quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

FÉ PENTECOSTAL E FALAR EM NOVAS LÍNGUAS


O material abaixo é em resposta a duas perguntas que podem ser encontradas aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2012/04/yossef-akiva-novo-falso-profeta.html?showComment=1356573992923#c8255894510195958409

1.O Que eu Entendo por Fé Pentecostal?

Para evitar ir muito longe tendo que retornar a pergunta para você, pois você não indica se seu interesse é histórico ou teológico. Vou assumir que seja histórico, até porque a história faz a teologia, enquanto que o contrário nem sempre é verdadeiro.

Segue então uma breve história do início do pentecostalismo – história essa guardada a sete chaves pela liderança pentecostal, pelos motivos que irão tornar óbvia tal decisão — nos Estados Unidos da América do Norte, país no qual, diga-se de passagem, tem surgido a grande maioria das “invencionices” religiosa inclusive o Pentecostalismo e todos os seus frutos — Últimas Chuvas, Movimento Carismático, Terceira, Quarta e Quinta Ondas Pentecostais — além do Mormonismo, das Testemunhas de Jeová, dos Adventistas do Sétimo Dia, da Ciência Cristã, do Neo Gnosticismo de E. W. Kenyon, da Teosofia da renegada aristocrata russa Helena Petrovna Blavatsky e do espiritismo das irmãs Fox. Todos esses movimentos tiveram seus inícios durante o final do século XVIII e início do século XIX e estão todos interligados

A história do início do Pentecostalismo estendendo-se até o dia de hoje em seu país original é como segue — muito abreviada mesmo:

