segunda-feira, 29 de agosto de 2016

JONATHAN EDWARDS: A AGONIA DE CRISTO — UM ESTUDO — PARTE 011 — APLICAÇÃO 002 — FINAL

Resultado de imagem para jesus morreu pelos pecadores

O material abaixo é parte de um livro escrito por Jonathan Edwards que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: CCEL.org │ Título Original: “Christ’s Agony”

As citações bíblicas desta tradução são da versão ACRF (Almeida Corrigida Revisada Fiel).

Tradução por Camila Almeida │ Revisão William Teixeira

facebook.com/oEstandarteDeCristo

Issuu.com/oEstandarteDeCristo

A AGONIA DE CRISTO
Por Jonathan Edwards
Lucas 22:44

E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão.

APLICAÇÃO — FINAL

4. De que maneira os Cristãos devem prosseguir no trabalho que está diante deles? Cristo tinha uma grande obra diante dEle quando isso aconteceu, do que nós temos um relato no texto acima. Apesar de ter sido muito perto do fim de Sua vida, no entanto, Ele, nessa ocasião, quando Sua agonia começou, tinha a principal parte do trabalho que Ele veio fazer no mundo diante dEle. E isso, era ofertar o sacrifício que Ele ofereceu em Seus últimos sofrimentos, e nisso realizar o maior ato de Sua obediência a Deus. E assim os Cristãos têm um grande trabalho a fazer, um serviço que realizarão para Deus, que é efetuado com muita dificuldade. Eles têm estabelecida uma corrida diante deles a qual eles têm que correr, uma guerra que é indicada a eles. Cristo foi o sujeito de uma grande provação no momento de Sua agonia; assim Deus está acostumado a exercitar o Seu povo com grandes provações. Cristo encontrou-se com grande oposição naquela obra que Ele devia cumprir, assim os crentes, semelhantemente, encontraram grande oposição em correr a carreira que está posta diante deles. Cristo, como homem, tinha uma natureza frágil, que era, em si, muito insuficiente para sustentar um conflito, ou para suportar tal carga como a que estava vindo sobre Ele. Assim, os santos têm a mesma natureza humana fraca e, junto com isso, grandes fraquezas pecaminosas que Cristo não tinha, o que lhes colocam sob grandes desvantagens, e aumentam consideravelmente a dificuldade de Seu trabalho. Essas grandes tribulações e dificuldades que estavam diante de Cristo, foram o caminho pelo qual Ele devia entrar no reino dos céus; para que Seus seguidores pudessem esperar que “por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” — Atos dos Apóstolos 14:22. A cruz foi para Cristo o caminho para a coroa de glória, e assim ela é para os Seus discípulos. As circunstâncias de Cristo e de Seus seguidores nessas coisas são iguais, o Seu caso, portanto, é o mesmo; e, portanto, o comportamento de Cristo em tais circunstâncias foi um exemplo adequado para eles seguirem. Eles devem olhar para o Seu Capitão, e observar de que maneira Ele passou por Sua grande obra, e as grandes tribulações que Ele sofreu. Eles devem observar de que maneira Ele entrou no reino dos céus, e obteve a coroa de glória, e assim eles também devem participar da corrida que se coloca diante deles.

Hebreus 12:1

Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta

Tudo isso se materializa das seguintes maneiras:

(1). Quando os outros estão dormindo eles devem estar acordados, como foi com Cristo. O tempo de agonia de Cristo foi de noite, o tempo em que as pessoas tinham o costume de estar dormindo; foi o tempo em que os discípulos que estavam perto de Cristo estava dormindo; mas Cristo, nessa ocasião, tinha outra coisa a fazer ao invés de dormir; Ele tinha um grande trabalho a fazer; Ele manteve-se acordado, com o coração envolvido neste trabalho. Assim deve ser com os crentes em Cristo; quando as almas de Seus vizinhos estão dormindo em Seus pecados, e sob o poder de uma insensibilidade e preguiça letárgicas, eles devem vigiar e orar, e manter vivo o senso da importância infinita de Suas preocupações espirituais.

1 Tessalonicenses 5:6

Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios.

(2). Eles devem seguir em Seu trabalho com intenso labor, como Cristo fez. O momento em que os outros estavam dormindo era um momento em que Cristo estava perto de Sua grande obra, e estava comprometido nisso com todas as Suas forças, agonizante nisso; conflitante e lutando em lágrimas e em sangue. Assim, os Cristãos devem, com o máximo de seriedade, remir o Seu tempo, com as almas comprometidas neste trabalho, passando por meio da oposição que eles encontram nisso, passando por todas as dificuldades e sofrimentos que existem no caminho, correndo com paciência a carreira posta diante deles, lutando contra os inimigos de Sua alma com todas as Suas forças; como aqueles que não lutam contra a carne e o sangue, mas contra os principados e potestades, e os príncipes das trevas deste mundo, e hostes espirituais da maldade nas regiões celestiais.

