terça-feira, 22 de agosto de 2017

ANDREW MURRAY - Estudo 019 — PERMANECENDO PERFEITOS E COMPLETOS NA VONTADE DE DEUS


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ESSA SÉRIE DE ARTIGOS ESTÁ BASEADA EM UM LIVRO ESCRITO POR ANDREW MURRAY CUJO TÍTULO ORIGINAL É: NOT MY WILL OU NÃO A MINHA VONTADE. ESPERAMOS E ORAMOS QUE TODOS POSSAM SER RICAMENTE ABENÇOADOS POR MEIO DESSAS MEDITAÇÕES

Colossenses 4:12

Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus.

Em Colossenses 1 Paulo orou para que os irmãos em colossos fossem cheios com o conhecimento da vontade de Deus, de tal modo que pudessem andar de modo digno do chamado que haviam recebido e que agradassem a Deus em todas as coisas. Aqui, no capítulo 4, Epafras ora por eles nessa mesma linha também conduzindo-os na direção de serem obedientes à vontade de Deus. Epafras se esforçava sobremaneira para que os colossenses fossem conservados perfeitos e plenamente convictos  em toda a vontade de Deus.

Tanto na oração de Epafras como na de Paulo, a preocupação central era a atitude dos cristãos com relação à vontade de Deus. Nossa atenção é imediatamente chamada nas duas orações pela presença da palavra toda. Isso serve para nos lembrar que em se tratando da vontade de Deus nossa lealdade não pode estar dividida. Vamos recordar a oração de Paulo —

Colossenses 1:9—10

9 Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;

10 a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus;

Já Epafras pede que eles possam permanecer perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus, sem nenhuma exceção de qualquer natureza. Conservar ou permanecer sugere firmeza. Não estamos falando de apenas tentar fazer a vontade de Deus, mas de permanecer firmemente arraigados na mesma. De maneira perfeita e completa. Epafras ora para que haja uma consagração completa e total a fazer a vontade de Deus por parte dos colossenses.

Para isso, ele se esforça em oração. A palavra original utilizada aqui indica uma luta intensa. Ela é curiosamente a mesma palavra utilizada para descrever a oração de Jesus no Getsêmani. A oração, praticamente inexistente na vida dos cristãos do século XXI, não era tratada com algo fácil por Cristo. Ele sabia que existem grandes forças que se opõem a todos os que oram e que era necessário vencer essas mesmas forças por meio de oração fervente e perseverante, antes que Deus respondesse à sua petição a favor dos colossenses. Ele também sabia que todo o poder de Satanás estava voltado contra a vontade de Deus. Por esse motivo Cristo agonizou em oração no Getsêmani, até triunfar sobre os representantes das trevas. Esse mesmo tipo de empenho será requerido de nós se desejamos nos conservar perfeitos e plenamente convictos da vontade de Deus.

Quanto a esse fim que acabamos de mencionar, considere as sugestões seguintes:

1. Consagre-se em fazer a vontade de Deus na maior extensão possível que estiver ao teu alcance.

2. Pondere acerca da grande verdade que nada é mais perfeito, mais belo, mais amável, mais abençoado e mais poderoso do que fazer a vontade de Deus.

3. Cultive a convicção de que não existe nada no mundo inteiro, que seja melhor ou mais maravilhoso para qualquer um de nós do que estarmos em pleno acordo com a vontade de Deus.

4. Medite e ore até que tua mente e teu coração estejam cheios com Sua maravilhosa vontade.

Agindo assim, você perceberá que o desejo de fazer a vontade de Deus crescerá dentro de você cada vez mais e mais. Desse modo, a consagração em fazer a vontade Deus se tornará num glorioso ato de fé, na certeza de que te ajudará a cumprir Sua vontade. Assuma uma posição firme quanto a fazer a vontade de Deus, sempre.