·         Só podemos entender o movimento pentecostal se entendermos, por um lado, John Wesley — final do século XIX e o metodismo e, por outro lado, os movimentos de santidade que existiram nos Estados Unidos durante o século XIX e início do século XX. 
·         John Wesley, no final da sua vida, começou a ensinar uma nova doutrina, que era possível passar por uma segunda experiência com o Espírito Santo —– diferente da conversão que seria a primeira experiência — e experimentar um nível de santificação onde a pessoa não peca mais. Ou seja, Wesley começou a advogar uma segunda experiência santificadora onde a pessoa não pecava mais. Mas, o que diz a Bíblia? 
1 João 1:8, 10. 
8 Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. 
10 Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. 
·         Essa idéia ou ensinamento devia ter morrido ali, como apenas uma alucinação de uma mente velha e doente, ainda que desejasse, sinceramente, honrar o Senhor. 
·         É evidente que os irmãos metodistas, daqueles dias, que eram sãos em suas consciências, se recusaram a propagar esse ensinamento. Mas muitos, por serem mais leais a Wesley do que à palavra de Deus, deixaram o metodismo e se tornaram pregadores independentes dessa esquisita e antibíblica doutrina de santificação absoluta nessa vida. Quem não gostaria disso? Viver essa vida e não cometer nenhum pecado nunca mais! Muitos queriam ouvir esse tipo de mensagem e os movimentos de santidade se multiplicaram atraindo pessoas de todas as denominações: presbiterianos, batistas, metodistas, episcopais e etc. 
·         Em 1897 um grupo de homens brancos e negros fundou a The Church of God in Christ — A Igreja de Deus em Cristo. Era uma denominação pautada nas idéias dos grupos de santidade e que mais tarde viria adotar também as idéias pentecostais de batismo com o Espírito Santo e o falar em línguas estranhas. 
·         Nesse cenário surge um pregador itinerante e diretor de uma escola cristã em Topeka, no estado do Kansas, chamado Charles Parham. 
·         Esse homem era apaixonado por essa idéia de uma segunda experiência com o Espírito Santo, mas sem essa de santificação absoluta. O que lhe interessava era a possibilidade de passar por uma segunda experiência com o Espírito Santo. Suas pregações chamaram a atenção de outro pregador itinerante, William Joseph Seymour, que frequentou a escola em Topeka por alguns meses. Como Seymour era negro, tinha que assistir às aulas sentado em uma cadeira, do lado de fora do prédio, próximo a uma janela, através da qual podia olhar para dentro da sala de aula. É assim que esses que alegam estar buscando o Espírito Santo tratam um irmão em Cristo, apenas por causa da cor da sua pele? Tire o leitor suas próprias conclusões sobre a doutrina que viria em seguida. 
·         Parham saiu de viagem para uma série de pregações e deixou seus alunos encarregados de lerem o livro de Atos e descobrirem o segredo do poder que existia na Igreja do primeiro século. 
·         Ao retornar, seus alunos lhe apresentaram um curioso relatório que dizia que: o segredo do poder da igreja primitiva residia numa realidade que eles chamaram de “Batismo com o Espírito Santo”, grandemente inspirada pela narrativa de Atos 2. Isso apesar de tal expressão não existir em Atos 2! Parham concordou com essa abordagem e passou a pregar a necessidade dos cristãos de serem batizados com o Espírito Santo. É óbvio que isso não é ensino das Escrituras. Fazer esse tipo de afirmação é achincalhar com o Espírito Santo, que teria deixado a Igreja nas trevas por dezenove séculos, até que essa verdade fosse “descoberta”, por um grupo de alunos que não entendiam nada de Bíblia, nem de hermenêutica e muito menos de exegese – Veja no final a explicação do que realmente aconteceu no Dia do Pentecostes conforme Atos 2. 
·         Parham e seus alunos começaram então a orar e buscar esse batismo com o Espírito Santo. Não demorou muito e, no primeiro dia de Janeiro do ano 1900, uma de suas alunas, Agnes Ozman, foi a primeira pessoa a receber esse batismo na era moderna e a confirmação do mesmo veio através da manifestação de uma capacidade de falar em línguas estranhas — língua que nenhum dos presentes era capaz de entender. Como iremos ver mais adiante não se trata das línguas faladas em Atos 2, de onde, alegadamente tem origem o tal do “batismo com o Espírito Santo”, nos moldes pentecostais. As línguas de Atos 2 eram línguas CONHECIDAS, apesar de serem NOVAS para aqueles que as estavam falando pela primeira vez. 
·         Parham mudou-se para o Texas – Houston — onde começou a promover essa nova doutrina, de uma segunda experiência com o Espírito Santo — chamada de segunda bênção — agora acompanhada pela manifestação obrigatória do falar em línguas estranhas. 
·         William Seymour cruzou caminhos outra vez com Charles Parham no Texas, mas não recebeu o batismo com o Espírito Santo nem falou em línguas estranhas. Depois de algum tempo, Seymour partiu para a Califórnia. 
·         Em Los Angeles Seymour assumiu o pastorado de uma pequena congregação que funcionava em um bangalô de madeira no número 214 da Avenida Brae Norte. 