(3). Este labor e luta devem ser, para que Deus seja glorificado, e Sua própria felicidade eterna obtida em um caminho de fazer a vontade de Deus. Assim foi com Cristo; pelo que Ele tão intensamente se esforçou foi, que Ele pudesse fazer a vontade de Deus, para que Ele mantivesse o Seu mandamento, Seu difícil mandamento, sem falhar nele, e que desta forma, a vontade de Deus fosse feita, para glória de Seu Eterno Grande Nome, e para a Salvação de Seus eleitos, que Ele intencionou por meio de Seus sofrimentos. Aqui está um exemplo que os santos devem seguir nestas santas luta, e corrida, e guerra, que Deus lhes designou; eles devem se esforçar para fazer a vontade de Seu Pai celestial, para que eles possam, como o apóstolo o expressa em

Romanos 12:2:

Experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

e que neste caminho, eles possam glorificar a Deus, e possam vir, por fim, a ser para sempre felizes no gozo de Deus.

(4). Em toda a grande obra que eles têm que fazer, a sua visão deve estar em Deus, para obter Sua ajuda, para que sejam capacitados a superar suas dificuldades. Assim fez o homem Cristo Jesus, Ele se esforçou em Seu trabalho, mesmo em tal agonia e suor sangrento. Mas como Ele se esforçou? Não foi em Sua própria força, mas Seus olhos estavam em Deus, Ele clamou por Ele por Seu auxílio e força para encorajá-Lo, para que Ele não falhasse; Ele vigiou e orou, como Ele desejou que os Seus discípulos fizessem; Ele lutou contra os Seus inimigos e com os Seus grandes sofrimentos, mas, ao mesmo tempo lutou com Deus para obter a Sua ajuda, para capacitá-Lo a fim de obter a vitória. Assim, os santos devem usar a Sua força em Sua trajetória Cristã ao máximo, mas não como dependendo de Sua própria força, mas clamando fortemente a Deus para que por Sua força os faça vencedores.

(5). Dessa forma, eles devem resistir até o fim, como Cristo fez. Cristo, desta forma foi bem sucedido, e obteve a vitória, e ganhou o prêmio; Ele triunfou, e está assentado com o Pai em Seu trono. Assim, os Cristãos devem perseverar e resistir em Sua grande obra até o fim; eles devem continuar a executar Sua corrida até que cheguem ao Seu fim; eles devem ser fiéis até a morte, como Cristo foi; e então, quando eles triunfarem, devem sentar-se com Ele em Seu trono.

Apocalipse 3:21

Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no Seu trono.

5. Por isso, pecadores sobrecarregados e angustiados, se algum tal está presente aqui, que possa ter abundante fundamento de encorajamento para vir a Cristo para salvação. Aqui há um grande incentivo para os pecadores, para que venham a este Sumo Sacerdote que ofereceu tão forte clamor e lágrimas, com o Seu sangue, pela eficácia de Seus sofrimentos na salvação dos pecadores. Pois,
Primeiro. Aqui há grande fundamento de segurança de que Cristo está pronto a aceitar dos pecadores, e conceder-lhes a salvação; pois aqueles Seus fortes clamores que Ele ofereceu na capacidade de nosso Sumo Sacerdote, demonstram quão intensamente desejoso Ele foi disso. Se Ele não estivesse disposto a que os pecadores fossem salvos, sendo eles sempre tão indignos disso, então, porque Ele lutaria assim com Deus por isso, em tal suor sangrento? Clamaria alguém tão fervorosamente a Deus com tais caros clamores, em tão grande esforço e fadiga da alma, por isso, se Ele não desejasse que Deus concedesse o que estava pedindo? Não, certamente! Mas isso mostra quão grandemente o Seu coração foi estabelecido no sucesso de Sua redenção; e, portanto, uma vez que Ele, por tais fervorosas orações, e por tal suor sangrento, obteve a salvação do Pai pelos pecadores, Ele certamente estará pronto para concedê-la a eles, se eles vierem a Ele por ela; caso contrário, Ele frustrará Seu próprio plano; e Aquele que tão intensamente clamou a Deus para que Seu propósito não fosse frustrado, não frustrará, afinal, a Si mesmo.

Segundo. Aqui está o mais forte motivo de segurança de que Deus está pronto para aceitar todos aqueles que vêm a Ele por misericórdia através de Cristo, pois, por isso é que Cristo orou naquelas fervorosas orações, essas orações sempre foram ouvidas, como Cristo diz em

João 11:4

Eu bem sei que sempre me ouves.

E, especialmente, que seus discípulos possam concluir, que ouviram o Seu Sumo Sacerdote naqueles fortes clamores que Ele ofereceu com o Seu sangue, e isto, especialmente na seguinte consideração.

(1). Elas foram as orações mais intensas que já foram feitas. Jacó foi muito intenso, quando Ele lutou com Deus; e muitos outros têm lutado com Deus, com muitas lágrimas; sim, sem dúvida, muitos dos santos têm lutado com Deus, com tal labor interior e lutas como a produzir efeitos poderosos sobre o corpo. Mas tão intenso foi Cristo, tão forte foi o esforço e fervor de Seu coração, que Ele clamou a Deus em um suor sangrento; de modo que se cada intensidade e importunação na oração sempre prevaleceram com Deus, podemos concluir que aquela prevaleceu.