Tendo dado esse passo inicial, você descobrirá que a Glória da vontade de Deus te suprirá com a luz do céu para enfrentar situações específicas, de hora em hora, te mostrando detalhes cada vez mais profundos dessa mesma vontade. Se a vontade de Deus se revelar por meio do desapontamento ou do sofrimento isso se deve à providência divina. Ou talvez, ela se manifeste por meio de um mandamento ou ainda pela autonegação de algo, ou ainda por meio da revelação de alguma promessa à medida que você caminha na jornada de fé. De qualquer maneira, entregue-se para fazer a vontade de Deus de modo completo e contínuo sem medo e sem reservas. Esteja pronto a suportar, a fazer, a acreditar em toda a vontade de Deus.

Se você perseverar em se entregar dessa maneira, você certamente será conduzido à uma vida de oração dinâmica. A luta para permanecer firma na vontade de Deus te ajudará a entender quão pequenos e fracos todos nós somos. Logo você entenderá que não poderá fazer a vontade de Deus, a menos que o próprio Deus te sustente e te dê a força necessária. Você também entenderá que a vontade de Deus sustenta todo o Universo, que ela é a fonte eterna de onde fluem todas as bênçãos que a graça maravilhosa de Deus derrama sobre tua vida. A oração se tornará a expressão natural da tua dependência a Deus, do teu contínuo desejo de render-se ao Senhor. Você também descobrirá uma luta intensa contra fazer tua própria vontade e a incredulidade natural de tal modo que a vontade de Deus tenha pleno domínio sobre toda tua vida. Por fim você entenderá que a oração daquele que deseja fazer a vontade de Deus vale muito por sua eficácia.                                  

OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “NOT MY WILL” — NÃO A MINHA VONTADE

Estudo 001 – A VONTADE DE DEUS — A GLÓRIA DO CÉU

Estudo 002 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA CÉU

Estudo 003 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — NOSSA UNIDADE COM O SENHOR JESUS

Estudo 004 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — QUE OS PERDIDOS SEJAM SALVOS

Estudo 005 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O ALIMENTO CELESTIAL

Estudo 006 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SACRIFICANDO MINHA PRÓPRIA VONTADE

Estudo 007 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL

Estudo 008 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE

Estudo 009 — A VONTADE DE DEUS — SENHOR QUE QUERES QUE EU FAÇA?

Estudo 010 — A VONTADE DE DEUS — CONHECENDO E FAZENDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 011 — A VONTADE DE DEUS — SENDO UMA PESSOA DE ACORDO COM O CORAÇÃO DE DEUS

Estudo 012 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A VONTADE DE DEUS

Estudo 013 — A VONTADE DE DEUS — PRATICANDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 014 — A VONTADE DE DEUS — A RENOVAÇÃO DA MENTE E A VONTADE DE DEUS

Estudo 015 — A VONTADE DE DEUS — É A VONTADE DE DEUS QUE CRISTO NOS LEVE PARA FORA DESSE MUNDO

Estudo 016 — A VONTADE DE DEUS — ORE PARA SER CHEIO COM O CONHECIMENTO DA VONTADE DE DEUS

Estudo 017 — A VONTADE DE DEUS — ENTENDENDO A VONTADE DE DEUS ESPIRITUALMENTE

Estudo 018 — A VONTADE DE DEUS — FAZENDO A VONTADE DE DEUS DE TODO CORAÇÃO

Estudo 019 — A VONTADE DE DEUS — PERMANECENDO PERFEITOS E COMPLETOS NA VONTADE DE DEUS


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis.

Traduzido do original e adaptado por Alexandros Meimaridis.

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

ARQUEOLOGIA E AS DESCOBERTAS EM ZEUGMA



O artigo abaixo foi publicado no site do blog 247 e é da autoria de Luis Pelegrini.

ZEUGMA DOS MOSAICOS. NOVAS DESCOBERTAS NA “POMPEIA TURCA”

No início dos anos 2000, durante as obras de construção da barragem da usina hidrelétrica de Birecik, no sul da Turquia, foram encontradas as ruínas da cidade greco-romana de Zeugma, fundada no século 3 antes de Cristo. Chamados às pressas, os arqueólogos ficaram estupefatos: ante os seus olhos apareceu um dos maiores e mais bem preservados conjuntos de mosaicos greco-romanos de todos os tempos. Superfícies de pisos e paredes inteiramente recobertas por mosaicos feitos com peças de pedras e vidros coloridos com motivos, figuras mitológicas e personagens daquela época, bem como cenas da literatura e do teatro. Há pouco, novas descobertas confirmaram a riqueza do patrimônio artístico de Zeugma.