·         O público de Seymour era composto por um grupo de empregados domésticos de cor negra, além de outros que trabalhavam em serviços variados de limpeza em prédios públicos. Seymour dizia a seus ouvintes que: se eles orassem com firmeza e desejassem de todo o coração, Deus iria enviar um novo pentecostes sobre eles. Não havia, evidentemente, nenhum apoio bíblico para tal bobagem uma vez que a Bíblia é bem clara nesse sentido. Conforme 
Efésio 5:18 
E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito. 
·         No dia 9 de Abril de 1906, algo inusitado aconteceu naquele local em Los Angeles. Pessoas começaram a falar em línguas estranhas e danças frenéticas tiveram lugar. A palavra acerca daquele acontecimento se espalhou rapidamente. Em poucos dias, as multidões eram grandes demais para aquele pequeno salão. 
·         Seymour e os líderes daquela comunidade alugaram uma pequena igreja abandonada localizada no número 312 da Rua Azuza, próxima do local original. Isso se deu no dia 14 de Abril de 1906. O púlpito da nova igreja era uma pilha de caixas de sapatos.
 ·         O avivamento iniciado ali – conhecido como Reavivamento da Rua Azuza — continuou 24 horas por dia durante os próximos 3 anos, de modo ininterrupto. Pessoas do mundo inteiro vieram e foram “batizados com o Espírito Santo manifestando o falar em línguas estranhas e outras coisas”. Muito dos que passaram por essa experiência retornaram às suas cidades e países levando essa novidade. 
·         Muito pregadores dos círculos do movimento de santidade e da The Church of God in Christ, eram frequentes no púlpito da congregação de Seymour. Charles Parham, apesar de convidado muitas vezes, apareceu apenas uma vez para pregar ali. E quando o fez, foi para condenar tudo o que estava acontecendo ali, alegando que não tinha nada a ver com o Espírito Santo. Ou seja, Parham era um invejoso doentio e um verdadeiro palhaço. 
·         De longe, Charles Parham, remoia sua inveja contra William Seymour. O sucesso de Seymour era agravado pelo fato dele ser um homem negro! Parham não conseguia aceitar que um negro tivesse lhe “roubado a idéia do batismo com o Espírito Santo” e feito tamanho sucesso com ela. O sonho de Parham era começar uma nova denominação, um movimento que pudesse alcançar o mundo inteiro. Mas ele não conseguia enxergar essa denominação sendo liderada por um homem negro. Nessa ocasião a The Church of God in Christ estava consolidada nas mãos de Charles Hanson Mason, que era também um homem negro. Então não havia alternativa para o racista Parham. Ou será que havia? 
·         Em 1907 a The Church of God in Christ adotou o pentecostalismo formalmente com o batismo com o Espírito Santo e o falar em línguas estranhas. Como essas coisas haviam sido iniciadas por Charles Parham, muitos pregadores brancos achavam inaceitável que esse “belo” movimento do Espírito estivesse rigorosamente sob o controle de homens negros como Seymour e Mason. Então, um grupo de pregadores brancos abandonou a The Church of God in Christ e fundaram uma denominação controlada, exclusivamente por brancos, com as mesmas ênfases: batismo com o Espírito Santo e falar em línguas estranhas. Essa nova denominação recebeu o nome de Assemblies of God ou Assembléias de Deus. Foi desse movimento racista que surgiu o movimento homônimo no Brasil. Basta olhar com atenção para notar que as lideranças mais significativas nas Assembléias de Deus do Brasil são, na sua maioria, constituídas por homens brancos. 
·         Seymour foi abandonado pelos pregadores brancos do círculo de santidade. Sentindo-se traído ele se entregou ao desânimo e a frequência nas reuniões da rua Azuza começou a declinar até restarem poucas pessoas. Novamente devemos destacar que esses traidores racistas agiam assim, ao mesmo tempo em que proclamavam que eram os detentores do Espírito Santo. Mas que vergonha! Como gostaria de ver Pentecostais, aqui no Brasil, se levantando e exigindo que a liderança da Igreja passe toda essa história a limpo. Isso é como o assassinato do médico Miguel Servet na Genebra liderada por Calvino. Como presbiteriano tenho vergonha do que foi feito naqueles dias e não aceito as explicações oficiais para a prática do assassinato frio de um homem, apenas porque ele não acreditava na doutrina da trindade. Do mesmo jeito não aceito a prática doentia, ainda em voga, de racismo no seio das Assembléias de Deus. 
·         Seymour recantou suas próprias convicções acerca do batismo com o Espírito Santo e o falar em línguas estranhas dizendo que o verdadeiro batismo com o Espírito Santo era aquele que nos unia todos – brancos, negros, amarelos e vermelhos – em um só corpo em Cristo Jesus, sem nenhuma manifestação de falar em línguas estranhas. Pena. O ensinamento errado já estava consolidado e continuava avançando por todos os lugares. 
·         Hoje o racismo está consolidado dentro do pentecostalismo estadunidense com a The Church of God in Christ servindo preferencialmente a negros e as Assemblies of God aos brancos. Vão todos pro inferno, isso sim! 
2. “Falarão Novas Línguas", por exemplo, como em Marcos 16:17.