(2). Aquele que, nessa ocasião, orou era a Pessoa mais digna que alguma vez já elevou uma oração. Ele tinha mais merecimento do que quaisquer homens ou anjos tinham diante dos olhos de Deus, segundo o que Ele obteve mais excelente nome do que eles; pois Ele era o Filho unigênito de Deus, infinitamente amável em Sua visão, o Filho em quem Ele declarou uma e outra vez em quem Ele se agradava. Ele era infinitamente próximo e querido por Deus, e tinha dez mil vezes mais merecimento aos Seus olhos do que todos os homens e anjos juntos. E podemos supor que qualquer outra pessoa foi ouvida quando clamou a Deus com tanta intensidade? Será que Jacó, um pobre homem pecador, quando Ele lutou com Deus, obteve de Deus o nome de Israel, e tal elogio, que, como um príncipe, Ele havia lutado com Deus, e prevalecido? E Elias, que era um homem de paixões e sujeito a corrupções como nós, quando orava, intensamente, prevaleceu com Deus de forma a operar aquelas grandes maravilhas? E o Filho unigênito de Deus, quando lutando com Deus em lágrimas e sangue, não prevalecerá, e terá o Seu pedido concedido a Ele?

Certamente, não há espaço para supor tal coisa; e, portanto, não há espaço para duvidar de que Deus dará a salvação àqueles que creem nEle, em Sua solicitação.

(3). Cristo ofereceu estas orações fervorosas com o melhor apelo por uma resposta que já foi oferecido a Deus, a saber, o Seu próprio sangue; que era um equivalente para a coisa que Ele solicitava. Ele não apenas ofereceu fortes clamores, mas Ele os com um preço plenamente suficiente para comprar o benefício que Ele solicitava.

(4). Cristo ofereceu este preço e aqueles fortes clamores, os dois juntos; pois ao mesmo tempo em que Ele estava derramando estes pedidos sinceros pelo sucesso de Sua Redenção na Salvação dos pecadores, Ele também derramou o Seu sangue. Seu sangue caía no chão no mesmo instante em que Seus clamores subiam ao céu. Considerem estas coisas, sobrecarregados e angustiados, pecadores, que estão prontos para duvidar da eficácia da intercessão de Cristo por tais criaturas indignas como eles, e para colocar em questão a prontidão de Deus em aceitá-los por causa de Cristo. Vão para o jardim, onde o Filho de Deus estava em agonia, e onde Ele clamou a Deus tão intensamente, e onde o Seu suor tornou, por assim dizer, em grandes gotas de sangue, e depois vejam qual conclusão vocês extrairão de tal visão maravilhosa.

6. Os piedosos podem obter grande consolo no fato de que Cristo, como Seu Sumo Sacerdote, ofereceu tais fortes clamores a Deus. Vocês, que têm uma boa evidência de serem crentes em Cristo, e Seus verdadeiros seguidores e servos, podem ser consolados no fato de que Jesus Cristo é o Seu sumo sacerdote, que aquele sangue, que Cristo derramou em Sua agonia, caiu no chão por vocês, e que aqueles intensos clamores foram elevados a Deus por vocês, para o sucesso de Seus trabalhos e sofrimentos em todo aquele bem em que vocês permanecem diante das necessidades que têm neste mundo, e em Sua bem-aventurança eterna no mundo vindouro. Isto pode ser um consolo para vocês em todas as perdas, e sob todas as dificuldades, para que vocês possam encorajar a vossa fé, e fortalecer a vossa esperança, e fazer com que vocês grandemente se alegrem. Se vocês estivessem em dificuldades notáveis, seria um grande consolo para vocês terem as orações de um homem que vocês consideram um homem de eminente piedade, e alguém que tivesse um grande empenho junto ao Trono da Graça, e, especialmente, se soubessem que Ele era muito intenso e muito empenhado em oração por vocês. Porém, quanto mais vocês podem ser consolados nisso, que vocês têm um empenho nas orações e clamores do Unigênito e infinitamente digno Filho de Deus, e que Ele tão foi tão intenso em orações por vocês, como ouviram!

7. Disso podemos aprender quão intensos os Cristãos devem ser em Suas orações e esforços pela salvação dos outros. Cristãos são seguidores de Cristo, e eles deveriam segui-Lo nisto. Percebemos, a partir do que ouvimos, quão grande foi o esforço e fadiga da alma de Cristo pela salvação dos outros, e que intensos e fortes clamores por Deus acompanharam Seus trabalhos. Aqui Ele nos oferece o exemplo. Aqui Ele estabeleceu um exemplo para os ministros, que devem, como cooperadores de Cristo ter dores de parto com eles até que Cristo seja formado neles.

Gálatas 4:19

Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós.

Eles devem estar dispostos a gastarem-se e serem gastos por eles. Eles devem não apenas se esforçar por eles, e orar fervorosamente por eles, mas devem, se necessário for, estar prontos para sofrer por eles, e para gastar não apenas a Sua força, mas o Seu sangue por eles.

2 Coríntios 12:15

Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado.

Aqui está um exemplo para os pais, mostrando como eles deveriam operar e clamar a Deus pelo bem espiritual de Seus filhos. Você vê como Cristo se esforçou e lutou e clamou a Deus pela salvação de Seus filhos espirituais; e vocês não buscarão e clamarão intensamente por Seus filhos naturais?

Aqui está um exemplo para as pessoas próximas, um pelo outro, como eles devem procurar e clamar pelo bem da alma um do outro, pois este é o mandamento de Cristo: que eles devem amar-se uns aos outros como Cristo os amou (João 15:12). Aqui está um exemplo para nós, demonstrando como devemos intensamente buscar e orar pelo bem espiritual e eterno de nossos inimigos, pois Cristo fez tudo isso por Seus inimigos, e quando alguns daqueles inimigos estavam naquele mesmo instante tramando a Sua morte, e ocupados em maquinar saciar a Sua malícia e crueldade, em Seus mais extremos tormentos, e mais vergonhosa destruição.