Por: Luis Pellegrini

Zeugma, às margens do rio Eufrates, revela a enorme influência da arquitetura, da estética e da mitologia gregas na cultura romana, que dominava a região na época em que os mosaicos foram produzidos, por volta do Século 1 depois de Cristo. A antiga cidade de Zeugma, também conhecida como Seleukia-do-Eufrates foi fundada em 300 a.C. por Seleuco – um dos generais de Alexandre, o Grande – que nomeou a cidade em homenagem a si próprio. Em 64 a.C. a cidade foi conquistada pelo Império Romano e teve o seu nome mudado para Zeugma.


Junto à alegria e a admiração despertadas pela grande descoberta, ela também fez com que os arqueólogos fossem tomados por uma grande angústia. Os mosaicos encontram-se a aproximadamente 500 metros do leito do rio e, com a construção da barragem, toda aquela imensa área seria completamente alagada pelas águas do Eufrates, cujo nível, como estava previsto, subiria cerca de 10 centímetros por dia por um período de 6 meses, até que a represa estivesse cheia. Havia total urgência para salvar tudo aquilo que fosse possível, e os trabalhos dos arqueólogos começaram quase que imediatamente.

Uma equipe internacional de arqueólogos liderada pelo professor Kutalmis Gorkay, da Universidade de Ancara, passou a atuar nas escavações nas encostas que ladeiam o rio. E, a cada dia, mais aumentava o estupor: grupos de mosaicos, em ótimo estado de conservação, surgiam em toda a parte, já que naqueles tempos eram utilizados como revestimento de luxo do piso de casas de representantes da elite local, muito provavelmente patrícios romanos (proprietários de terras, comerciantes e proprietários de escravos) que controlavam as magistraturas da política romana em suas colônias.


As escavações descobriram casas, edifícios públicos e praças de mercado, todas decoradas com maravilhosos mosaicos. Foi decidida então a construção de um museu para abrigar, preservar e exibir as peças encontradas. Assim, em 9 de setembro de 2011 foi aberto ao público o Museu de Mosaicos de Zeugma. O museu possui mais de 8 mil metros quadrados com várias salas de exposição e de conferências entre outras instalações. Suas dimensões e a riqueza da coleção que ele abriga superaram as do Museu Nacional Bardo, em Tunis, até então considerado o maior museu de mosaicos do mundo.

As escavações prosseguem até os dias de hoje, ainda lideradas pelo professor Kutalmis Görkay. Como imagens falam muito mais que palavras, oferecemos abaixo uma galeria de fotos de Zeugma e de alguns dos mosaicos nela encontrados. No final, um vídeo documenta a memorável e bem mais recente descoberta da “Casa das Musas”. Realizada por arqueólogos franceses e turcos, os tesouros nela contidos são realmente de tirar o fôlego.



Galeria de imagens


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Realizados há dois mil anos e ainda quase intactos, os mosaicos de Zeugma continuam sendo descobertos pelos arqueólogos.


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Mosaicos muito ricos, como o da foto, decoravam as casas dos moradores mais abastados de Zeugma. A maior parte das figuras retratadas são de deuses e heróis da mitologia greco-romana.

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“Esses mosaicos eram produzidos pela imaginação dos donos da casa. Eles não eram simplesmente retirados de um catálogo de amostras”, explica o arqueólogo chefe professor Kutalmis Gorkay.


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Cada conjunto de mosaicos era pensado para passar um recado específico ao observador. Por exemplo, se o dono da casa fosse um tipo intelectual, seus mosaicos seriam do tipo daqueles encontrados na Casa das Três Musas.