Vamos começar com o verso de Marcos 16:17

Em grego:

17 σημεῖα δὲ τοῖς πιστεύσασιν ταῦτα παρακολουθήσει· ἐν τῷ ὀνόματί μου δαιμόνια ἐκβαλοῦσιν, γλώσσαις λαλήσουσιν καιναῖς,[1]

Em português na ARA

17 Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas.

Em português na ARC

17 E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas.

Em português na NTLH

17 Aos que crerem será dado o poder de fazer estes milagres: expulsar demônios pelo poder do meu nome e falar novas línguas.     

A questão levantada por você gira em torno da expressão grega: γλώσσαις λαλήσουσιν καιναῖςglóssais lalésousin kaivaîs — expressão traduzida consistentemente por: falarão novas línguas.

A expressão καιναῖς — traduzida por “novas” indica: algo novo com respeito à forma. Algo recentemente feito, fresco, recente, não usado, não surrado. A pergunta que precisamos fazer aqui é: quando essas línguas se manifestaram pela primeira vez eram línguas conhecidas — por alguém que estava ouvindo, independente de não serem conhecidas pelos que estavam falando — ou se tratava de línguas totalmente desconhecidas que ninguém conhecia — fossem os ouvintes, fossem aqueles que estavam falando.

É obvio que a primeira manifestação desse fenômeno é parte da narrativa de Atos 2, onde temos:

I. O Que Aconteceu no Dia de Pentecostes.

  • Ouviu-se um som com de um vento impetuoso – não havia vento nenhum, apenas o som
  • Surgiram línguas como de fogo. Não havia nenhum fogo propriamente dito. Apenas uma aparência do mesmo.   
  • Os apóstolos ficaram cheios do Espírito Santo – em nenhum momento se diz que eles foram batizados com o Espírito Santo, nem aqui nem em parte alguma do capítulo 2 de Atos que descreve tudo que se passou naquele dia. 
  • Cheios do Espírito Santo, os apóstolos passaram a falar em outras línguas. Em nenhum momento se faz qualquer menção de qualquer língua estranha. 
II. Os Visitantes Que Estavam em Jerusalém para Celebrar o Pentecostes – Atos 2:5, 9—11a.

  • A Festa do Pentecostes era um dos três festivais anuais mais importantes do judaísmo daqueles dias. As outras duas eram: a Páscoa e a Festa dos Tabernáculos. 
  • Por esse motivo, milhares e milhares de peregrinos judeus e prosélitos – gentios convertidos ao judaísmo – vinham de todos os cantos adorar a Deus em Jerusalém e participar das festividades – ver Atos 2:5. 
  • Lucas nos apresenta uma lista, relativamente extensa, das nacionalidades desses visitantes: partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios – Atos 2:9-11a. 
III. O Uso que Foi Feito das Outras Línguas – Atos 2:5—12.

Só para não esquecer: eles falaram em outras línguas, não porque foram batizados com o Espírito Santo e sim porque foram cheios com o Espírito Santo – Atos 2:4.

  • Cheios do Espírito Santo, os apóstolos, apesar de serem reconhecidos como Galileus – provavelmente pelo comprimento do cabelo - começaram a falar em outras línguas que não conheciam – não em línguas estranhas – ver Atos 2:7. Não se tratava de nenhum blá, blá, blá estéril. 
  • Eram todas línguas conhecidas! 
Ø  Verso 6: Cada um os ouvia falar na sua própria língua. 
Ø  Verso 8: E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? 
Ø  Verso 11b: Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas? 
  • E o que é que eles estavam falando: 
Ø  Verso 11c: Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus? Isto é, eles estavam pregando ou profetizando acerca das grandezas de Deus. 
  • Como podemos ver, sem sombra de dúvida, o Espírito Santo, ao encher os apóstolos lhes concedeu a capacidade de falar em outras línguas inteligíveis e, através disso, proclamar as grandezas do que Deus tinha feito através de Jesus Cristo.

A. A Reação dos Ouvintes.

  • A reação inicial das pessoas que ouviram as Boas Novas acerca de Jesus em suas próprias línguas foi de perplexidade: espanto, admiração. Ficaram atônitos – ver Atos 2:6 e 12. 
  • Eles se perguntavam: Que quer isto dizer? Ou seja: Qual é o significado disso? 
  • Alguns, como sempre, assumiram uma atitude zombeteira – ver Atos 2:13.

B. A Reação de Pedro.

  • Pedro, o covarde de algumas semanas atrás – negou a Cristo três vezes – ver Marcos 14:30 - e por isso, precisou reafirmar seu amor ao Senhor esse mesmo número de vezes – João 21:15—17 — agora cheio do Espírito Santo se levanta para advertir aquelas pessoas. Quanta Coragem! – ver Atos 2:14. 
  • Suas primeiras palavras enfatizam o fato de que aqueles homens não estavam embriagados. Como poderiam? Era nove horas da manhã apenas. 
Essa palavras possuem graves implicações sobre o movimento moderno de línguas. Não é meu interesse julgar nem a sinceridade, nem o coração das pessoas envolvidas nos movimentos pentecostais, carismáticos ou da terceira, quarta ou quinta onda. Meu único interesse é confrontar o que esses movimentos ensinam com o que a Palavra de Deus ensina.