Ó Jesus Cristo! a Tua Morte Agonizante nos deu vida com abundância, Ó Glorioso Deus!, oramos para que, pelo Teu Espírito Santo aplique o que de Ti há neste sermão aos nossos corações e nos corações daqueles que lerem estas linhas, por Cristo para a glória de Cristo.

Ore para que o Espírito Santo use estas palavras para trazer muitos ao Conhecimento Salvador de Jesus Cristo, pela Graça de Deus. Amém.

Sola Scriptura! Sola Gratia! Sola Fide! Solus Christus!

OUTRAS PARTES DESSE ESTUDO PODERÃO SER VISTAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO
JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 002

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 003
JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 004

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 005

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 006 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 007 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/10/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 008 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 009 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 010 — APLICAÇÃO 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 011 — APLICAÇÃO 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

domingo, 28 de agosto de 2016

SERMÃO EM ÁUDIO — INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE E AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS DA ÁSIA — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003


Você poderá ouvir um sermão de domingo pregado na Igreja Presbiteriana Boas Novas que deu continuidade à nossa exposição de Apocalipse 1—3. Para isso, basta escolher e clicar no link abaixo para ser direcionado até a página do sermão em áudio. Se desejar você também poderá fazer o download do mesmo.

Clique no link abaixo para ter acesso ao site do sermão em áudio:

Para ouvir no YouTube


Você poderá acompanhar essa mensagem por meio do esboço por meio desse link aqui:


Você poderá ouvir outras mensagens dessa série seguindo os links abaixo —

SÉRIE: INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE E AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS DA ÁSIA — APOCALIPSE 1 A 3

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE E AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS DA ÁSIA — INTRODUÇÃO — UMA VISÃO DO SENHOR JESUS — PARTE 001

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE E AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS DA ÁSIA — INTRODUÇÃO — PARTE 002 — UMA VISÃO DO SENHOR JESUS — PARTE 002

SERMÃO 003 — INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE E AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS DA ÁSIA — SERMÃO 003 — UMA REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 003

sermão 004 — CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001

sermão 005 — CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

sermão 006 — CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001

sermão 007 — CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

sermão 008 — CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

sermão 009 — CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002
sermão 010 — CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

sermão 011 — CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005

sermão 012 — CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

sermão 013 — CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

sermão 014 — CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003

ESBOÇOS DAS MENSAGENS NO LIVRO DO APOCALIPSE

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 003 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:1—7 — sermão 004 — CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001


APOCALIPSE 2:1—7 — sermão 005 — CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 006 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 007 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 008 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009B — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 010 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 011 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003


OUTRAS SÉRIES DE SERMÕES EM ÁUDIO:

SERMÕES NA SÉRIE: “O PAI NOSSO” — MATEUS 6:9—13

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO PAI NOSSO

SERMÃO 002 — O TERMO “PAI” — PARTE 1

SERMÃO 003 — O TERMO “PAI” — PARTE 2

SERMÃO 004 — DEUS COMO PAI E MÃE

SERMÃO 005 — PAI NOSSO QUE ESTÁ NOS CÉUS

SERMÃO 006 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA  DO PAI NOSSO

SERMÃO 007 — SANTIFICADO SEJA O TEU NOME

SERMÃO 008 — SANTIFICADO SEJA O TEU NOME — Parte 2

SERMÃO 009 — VENHA O TEU REINO — Parte 1

SERMÃO 010 — VENHA O TEU REINO — Parte 2

SERMÃO 011 — FAÇA-SE A TUA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU

SERMÃO 012 — O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE

SERMÃO 013 — PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.

SERMÃO 014 — e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos. 

sábado, 27 de agosto de 2016

A VIDA PASTORAL EXIGE APRENDIZADO CONSTANTE: COMEÇA COM SABER PERDOAR



O artigo abaixo foi publicado pelo site da Editora FIEL e é de autoria de Dave Harvey

A importância do perdão para o ministério pastoral
Dave Harvey

Quando um cara é selecionado na Liga Nacional de Futebol Americano dos EUA, ele está agudamente ciente que o futuro dele inclui algumas dores sérias. Ele sabe que os treinamentos de verão serão quentes e que os técnicos irão triturá-lo. Ele sabe que os jogadores oponentes estão pedindo por uma oportunidade de atingi-lo com força violenta. Ele sabe que os seus ligamentos serão distendidos e suas juntas sentirão dor. E como se isso não fosse suficiente, ele está ciente que seus maiores erros serão reprisados pela televisão, enquanto milhões de espectadores riem de seu desempenho inadequado em campo.

Sem qualquer dúvida: se um cara quer ser bem-sucedido no futebol americano, precisa estar pronto para os riscos do ofício.

Um homem que busca o ministério pastoral precisa também estar agudamente ciente dos riscos do ofício que o esperam. Pense nisso dessa forma: a igreja é um ajuntamento de pecadores sendo liderados por pecadores. E em qualquer lugar onde os pecadores se reúnam, o pecado acontece. Algumas vezes, em negrito e com letras garrafais! O Novo Testamento certamente confirma isso. Quando os coríntios não estavam justificando a imoralidade sexual (1Coríntios 5.1), estavam levando uns aos outros aos tribunais (1Coríntios 6.1). Os gálatas estavam se desviando do evangelho com Pedro, o mesmo discípulo que testemunhou tanto a transfiguração quanto a ressurreição, liderando a hipocrisia (Gálatas 2.12-14).