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A comunidade internacional dos arqueólogos foi fortemente motivada a colaborar com as escavações quando soube que a área de Zeugma seria inundada pela construção de uma represa.


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Parte de mosaico após trabalho de restauro no museu de Zeugma.


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Os gregos deram à cidade o nome de Seleucia, quando ela foi fundada no século 3 antes a. C.


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O Império Romano conquistou a cidade em 64 d.C., mudando o seu nome para Zeugma (que significa “ponte” ou “travessia” em grego).


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Os romanos dominaram a cidade até o ano 253 d. C., quando ela foi tomada pelos persas da dinastia dos sassânidas.


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Representação de Oceanus e Tethys, duas divindades marítimas greco-romanas.


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Representação de Posseidon, o deus grego do mar, brandindo o seu tridente e conduzindo o seu carro.


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Detalhe de mosaico guardado no museu de Zeugma.


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Esta é uma representação de Tália, a musa grega da poesia.

OUTROS ARTIGOS ACERCA DE DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS












Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 20 de agosto de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS SERMÃO 032 – O INÍCIO DA PERSEGUIÇÃO COINCIDE COM O INICIO DA EXPANSÃO DA PREGAÇÃO DO EVANGELHO


Resultado de imagem para EXPANSÃO DA IGREJA
Império Romano durante o século I da Era Cristã

Esse material é parte de uma série de mensagens pregadas no Livro dos Atos dos Apóstolos. As mensagens cobrem todos os 28 capítulos do Livro de Atos e no final de cada mensagem, você poderá encontrar links para outras mensagens.

Texto: Atos 8:1—4
Introdução

A. As histórias de Estevão e Filipe são apresentadas de modo sequencial no livro de Atos.  

B. Devemos notar algumas similaridades e contrastes entre os dois:

1. Ambos pertenciam ao grupo de homens eleitos pela igreja para servir as mesas na distribuição diária — ver Atos 6:5.

2. Os dois eram pregadores evangelistas — ver Atos 6:10 e 8:5.

3. Estevão era mais polemista e apologético e por isso estava sujeito a sofrer violências. Foi apedrejado como vimos na mensagem anterior.

4. Filipe era mais irenista e, aparentemente não tinha interesse em polêmicas. Ainda estava vivo, 20 anos depois, conforme Atos 21:8.

5. Os dois eram capazes de praticar atos portentosos como confirmação da palavra pregada — ver Atos 6:8; 8:6.

6. Os dois contribuíram para pavimentar o caminho para a expansão do Evangelho:

7. Estevão contribuiu com seus ensinamentos acerca do Templo, da Lei e de Jesus Cristo.

8. Filipe contribuiu evangelizando os Samaritanos e um Etíope – veremos isso nas próximas mensagens.

C. Esses dois grupos são emblemáticos:

1. Os samaritanos eram considerados heréticos, além de uma raça misturada e eram odiados pelos judeus.

2. Os Etíopes eram considerados moradores do “fim do mundo”, as últimas pessoas pelas quais o Deus que habitava em Jerusalém teria qualquer tipo de interesse.

D. Atos 8 está preocupado com a evangelização dos povos. Esse é o motivo porque Lucas usa dois termos distintos para descrever esse progresso:

1. Em Atos 4:2 Lucas diz que os apóstolos καταγγέλλειν kattangélein —anunciavam em Jesus a ressurreição.

2. Em Atos 8:5, Lucas nos diz que Filipe anunciava-lhes a Cristo, mas aqui a palavra grega usada é ἐκήρυσσεν ekérussen — descreve o ato de proclamar como um arauto. Pode também descrever o ato de fazer uma pregação como em Atos 5:42.

3. Mas em Atos 8:12, 25, 35, 40 Lucas usa um novo termo εὐηγγελίσατο euengelísato — evangelizou.

E. Nos primeiros 4 versos de Atos 8, Lucas nos parece interessado em chamar nossa atenção para uma cadeia tripla de causas e efeitos, que estão, intimamente ligados com

 A EXPANSÃO DO EVANGELHO NOS PRIMEIROS DIAS.