IV. Os Fenômenos Sobrenaturais Notados

  • O Texto de Atos 2:2—4 menciona três fenômenos distintos. São todos “como” algo que conhecemos, mas na realidade eram manifestações sobrenaturais tanto na origem quanto no caráter. 
A. O Som

  • Note que em nenhum momento o texto diz que algum tipo de vento soprou. Estamos diante de um som que se parecia como o som de um vento impetuoso. 
B. As Línguas – Primeira Parte.

  • Note que em nenhum momento o texto diz que as línguas eram de fogo. Diz apenas que pareciam como línguas de fogo 
C. As Línguas – Segunda Parte.

  • As línguas faladas eram verdadeiras línguas humanas, mas mesmo assim são apresentadas como sendo “outras”. 
V. Entendendo o Que Aconteceu Dentro do Contexto Maior de Atos 1:8

  • A promessa de João Batista – Ele vos batizará com o Espírito Santo e com Fogo – parece estar se cumprindo com uma precisão que vai muito além do esperado. De fato, o que está narrado nesses versos, confirma o que Jesus prometeu em Atos 1:8. 
  • O som como de um vento impetuoso é excelente emblema do Espírito Santo que viria revesti-los de poder para poderem cumprir a missão conforme proposta em Atos 1:8 – RECEBEREIS PODER. 
  • As línguas, como de fogo, nos fazem lembrar da brasa que foi retirada do altar e com a qual o anjo tocou os lábios do profeta Isaías, simbolizando sua purificação e capacitação para falar a Palavra de Deus ao povo de Israel – ver Isaías 6:6—7. Assim também os discípulos estavam sendo purificados e capacitados para servirem, como Isaías, de testemunhas a favor da verdade – ver Atos 1:8 – SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS. 
Ato contínuo temos a manifestação dessas outras línguas, que comprovam a universalidade tanto da mensagem como do reino de Deus, conforme Atos 1:8 – ATÉ OS CONFINS DA TERRA.  

Conclusão:

1. Sem a vinda do Espírito Santo, a vida cristã e o discipulado cristão seriam impraticáveis e até mesmo impossíveis.

2. Como poderíamos...

  • Ter vida verdadeira sem a presença do único doador da vida? – ver 2 Pedro 1:2—3. 
  • Tem entendimento sem a presença do Espírito da verdade que veio para nos conduzir a toda verdade? Ver João 16:13. 
  • Ter comunhão verdadeira sem a presença do Espírito Santo que cria a unidade entre nós? Nós não temos que criar a unidade, temos que nos esforçar por preservá-la – ver Efésios 4:3. 
  • Demonstrar um caráter semelhante ao de Jesus Cristo sem a manifestação do fruto do Espírito Santo? – ver Gálatas 5:22—23. 
  • Testemunhar de forma efetiva sem o poder do Espírito Santo? – ver Atos 1:8. 
3. Sem o Espírito Santo a igreja é como um defunto. O corpo está ali, mas não existe nada de vida.

4. Aquele que veio ao mundo assumindo nossa humanidade, que viveu uma vida de perfeita santidade, que morreu por causa dos nossos pecados e que ressuscitou e ascendeu ao céu, sim, esse mesmo Jesus enviou, no dia do Pentecostes, o seu Espírito Santo. Apesar dessa realidade não ter sido percebida de imediato. Pedro entendeu que os acontecimentos de Atos 2 eram o cumprimento da profecia de Joel e não tinham nada a ver com a promessa da vinda do Espírito Santo conforme a promessa de Jesus registrada em Atos 1:5.

Pedro diz, literalmente, o seguinte acerca dos acontecimentos narrados em Atos 2:

Atos 2:15—21

15 Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia.

16 Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: Pedro confirma que seu entendimento dos fatos é que os mesmo estavam dando cumprimento à profecia de Joel 2.

17 E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos;

18 até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão, i. e. pregarão as Boas Novas da Salvação como fica evidente no verso 21.

19 Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça.

20 O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor.

21 E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.

Como fica evidente, para Pedro, naquele momento o que estava acontecendo era o CUMPRIMENTO DA PROFECIA DE JOEL e não o cumprimento das palavras de Jesus acerca do Batismo com o Espírito Santo.

Mais tarde, todavia, Pedro veio a reconhecer o seguinte:

Atos 11:11—18

11 E eis que, na mesma hora, pararam junto da casa em que estávamos três homens enviados de Cesaréia para se encontrarem comigo.

12 Então, o Espírito me disse que eu fosse com eles, sem hesitar. Foram comigo também estes seis irmãos; e entramos na casa daquele homem.