Eu acho que foi Charles Colson que disse que a igreja local é como a arca de Noé: o cheiro seria insuportável, se não fosse a tempestade do lado de fora.
Eis o meu ponto: se você está esperando entrar no ministério pastoral, você precisa estar pronto para lidar com o pecado – o seu, o meu, o nosso, o de todo mundo! Como um líder, haverá tempos nos quais você vai se achar num papel familiar, de alguém pecar contra você. Haverá julgamentos, raiva, fofoca, deslealdade, e-mails cruéis, comentários sem carinho, piadas cínicas e comentários sobre a sua família que são como facadas. Algumas vezes, pode ser bem feio.

Como um pastor responde ao fato de pecarem contra ele determina a direção do seu ministério. Eu acho que é porque a maneira pela qual o pastor age quando pecam contra ele revela a compreensão que ele tem do evangelho. É por isso que um homem chamado para pregar é um homem chamado para entender algumas coisas sobre perdão.

Vamos começar com a coisa mais importante.

UM HOMEM CHAMADO É UM HOMEM MUITO PERDOADO

Em Mateus 18.21, vemos Pedro colocando a seguinte pergunta diante de Jesus: “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?”.

É difícil saber exatamente o que incitou a pergunta de Pedro. Um amigo o provocara, e agora ele estaria se perguntando quantas vezes ele teria que perdoar antes que pudesse atingi-lo na cabeça? Talvez esteja sendo oferecido a nós um pequeno insight da visão própria de Pedro sobre perdão (“sete vezes, tudo bem. Mas ai do tolo que falhar comigo oito vezes!”). Qualquer que seja a razão para a pergunta, Jesus acaba com todo o paradigma de Pedro quando responde dizendo: “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mateus 18.22).

Então, o tsunami mental vem. Jesus sistematicamente destrói todo o conceito de perdão de Pedro com uma parábola incrível sobre o cancelamento de uma dívida. Deixe-me resumir. Na cena um da parábola, um rei perdoa uma dívida absurda de 10 mil talentos. Para entender o escopo verdadeiro desse cancelamento, você precisa entender que apenas um talento era aproximadamente 20 anos de salário. Um talento era a medida de mais alto valor. E Jesus não pegou o número 10 mil aleatoriamente. Esse número era o numeral grego mais alto. Em outras palavras, a dívida que foi perdoada era ininteligível, astronomicamente alta. Jesus está tentando ilustrar o perdão num nível quase incompreensível.

Jesus então se dirige à cena dois, na qual o devedor recentemente perdoado encontra um homem que deve a ele uma quantia pequena de dinheiro. O primeiro devedor ficou incontroladamente zangado para com o segundo devedor, dando a ele um aperto de pescoço bem forte e exigindo que fosse paga a dívida. O segundo devedor não podia pagar de volta essa dívida pequena, e o primeiro devedor o atirou na prisão.

Quando o rei fica sabendo das ações mesquinhas do homem que ele recentemente perdoou, ele o chama para que as explicasse, e aí o atira na prisão.

Caso o leitor tenha interesse em conhecer melhor essa parábola, sugerimos a leitura do nosso material, por meio desse link aqui:

Para assegurar que Pedro, que sempre era meio lento para entender as coisas, não se perdesse na argumentação, Jesus resume o ponto da parábola dizendo: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (Mateus 18.35).

O que essa passagem longa tem a ver com o ministério pastoral? Apenas isso: os pastores são os primeiros (e mais importantes) pecadores perdoados, e pecadores perdoados perdoam muito.

Se você entrar no ministério pastoral, as pessoas inevitavelmente pecarão contra você. Na verdade, como um líder, as pessoas vão pecar contra você de forma única, porque você traçará a direção e falará a verdade, e as pessoas reagirão e responderão numa variedade de maneiras. Algumas vezes, você vai ser o para-raios do pecado e do criticismo. Você deve viver ciente de tudo que foi perdoado em você para que haja rapidez para perdoar quando pecarem contra você. Pecadores perdoados perdoam o pecado.

Para o perdão ser real, não pode se limitar a você. Para que o perdão frutifique no seu ministério, você precisa passá-lo às outras pessoas. A coisa engraçada sobre o perdão é que ele vem com uma redundância divina anexa. Você é chamado para reproduzir a outros o perdão que você recebeu.

Isso levanta uma pergunta importante. Enquanto considera o chamado para o ministério, você está preparado para abraçar o chamado para pecarem contra você e perdoar? E quanto a exatamente agora – há algum pacote cheio de falta de perdão em sua vida? Há pessoas em seu passado contra as quais você guarda algum rancor sério? Se sim, agora é a hora de lidar com isso. A falta de perdão, como gangrena, tem uma maneira de apodrecer em nossas almas. Como calúnia para a alma, fala-nos e murmura para nós, lembrando-nos de injustiças cometidas e rancores não resolvidos. Se você não lidar com a falta de perdão, isso irá dificultar seriamente sua eficácia no ministério.