I. A Morte de Estevão Produziu uma Grande Perseguição

A. A morte de Estevão foi apenas o início do processo de perseguição.

B. Todavia, devemos destacar que mesmo em meio à perseguição, alguns homens demonstraram imensa coragem ao tomarem e sepultarem o corpo de Estevão, deplorando profundamente a injustiça com que fora tratado — verso 3.

C. A perseguição por outro lado continuava:

1. Todos os cristãos foram dispersos de Jerusalém, com exceção dos apóstolos – verso 1.

2. A intenção de Paulo e de outros não era outra senão destruir a igreja por completo. Lucas usa a expressão ἐλυμαίνετο elumaíneto — assolar, devastar, arruinar. Incluídos nessa palavra estão os conceitos de brutalidade e crueldade sadística – verso 3

3. Seu desejo era liquidar a seita cristã, matando seus seguidores — ver Atos 9:1; 22:4; 26:10.

4. Saulo certamente estava com as mãos encharcadas com o sangue dos cristãos.

II. A Perseguição Causou uma Grande Dispersão

A. Jesus havia dito que sua igreja deveria ir pregando o Evangelho, começando em Jerusalém, e, através da Judéia, chegar até Samaria e daí, até os confins do mundo — ver Atos 1:8.

B. A perseguição aos cristãos era o método divino para fazer cumprir a grande comissão.

C. Nesse sentido, o sermão de Estevão era realmente profético, pois a partir dessa perseguição, Jerusalém e seu glorioso templo vão ficando cada vez mais distantes à medida que Jesus, juntamente com seu povo se afastam daquele lugar.

D. Nenhum tipo de culpa é colocado sob os apóstolos por terem ficado em Jerusalém. De fato era importante que eles ali ficassem para manter os vínculos entre o judaísmo e a nova fé em Cristo como uma continuação entre a Antiga e a Nova Aliança.

 III. A Dispersão por Sua Vez Causou uma Enorme Propagação do Evangelho

A. Os que foram dispersos iam por toda parte pregando o Evangelho — versos 4.

B. Até aqui, somente os apóstolos pregavam o evangelho e alguns evangelistas como Estevão e Filipe. Agora, essa é missão de todos os que foram dispersos.

C. A palavra usada para “pregando” a palavra é εὐαγγελιζόμενοι eúangelizómenoi — que quer dizer apenas “trazer ou compartilhar as boas novas”.

Conclusão

A. Falamos de como Lucas usou a expressão “evangelizou” cinco vezes em Atos 8. Isso é um excelente lembrete para todos nós:

1. Devemos estar sempre envolvidos no processo de evangelizar, i.e., no processo de compartilhar as boas novas acerca de Jesus com todas as pessoas sempre que uma oportunidade de nos oferecer — ver

2 Timóteo 4:2

Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.

2. Temos que nos lembrar que não pode haver evangelismo sem que exista um evangelho ou boas novas.

3. E o evangelho que temos para anunciar não existe sem a pessoa de Jesus Cristo e o que ele veio fazer a nosso favor e em nosso lugar.

4. Evangelismo efetivo e eficiente só acontece quando a igreja se concentra em evangelizar quando está espalhada, munida de uma confiança de felicidade na verdade contida na mensagem acerca de Jesus, ao mesmo tempo em que experimenta e confia em sua — do evangelho — relevância e poder.

B. Mas é impossível evangelizar quando estamos desatentos, desinteressados e mais preocupados na manutenção de nossos pequenos feudos e melindres uns com os outros.

C. Vamos entender dois princípios básicos aqui:

1. Todas as vezes que a igreja se reúne ela se reúne para se edificar. Esse é o motivo por que cada um de nós precisa se envolver nesse processo de edificação da igreja. Deus concedeu a cada membro, pelo menos um dom que deve ser usado para bem comum.

2. Primeira coisa a fazer é vir. Vir sempre e com a disposição de participar de se envolver – ver 
Hebreus 10:25.

3. Segunda coisa é se dispor a usar o dom que Deus te concedeu para o bem comum – ver 1 Pedro 4:10; 1 Coríntios 12:7.

4. Agora, quando nos dispersamos, nossa missão como igreja continua: nosso trabalho é compartilhar as boas novas do Evangelho com todos os que entramos em contato.