13 E ele nos contou como vira o anjo em pé em sua casa e que lhe dissera: Envia a Jope e manda chamar Simão, por sobrenome Pedro,

14 o qual te dirá palavras mediante as quais serás salvo, tu e toda a tua casa.

15 Quando, porém, comecei a falar, caiu o Espírito Santo sobre eles, como também sobre nós, no princípio, i.e. no Dia do Pentecostes.

16 Então, me lembrei da palavra do Senhor, quando disse: João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo. Pedro é bem claro: ele só se lembrou das palavras de Jesus registradas em Atos 1:5 quando estava na casa de Cornélio, meses depois dos fatos narrados em Atos 2. Isso prova que o Batismo com o Espírito Santo não é experimental. Se fosse Pedro não faria a afirmação que faz aqui.

17 Pois, se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós nos outorgou quando cremos no Senhor Jesus, quem era eu para que pudesse resistir a Deus?

18 E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida.

Pedro reconhece, agora que o Batismo com o Espírito Santo anunciado por Jesus em Atos 1:5 havia acontecido simultaneamente com o derramamento do Espírito Santo prometido pelo profeta Joel. Isso é uma PROVA INCONTESTÁVEL QUE O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO É ALGO NÃO EXPERIMENTAL, MAS UM DECRETO DIVINO COMO A VIDA, A MORTE, A RESSUREIÇÃO E A ASCENÇÃO DO ESPÍRITO SANTO. Assim também é o batismo com o Espírito Santo. Algo que não experimentamos, mas que nos apropriamos pela fé, como é pela fé que nos apropriamos do fato que:

·        Jesus viveu sua vida como se fosse nossa vida.
·        Jesus morreu por causa dos nossos pecados.
·        Jesus ressuscitou dentre os mortos para que possamo0s viver em novidade de vida.
·        Jesus ascendeu aos céus para garantir nossa completa vitória sobre a condenação, o poder e até mesmo a própria presença do pecado.
·        Por fim Jesus batizou sua igreja de todas a eras com o Espírito Santo, criando o glorioso Corpo do qual ele mesmo é o cabeça.
5. O dia do Pentecostes marca então, o ato final do ministério salvador de Jesus representando pelo cumprimento da promessa de enviar o Espírito Santo, o outro Consolador. A nossa salvação está completada. Ela ainda não está realizada, mas é tudo uma questão de tempo apenas, para que assim seja. Mas ela está completa e perfeitamente acabada.

6. O acontecimento registrado no dia do Pentecostes marca o início desse novo momento na vida do povo de Deus. Marca o momento da presença permanente do Espírito Santo no meio e dentro do povo de Deus daquele dia em diante e até nossa redenção final.

7. O povo pentecostal foi levado a acreditar em uma grande mentira. Não existe nenhum Batismo com Espírito Santo como ensinado pelos líderes pentecostais com a obrigatoriedade de falar em línguas e etc. É duro recalcitrar contra os aguilhões, mas às vezes é a única saída para a verdadeira liberdade.

Nota final: E as línguas estranhas mencionadas em Corinto 14?

1. Em primeiro lugar devemos reconhecer que essas línguas não são conhecidas, e para serem entendidas é necessário a existência de alguém capacitado por Deus, para interpretar as mesmas. Apesar do fato que a partir do verso 21 parece que Paulo retoma o conceito de línguas que podem ser entendidas.

2. Paulo estabelece regras rígidas para manifestações desse tipo. Regras essas que não são respeitadas, de nenhuma maneira, pelo povo Pentecostal em geral, como pode ser facilmente constatado. Seguem as regras impostas pela Bíblia:

1 Coríntios 14 na Revista e Atualizada

1  Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis – i.e., que pregueis o evangelho.

2  Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. Línguas estranhas são comunicação direta com Deus, visto que ninguém pode entendê-las.

Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando.

O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja. Falar em línguas não edifica a igreja, a menos que haja intérprete. Por isso, todas essas palavras ininteligíveis proferidas pelos pastores e pastoras do púlpito em voz audível servem apenas para exibicionismo e nada aproveitam para a edificação. Podem até parecerem espirituais, mas não passam de grosso pecado de desobediência aos mandamentos de Deus.  