Mas eu não vou simplesmente dizer a você para “superar isso”, como se o perdão fosse como uma ferida menor que você pode ignorar. Entretanto, há coisas para serem feitas. Por exemplo, eu quero encorajar você a meditar em Efésios 4.32, que diz: “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou”. O caminho em direção ao perdão está em considerar a grande dívida da qual Deus perdoou você. Deus nos perdoou, cada um de nós, de uma dívida incrível, impressionante e incompreensível. Nós fomos muito perdoados, mas estamos dispostos a amar muito (Lucas 7.47)? Você está disposto a passar esse perdão a outros?

Se você está prosseguindo no ministério pastoral, você precisa encarar essa realidade fundamental: pecadores perdoados perdoam o pecado. Sua eficácia como um pastor irá requerer de você acreditar nisso e aplicar isso para que outros possam experimentar e desfrutar disso.

Tradução: João Pedro Cavani

Revisão: Yago Martins

Dave Harvey

Dave Harvey é pastor na Convenant Fellowship Church, Pennsylvania (EUA), que faz parte da família de igrejas do ministério Sovereign Grace.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

SERMÃO EM ÁUDIO — INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE E AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS DA ÁSIA — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002



Você poderá ouvir um sermão de domingo pregado na Igreja Presbiteriana Boas Novas que deu continuidade à nossa exposição de Apocalipse 1—3. Para isso, basta escolher e clicar no link abaixo para ser direcionado até a página do sermão em áudio. Se desejar você também poderá fazer o download do mesmo.

Clique no link abaixo para ter acesso ao site do sermão em áudio:

Para ouvir no YouTube


ATENÇÃO: ESSA MENSAGEM ESTÁ TRUNCADA DEVIDO A FALTA DE ENERGIA ELÉTRICA DURANTE O CULTO. TODAVIA, VOCÊ PODERÁ ACOMPANHAR E VER O ESBOÇO COMPLETO DESSA MENSAGEM POR MEIO DO LINK IMEDIATAMENTE ABAIXO E PODERÁ OUVIR UM RESUMO DA MESMA NO INÍCIO DA MENSAGEM 014 NA SEQUÊNCIA.

Você poderá acompanhar essa mensagem por meio do esboço por meio desse link aqui:


Você poderá ouvir outras mensagens dessa série seguindo os links abaixo —

SÉRIE: INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE E AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS DA ÁSIA — APOCALIPSE 1 A 3

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE E AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS DA ÁSIA — INTRODUÇÃO — UMA VISÃO DO SENHOR JESUS — PARTE 001

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE E AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS DA ÁSIA — INTRODUÇÃO — PARTE 002 — UMA VISÃO DO SENHOR JESUS — PARTE 002

SERMÃO 003 — INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE E AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS DA ÁSIA — SERMÃO 003 — UMA REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 003

SERMÃO 004 — CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001

SERMÃO 005 — CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

SERMÃO 006 — CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001

SERMÃO 007 — CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

SERMÃO 008 — CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

SERMÃO 009 — CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002

SERMÃO 010 — CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

SERMÃO 011 — CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005

SERMÃO 012 — CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

SERMÃO 013 — CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

SERMÃO 014 — CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003

ESBOÇOS DAS MENSAGENS NO LIVRO DO APOCALIPSE

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 003 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 004 — CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 005 — CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 006 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 007 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 008 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009B — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 010 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 011 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003


OUTRAS SÉRIES DE SERMÕES EM ÁUDIO:

SERMÕES NA SÉRIE: “O PAI NOSSO” — MATEUS 6:9—13

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO PAI NOSSO

SERMÃO 002 — O TERMO “PAI” — PARTE 1

SERMÃO 003 — O TERMO “PAI” — PARTE 2

SERMÃO 004 — DEUS COMO PAI E MÃE

SERMÃO 005 — PAI NOSSO QUE ESTÁ NOS CÉUS

SERMÃO 006 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA  DO PAI NOSSO

SERMÃO 007 — SANTIFICADO SEJA O TEU NOME

SERMÃO 008 — SANTIFICADO SEJA O TEU NOME — Parte 2

SERMÃO 009 — VENHA O TEU REINO — Parte 1

SERMÃO 010 — VENHA O TEU REINO — Parte 2

SERMÃO 011 — FAÇA-SE A TUA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU

SERMÃO 012 — O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE

SERMÃO 013 — PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.

SERMÃO 014 — e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS E O DEBATE COM OS JUDEUS — PARTE 006 — O SERVO DO SENHOR É JESUS, O JUSTO


Resultado de imagem para JESUS O JUSTO

CONTINUAÇÃO... PARTE 006

Isaías 53:10—12: O triunfo do Servo

Os v.10—12 compõem a última estrofe do quarto cântico do Servo, e descrevem a razão da morte do Servo, afirmando que o seu sofrimento e sua morte violenta não são uma fatalidade, um acidente na história. Essa última estrofe focaliza a exaltação do Servo, e relaciona-se tematicamente com 52:13—15. “Esses versos demonstram que a morte do Servo não foi um erro trágico; sua morte deverá justificar a muitos e trará glória para ele.”73

10 E ETERNO desejou esmagá-lo,
fazendo-o adoecer;74
se der75 a sua alma como oferta pela culpa,
verá a sua posteridade
e prolongará os seus dias;
e a vontade de ETERNO prosperará76  nas suas mãos.

