica e preciosa lã produzida na cidade, eles estavam, realmente, como pessoas nuas diante os olhos de Deus e de Cristo. Você pode vestir Armani e Prada, mas continuar desnudo na presença de Deus.
E. As vestiduras brancas são citadas muitas vezes no Apocalipse para simbolizara a justiça, como, por exemplo, Apocalipse 3:4—5.
3. Em terceiro lugar aquele povo estava completamente cego, independentemente dos famosos centros oftalmológicos que se encontravam espalhados pela cidade.
F. Jesus mesmo disse as seguintes palavras —
João 9:39
Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos.  
Conclusão:

A. Todos os que desejam ser ricos de verdade precisam seguir a orientação de Jesus quando diz em —

Mateus 6:19—21

19 Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam;

20 mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam;

21 porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração

B. Se você quiser comparecer diante de Deus, realmente vestido, siga esse conselho de Paulo —

Colossenses 3:12

Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.

C. Se você deseja enxergar de verdade, siga a luz do mundo que é Jesus —

João 8:12

De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.

D. Que Deus no livre da arrogância egocêntrica e cega manifestada pela igreja em Laodiceia é nossa oração hoje.

OUTRAS MENSAGENS ACERCA DO APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E CARTAS ÀS SETE IGREJAS
APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE
APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001
APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 003 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 002
APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 004 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001
APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 005 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002
APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 006 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001
APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 007 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002
APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 008 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001
APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002
APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 010 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003
APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 011 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004
APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005 FINAL
APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001
APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002
APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 015 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003
APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 016 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 004
APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 017 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 005
APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 018A/B — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006A/B
APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 019 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 001
APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 020 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 002
APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 021 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 003
APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 022 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 004
APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 023 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 005 — FINAL
Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 024 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 001
Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 025 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 002
Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 026 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 003
Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 027 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 004
Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 028 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 005
Apocalipse 3:14—22 — SERMÃO 029 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 001
Apocalipse 3:14—22 — SERMÃO 030 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 002
Apocalipse 3:14—22 — SERMÃO 031 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 003
Apocalipse 3:14—22 — SERMÃO 032 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 004


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.          

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