5  Eu quisera que vós todos falásseis em outras línguas; muito mais, porém, que profetizásseis, i.e., que anunciásseis o Evangelho; pois quem profetiza é superior ao que fala em outras línguas, salvo se as interpretar, para que a igreja receba edificação.

6  Agora, porém, irmãos, se eu for ter convosco falando em outras línguas, em que vos aproveitarei, se vos não falar por meio de revelação, ou de ciência, ou de profecia, ou de doutrina?

7  É assim que instrumentos inanimados, como a flauta ou a cítara, quando emitem sons, se não os derem bem distintos, como se reconhecerá o que se toca na flauta ou cítara?

8  Pois também se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha?

Assim, vós, se, com a língua, não disserdes palavra compreensível, como se entenderá o que dizeis? Porque estareis como se falásseis ao ar. LINDO!

10 Há, sem dúvida, muitos tipos de vozes no mundo; nenhum deles, contudo, sem sentido.

11 Se eu, pois, ignorar a significação da voz, serei estrangeiro para aquele que fala; e ele, estrangeiro para mim.

12 Assim, também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja. Não é para se exibir e sim para EDIFICAR.

13 Pelo que, o que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar.

14 Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera.

15 Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente.

16 E, se tu bendisseres apenas em espírito, como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes. Inobstante muitos dizem amém depois de ouvirem palavras proferidas em língua que ninguém entendeu. Pelo que entendo o pastor pode até ter blasfemado e os irmãos estão dizendo amém. Vai saber!

17 porque tu, de fato, dás bem as graças, mas o outro não é edificado.

18 Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vós.

19 Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua. Não é bem esse o caso nas igrejas pentecostais com seus tempos bem medidos onde os irmãos, todos de uma única vez, falam em línguas numa verdadeira balbúrdia.

20 Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos.

21 Na lei está escrito: Falarei a este povo por homens de outras línguas e por lábios de outros povos, e nem assim me ouvirão, diz o Senhor. Aqui Paulo retoma o conceito de língua conhecida pelos ouvintes.

22 De sorte que as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos; mas a profecia não é para os incrédulos, e sim para os que crêem.

23 Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos? Com certeza é isso que acontece na maioria da igrejas pentecostais.

24 Porém, se todos profetizarem, e entrar algum incrédulo ou indouto, é ele por todos convencido e por todos julgado;

25  tornam-se-lhe manifestos os segredos do coração, e, assim, prostrando-se com a face em terra, adorará a Deus, testemunhando que Deus está, de fato, no meio de vós.

26 Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação. Não para a exibição.

27 No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete. Meus irmãos pentecostais, quando vocês irão aprender e praticar um mandamento tão simples quanto esse aqui?

28 Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus. Idem.

29 Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem.

30 Se, porém, vier revelação a outrem que esteja assentado, cale-se o primeiro.

31 Porque todos podereis profetizar, um após outro, para todos aprenderem e serem consolados.

32 Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos próprios profetas;

33 porque Deus não é de confusão, e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos,

34 conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina.

35 Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja.

36 Porventura, a palavra de Deus se originou no meio de vós ou veio ela exclusivamente para vós outros?

37 Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo. Ficou claro?

38 E, se alguém o ignorar, será ignorado.

39 Portanto, meus irmãos, procurai com zelo o dom de profetizar e não proibais o falar em outras línguas. É prá isso que existem as regras acima. Quem proíbe ou diz que cessaram está enganado! Quem pode dizer ao Espírito Santo o que ele pode ou não fazer?

40 Tudo, porém, seja feito com decência e ordem. Bem, não é esse o caso na maioria das igrejas pentecostais nas horas pré-determinadas para orar e “falar em línguas estranhas”.

Espero ter podido ajudar muitos que entre milhões se encontram agrilhoados por falsas doutrina, falsos pastores, falsos mestres e continuam escravos porque ainda não entenderam as palavras simples que dizem:

João 8:36 

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis.

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

BIBLIOGRAFIA
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[1]Black, M., Martini, C. M., Metzger, B. M., Wikgren, A. The Greek New Testament. United Bible Societies, Republica Federal da Alemanha, 1993, c1979.

8 comentários:

  1. Oi irmão, muita informação rica em seu site! Hoje ouço ensinos do Pr. Dave Roberson (tulsa, oklahoma) e da pra Ana Maria Dias (barueri-Sp). Os ensinos deles tem me edificado bastante, você os conhece? Abração, Jesus te abençõe!