11Depois do penoso trabalho de sua alma, verá a luz,77
e ficará satisfeito;78
por seu conhecimento, o Justo,79 o meu Servo, justificará a muitos,
e as iniquidades deles levará sobre si.

12 Por isso, eu lhe darei uma porção entre muitos,
e com os poderosos repartirá o despojo,
porquanto80 derramou para a morte a sua alma;
foi contado com os transgressores.
Contudo, levou sobre si o pecado de muitos
e pelos transgressores81  intercedeu

Nas duas primeiras frases do v10, “ETERNO” é o sujeito. A forma verbal empregada na primeira frase é hapes qal perfeito “ter prazer”, “desejar”, seguido imediatamente por daka’ piel infinitivo “esmagar”. O primeiro verbo, hapes, significa basicamente “sentir grande satisfação em alguma coisa”.82 Este vocábulo descreve o desígnio e a vontade do ETERNO.83  Deus desejou a morte do Servo. Novamente o profeta reitera que a desgraça que acometeu o Servo não foi resultado de uma trama de homens maldosos, mas sim, foi resultado da vontade do ETERNO (53:4). Revela-se assim a verdade neotestamentária a respeito da morte de cruz do Filho do Homem, que ocorreu “segundo o que está determinado” —

Lucas 22:22

Porque o Filho do Homem, na verdade, vai segundo o que está determinado, mas ai daquele por intermédio de quem ele está sendo traído!

Atos 2:36

Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.

Atos 32:13—14

13 O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós traístes e negastes perante Pilatos, quando este havia decidido soltá-lo.
14 Vós, porém, negastes o Santo e o Justo e pedistes que vos concedessem um homicida.

A razão do “prazer/vontade” de ETERNO na morte horrenda do Servo é explicada ao longo do v.10. “se ele der a sua alma como oferta pela culpa”. É difícil compreender o sentido da frase hebraica. Provavelmente o sujeito do verbo é o próprio Servo, como se lê na conjugação dos verbos seguintes, na terceira pessoa masculina: yir’eh “ele verá” e ya’arik “ele prolongará”. De qualquer modo, é possível notar que o Servo não foi coagido à morte. Ele deu sua alma como “oferta pela culpa”. Ele entregou-se voluntariamente (53:7). “Embora tantos pensem num Pai irado e um Jesus amoroso que veio aplacar sua cólera, a Bíblia ensina que Deus é amor. O Novo Testamento não diz que Jesus nos reconciliou com Pai, mas que o Pai nos reconciliou consigo, em Cristo”84.

2 Coríntios 5:21

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

A “alma”, nephex, é a vida. A vida do Servo foi uma “oferta pela culpa”. O termo hebraico ’axam (“culpa”, “pecado”; Gênesis 26:10; Jeremias 51:5) era um oferta que visava o perdão do “pecado” (hata’ah, Levítico 5:6—7, 10, 11—13). Além disto, no livro de Levítico, a “oferta pela culpa” também é apresentada numa linguagem legal e ritual, e constituía-se um tipo específico de sacrifício que apresentava o conceito de restituição (Levítico 5:14—19); “... a ideia de satisfação, em relação aos direitos ou leis que haviam sido violados, era mais proeminente”.85 Sobre Isaías 53:10, Gary V. Smith afirma: “Esse verso indica que quando o Servo entregou a sua vida, ele se apresentou como uma compensação ou restituição (como a compensação ou a oferta pela culpa de Lv 5:14 — 6:7) para Deus por causa dos danos cometidos pelo povo contra Deus.”86  Valhamos ainda das palavras de Crabtree: “O Servo inocente dá a sua vida em lugar da vida do povo culpado a fim de satisfazer à justiça divina. Ele era mais que um mártir. O seu sacrifício representa o amor, bem como a verdade da lei divina.”87

O grande problema do ser humano é a sua alienação de Deus. Mas a morte do Servo é um sacrifício que restaura a comunhão entre Deus e os homens. Não existe perdão sem derramamento de sangue (Hebreus 9:22; veja Levítico 17:11). Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo —

João 1:29

No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

“Um cordeiro não pode morrer no lugar de um humano, mas um homem perfeito poderia; e se o humano é também Deus, ele poderia morrer por todo pecado humano (Hebreus 9:11—14).” 88

A palavra “posteridade” é a tradução de zera‘ “semente”, “descendência”. No texto isaiano, refere-se àqueles que foram perdoados pelo sacrifício expiatório do Servo. Portanto, zera‘ são os descendentes espirituais do Servo, “a congregação nascida dele, o verdadeiro Israel (cf. Hebreus 2:13)...”.89

A expressão ya’arik  yamim “prolongará os seus dias” é usada no Antigo Testamento para se referir à promessa de durabilidade do reino dos monarcas de Israel, caso fossem obedientes à Palavra de ETERNO (Deuteronômio 17:2090; 1 Reis  3:1491 92 ) . No Salmo 21:4 [TM: 21:5], uma expressão semelhante93 refere-se à promessa da eternidade do trono de Davi (cf. 2 Samuel 7:13—16; Salmos 89:4 [TM: 89:5]; Salmos 132:12) que cumpriu-se cabalmente em Cristo.94 Portanto, é possível afirmar que, no texto de Isaías, o Servo é apresentado como uma pessoa ressurreta,95 que, mesmo tendo sofrido uma morte violenta, reinará eternamente. E não só isso. Considerando que a obra do Servo contempla a zera‘ “semente/descendência”, e, sendo esta “semente” aqueles que nasceram da morte expiatória do Servo e por Ele foram justificados (v.11), pode-se deduzir que o texto também se refere à ressurreição do povo redimido.96 

