quarta-feira, 15 de maio de 2013

PARÁBOLAS DE JESUS - MATEUS 22:1—14 — A PARÁBOLA DAS BODAS — SERMÃO 015


 
Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

A Parábola das Bodas – Mateus 22:1—14

1 De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo-lhes:

2 O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho.

3 Então, enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; mas estes
não quiseram vir.

4 Enviou ainda outros servos, com esta ordem: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas.

5 Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio;

6 e os outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram.

7 O rei ficou irado e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade.

8 Então, disse aos seus servos: Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos.

9 Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes.

10 E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados.

11 Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial

12 e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu.

13 Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.

14 Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.

Introdução

  • Existem 39 parábolas contadas por Jesus registradas nos Evangelhos. 

  • As parábolas dos Dois Filhos, dos Lavradores Maus e das Bodas fazem parte da grande confrontação que existiu entre o Senhor Jesus e as lideranças religiosas dos seus dias. 

  • A parábola das bodas costuma ser confundida com a parábola do grande banquete contada exclusivamente por Lucas – ver Lucas 14:15—24. 

  • O propósito da parábola é insistir no fato de que aqueles que desprezam a Deus, mesmo sendo altos dignitários religiosos, sofrerão as consequências dos seus atos. 

I. A Parábola.

A. As Bodas

1. O planejamento

Note a ênfase colocada na pessoa do rei. Ele é quem:

1. Decide celebrar as bodas do seu filho.

2. Envia os convites através de seus servos. Era costume entregar os convites pessoalmente.

3. Reafirma o convite através de outros servos. Era costume relembrar os convidados no dia da festa.

4. Supervisiona todos os preparativos.

5. Faz o convite final: vinde às bodas

2. Os convidados

Os convidados não deram a mínima.

1.Em primeiro lugar não quiseram ir.
2. Depois, no dia das bodas, em vez de atender ao convite preferiram ir cuidar dos seus próprios negócios com alguns tendo ainda a ousadia de espancar a até matar alguns dos servos.

3. A reação do rei

A reação do rei tem dois aspectos:

1. O rei manda então matar aqueles criminosos e incendiar a cidade deles.

2. Manda então que seus servos ajuntem todas as pessoas que eles encontrarem e as tragam para as bodas. Os servos obedecem e agora são bem sucedidos. Todo tipo de pessoa se ajunta, então, para celebrar as bodas. A sala ficou lotada.

4. Um estranho no ninho

  • O rei confronta um indivíduo que não estava vestido de forma adequada. 
  • Não obtendo uma resposta apropriada, de fato, não obteve resposta nenhuma, o rei ordena então que o estranho seja lançado fora da festa. 
II. A Explicação da Parábola

1. Essa parábola é consistente com as duas parábolas anteriores:

A Parábola dos Dois Filhos e a Parábola dos Lavradores Maus — e trata da maneira como a liderança religiosa, e pelo exemplo, todo o povo de Israel por extensão, recebiam os convites vindos da parte de Deus através de inúmeros dos seus servos. É Deus quem nos salva! Não podemos salvar-nos a nós mesmos.

2. Deus sempre desejou celebrar a vida com o Seu povo e por este motivo é que ele nos convida.

Quando Deus deu a Lei Sacrificial ao povo que ele havia libertado, a grande maioria dos mandamentos tinha a ver com comparecer na presença de Deus, oferecer os sacrifícios e comer uma boa parte do que era oferecido na presença de Deus, celebrando a comunhão com Deus.

Deus convida sempre:

Isaías 2:5 — Vinde, ó casa de Jacó, e andemos na luz do SENHOR.

Isaías 55:1 — Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.

Jeremias 50:5 — Vinde, e unamo-nos ao SENHOR, em aliança eterna que jamais será esquecida.

Ezequiel 33:30 — Vinde, peço-vos, e ouvi qual é a palavra que procede do SENHOR.

Oséias 6:1 — Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará.

Miquéias 4:2 — Vinde, e subamos ao monte do SENHOR e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas.

Mateus 11:28 — Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.

Da mesma maneira o rei convida, convida e convida! O período de confraternização possibilitava a oportunidade de anfitrião e convidados de se conhecerem melhor.

Meu pai costumava dizer que: o tempo que a gente gasta ao redor da mesa a gente não envelhece!

3. A recusa dos convidados ilustra bem a história religiosa da nação de Israel.

2 Reis 17:14 — Porém não deram ouvidos; antes, se tornaram obstinados, de dura cerviz como seus pais, que não creram no SENHOR, seu Deus.

Atos 7:51 — Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis.

4. A recusa dos convidados existia apesar deles saberem que: “o SENHOR, teu Deus, é fogo que consome, é Deus zeloso — Deuteronômio 4:24.

5. Os convidados que recebem o convite e decidem aceita-lo recebem então um conjunto de roupas nupciais.

O rei quer que seus convidados aceitem tudo o que ele tem para oferecer. Deus tem muito para nos oferecer. Somos como o filho pródigo que retorna. Deus manda tirar nossos andrajos e manda nos vestir com roupas novas

6. Entre os convidados encontra-se um homem sem as vestes nupciais.

Confrontado pelo anfitrião acerca de como poderia estar ali sem as vestes apropriadas o homem nada tem para responder.

7. O rei ordena então que o bicão seja lançado fora, nas trevas.

Conclusão:
1. Deus nos convida e deseja que atendamos ao Seu convite com arrependimento, que recebamos o perdão gracioso que Ele tem para nos oferecer e que façamos resplandecer a Sua justiça. Esse é o significado das roupas nupciais. Somos todos salvos exclusivamente pela graça de Deus.

2. A tentativa humana de ajudar no processo de salvação é semelhante à tentativa do homem que estava presente nas bodas sem estar adequadamente vestido. Foi posto para fora! Precisamos entender que, de acordo com Isaías: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam” — Isaías 64:6. E mais temos que prestar muita atenção às palavras de Jesus quando disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao pai senão por mim” – João 14:6.

3. Aqueles que se aproximam de Deus respeitando as regras estabelecidas por Deus, podem dizer como o profeta Isaías: “Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me cobriu de vestes de salvação e me envolveu com o manto de justiça – Isaías 61:10

4. O Apóstolo João nos diz já próximo do final do livro do Apocalipse que: “Então, ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo: Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro” — Apocalipse 19:6—8

5. Que possamos aceitar o convite de Deus e como Seus servos possamos estender este glorioso convite às pessoas que estão ao nosso redor e que sem encontram perdidas.
OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.


Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

5 comentários:

  1. muito bom as explicações que Deus abençoe a vocês em nome de Jesus

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  2. Amado, hoje encontrei está página e confesso que já me sinto grandemente abençoado.

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  3. Excelente conteúdo. Que Deus o abençoe.

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  4. QUE DEUS CONTINUE LHE DANDO GRAÇAS PARA TRABALHAR PELO REINO

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  5. Estudo abençoado. Que o Espirito Santo continue lhe instruindo. Amém!

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