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    1. Caro Léo,

      Obrigado por me escrever. Infelizmente ainda não conheço os dois pastores mencionados por você, mas vou pesquisar e tentar conhecê-los. Se você tem sido edificado pelos estudos deles e os mesmos estão alinhados com a Palavra de Deus, então continue firme.

      Abraço, fraterno.

      irmão Alex

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  2. Hombre, bendiciones en Cristo.

    Escrevo somente para expressar minha alegria em leer seu blog, passei aqui para conferir uma informação por um minuto e já estou a mais de uma hora... rsrsrs.

    Quero lhe parabenizar pela dedicação, estive lendo cada um dos comentários, e me alegrou o coração ver sua dedicação nas respostas, continue assim amado Pr. Alex, sua dedicação, tenho certeza que inspira a muitas pessoas, as quais ainda que "por meio das teclas" tem muita confiança em sua vida e são edificadas por ti.

    Grande abraço, seu blog já está na minha lista de favoritos para leitura.

    Saludos desde esta nação peruana e desculpe os erros de portugues, já são 10 anos no coração dos andes.

    Atenciosamente
    Elias Alves
    se tiver um tempo, da uma olhada neste site: www.missoesnosandes.org

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    1. Caro irmão Elias,

      Obrigado por tomar do teu tempo para ler algo que escrevi e por tuas mais que generosas palavras de incentivo.

      Dez anos nos Andes não fizeram nenhuma mudança em teu português que continua perfeito.

      Olhei o site que você indicou e fiz a assinatura para receber informações — confirmada — e vou compartilhar o trabalho de vocês com nossa igreja para que possamos começar a orar por vocês.

      Que Deus abençoe e proteja você e tua família e pode ter certeza que estaremos orando pelos irmãos. Alguns dos posts do site me deixaram emocionados apenas de ver os rostos das pessoas vivendo em lugares tão remotos.

      Sou grato a Deus porque Ele não se deixa ficar sem testemunho mesmo em lugares tão difíceis. Que o Senhor vos fortaleça e vos anime para prosseguir nessa obra.

      Grande abraço,

      Irmão Alex.

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  3. Irmão Alex,

    Fiquei muito feliz em ler esse estudo. Com a licença da comparação, "pensei" que estivesse lendo um dos sermões de meu falecido pai, que era pastor da Assembleia de Deus, mas leva muito a sério o que Paulo ensinou sobre o falar em línguas estranhas.
    Por inúmeras vezes, quando estava pregando e cheio do Espírito Santo, ao transbordar em outras línguas, sempre tirava o microfone e apenas quem estava muito próximo conseguia ouvir essa maravilhosa manifestação do Espírito Santo. Aleluia!

    Obrigado, Irmão Alex, por nos presentear com esse maravilhoso estudo!

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    1. Caro Joel,

      Obrigado por escrever e pelas tuas palavras de incentivo. Vindas de você são sempre levadas com a maior consideração e estima.

      Abraço fraterno,

      irmão Alex

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  4. Caro irmão Alex, como posso mostrar a minha mãe, que fala em linguas estranhas quando outros pastores estão falando, com se fosse uma concordancia ? E, como falar para ela que os ensinamentos de um irmão, que prega na radio, sobre o batismo com Espirito Santo e o falar em linguas, sem as compreender (quantidades de pessoas falando em linguas, sendo que elas não ententem e o pregador não ensina elas a oraram para interpretá-las) estão errados ?

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    1. Caro Anônimo,

      Parece difícil, mas realmente não é, desde que as pessoas envolvidas queiram seguir os ensinamentos da Bíblia.

      Então faça o seguinte:

      Primeiro leia de 3 a 5 vezes, de forma pausada e em versões diferentes o texto de 1 Coríntios 14. Se tiver dúvidas me escreva.

      Depois, sente-se com sua mãe e leia o texto de 1 Coríntios 14. Explique para ela que ela pode falar em línguas sozinha, baixinho, louvando a Deus que não tem problema, pois é uma manifestação da graça de Deus na vida dela e vale apenas para ela.

      Ela não deve participar das chamadas orações coletivas, pelos motivos expostos em 1 Coríntios 14. O pregador de rádio que incentiva esse tipo de coisa está, infelizmente, errado e levando os irmãos a pecarem contra o que Deus estabeleceu claramente em sua palavra.

      Abraço fraterno,

      irmão Alex.

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