5. Precisamos compartilhar o evangelho de forma natural, por genuíno amor e interesse pelas pessoas. Não pode ser algo formal. Quanto mais informal, mais irá funcionar.

6. Está nas mãos, nas bocas e nos corações de vocês, compartilharem, espontaneamente, as boas novas acerca de Jesus. Acerca do perdão e da reconciliação com Deus. Acerca da comunhão dos crentes aqui e durante a vida eterna, etc.

Que o Deus Sábio e Todo Poderoso, nos conduza em nossas vidas:

Que ele nos ajude a edificar uns aos outros.

Que nos ajude a alcançar muitos e muitos que precisam da salvação em Jesus hoje mesmo.

OUTRAS MENSAGENS DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — PARTE 2 — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 003 — A TRANSIÇÃO DO VOLUME ANTERIOR — Atos 1:1—5

SERMÃO 004 — A NOVA DIREÇÃO EXPLICADA — Atos 1:6—8

SERMÃO 005 — A ASCENSÃO DE JESUS — Atos 1:9—11

SERMÃO 006 — PERSEVERANDO UNÂNIMES — Atos 1:12—26

SERMÃO 007 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 001 — Atos 2:1—4

SERMÃO 008 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 002 — Atos 2:5—15

SERMÃO 009 — A PROFECIA DE JOEL — Atos 2:14—21

SERMÃO 010 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 001 — Atos 2:22—36

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41

SERMÃO 012 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47

SERMÃO 013 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47 — PARTE 002

SERMÃO 014 — A CURA DE UM PARALÍTICO DE NASCENÇA — Atos 3:1—10

SERMÃO 015 — A EXALTAÇÃO DE JESUS E A CONDENAÇÃO DOS HOMENS — Atos 3:11—21

SERMÃO 016 — SALVAÇÃO E REFRIGÉRIO: BÊNÇÃOS DAS DUAS VINDAS DE JESUS— Atos 3:17—21

SERMÃO 017 — JESUS CUMPRE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO — Atos 3:22—26

SERMÃO 018 — INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES — Atos 4:1—22

SERMÃO 019 — A IGREJA ORA EM COMUNHÃO — Atos 4:23—31

SERMÃO 020 — A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO — Atos 4:32—37

SERMÃO 021 — ANANIAS E SAFIRA — Atos 5:1—11

SERMÃO 022 — A COMUNIDADE DOS CRENTES — Atos 5:12—16

SERMÃO 023 — PRISÃO, JULGAMENTO, AÇOITES = ALEGRIA E O PARECER DE GAMALIEL — Atos 5:17—42

SERMÃO 024 — DIVERSIDADE DE DONS = CRESCIMENTO DA IGREJA — Atos 6:1—7

SERMÃO 025 — UM HOMEM CHAMADO ESTÊVÃO — Atos 6:8—12

SERMÃO 026 — ACUSAÇÕES CONTRA UM HOMEM HONESTO — Atos 6:13—15

SERMÃO 027 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E O DEUS DA GLÓRIA — Atos 7:1—8
SERMÃO 028 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E A MOBILIDADE DE DEUS — Atos 7:9—16

SERMÃO 029 — A DEFESA DE ESTEVÃO — A Importância da Obediência — Parte 3 — Atos 7:17—43

SERMÃO 030 — A DEFESA DE ESTEVÃO — Três Acusações Devastadoras — Parte 4 — Atos 7:44—53

SERMÃO 031 — A DEFESA DE ESTEVÃO — Perseguição e Morte — Parte 5 — Atos 7:54—60

SERMÃO 032 – O INÍCIO DA PERSEGUIÇÃO COINCIDE COM O INICIO DA EXPANSÃO DA PREGAÇÃO DO EVANGELHO — Atos 8:1—4
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/08/atos-dos-apostolos-sermao-032-o-inicio.html

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Alexandros Meimaridis

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