No final v.10, lê-se que “a vontade do ETERNO prosperará nas suas mãos”. Novamente o profeta apresenta a raiz hps (hepes “vontade”, “deleite”, “prazer”), que no início do v.10 aparece na forma verbal hapets qal perfeito “ter prazer”, “desejar”. Mas, se no início do verso a vontade do ETERNO era “esmagar” o Servo, agora, no final, a sua vontade é fazê-lo triunfar. A forma verbal salah qal imperfeito “prosperar” significa “ser forte/eficiente/poderoso”; “ser útil”; “ter sucesso”.97  Parece que o sentido correto da frase é transmitido pela tradução da BJ: “e por meio dele o desígnio de Deus triunfará”. No final, o desejo maior do ETERNO não é a derrota do Seu Servo pela morte ignominiosa, mas sim, a Sua vitória pela ressurreição. Pela cruz de Cristo e por sua ressurreição, a vontade de Deus triunfou.

O triunfo do Servo é descrito também no início do v.11: “Depois do penoso trabalho de sua alma, verá a luz, e ficará satisfeito”. A palavra ’or “luz” não consta no TM, no entanto, aparece em todas as cópias de Qumran, e também é acrescentada na LXX. Os verbos ra’ah qal imperfeito “ver” e sabe‘a qal imperfeito “ficar satisfeito” estão inter-relacionados.  “Os dois verbos constituem um só conceito, e significam que a contemplação da salvação que Ele adquirira para outrem e para Si próprio – fato que deve ser detalhado ulteriormente – O satisfaz e refrigera.”98

A frase seguinte descreve o efeito da morte do Servo sobre o seu povo: “por seu conhecimento, o Justo, o meu Servo, justificará a muitos,”. Para Ridderbos, o “conhecimento” do Servo, como em Isaías 50:4, “é um conhecimento espiritual concernente a Deus e ao Seu plano de salvação”.99 No entanto, a palavra hebraica da‘at “conhecimento” comumente refere-se ao conhecimento proveniente de um relacionamento. Assim, o Servo, através de sua experiência de sofrimento e morte vigária, poderá “justicar a muitos”. O verbo sadeq hifil imperfeito “justificar”, “declarar justo” (cf. Deuteronômio 25:1 e 1 Reis 8:32) apresenta o sentido forense, porque o Servo é julgado e condenado em lugar de outros: “e as iniquidades deles levará sobre si”. Mas essa forma verbal também traz implicações éticas, já que a condenação do Servo visa conduzir aqueles que são declarados justos para uma relação com Deus.100  E só o Servo é capaz de fazer isso. Pois, ele é sadiq “Justo”, e o padrão para se avaliar sua justiça é a sua íntegra relação com Deus, já que o próprio Deus chama-o de “Justo” e de “meu Servo” (como se nota, diferente do v.10, nesse v.11 é o próprio Deus que fala). “Só um homem justo poderia conferir justificação a outros. O Servo é justo e justifica a muitos. Jesus é justo (Atos 3:14) e é ele quem nos justifica (Romanos 5:1—2).”101  “De alguma forma, este Servo tem realmente sofrido a condenação proveniente de todos os pecados já cometidos, e em virtude desse fato ele está apto a declarar que todos quantos aceitarem sua oferta são justos, livres, diante de Deus.” 102

O v.12 descreve a vitória do Servo após a morte: “darei uma porção” é a tradução da forma verbal halaq piel imperfeito “repartir”, “dividir”. A segunda frase novamente emprega essa forma verbal, mas agora o sujeito é o Servo: “repartirá o despojo”. “O quadro é de um cortejo vitorioso com o Servo, de todos os povos, marchando em seu papel de vencedor, trazendo para casa os despojos da conquista.”103 “O homem de Dores agora é um Rei conquistador, que reivindica um povo numeroso como Seu, por direito de conquista através de uma luta tremenda.”104 Entretanto, o “despojo” do Servo não são os bens saqueados de uma cidade, mas são os “homens reabilitados, libertados da pena merecida”.105

É notável que a causa de sua vitória não é o seu poder, mas a sua morte: “porquanto derramou para a morte a sua alma”. O verbo ‘arah, no grau causativo em que se encontra (hifil), apresenta o sentido de “derramar”, “esvaziar”. À semelhança do Salmos 141:8, essa forma verbal significa “esvaziar” a “vida” (nepex) com a chegada da morte. Declara-se assim que a razão do triunfo do Servo (descrito nas duas primeiras frases do v.12) é a sua morte. E não somente isso: “foi contado com os transgressores”. Ele não somente morreu pelos transgressores, como lemos em 53:5 (pesha’ “transgressão”); também foi considerado como um dos pox‘im “transgressores” —

Lucas 22:37

Pois vos digo que importa que se cumpra em mim o que está escrito: Ele foi contado com os malfeitores. Porque o que a mim se refere está sendo cumprido.

Mas, na verdade, o Servo não era um dos pox‘im “transgressores”, pois, como assevera o final do v.12, ele morreu por eles, e por eles intercedeu. “Os transgressores, pelos quais Ele intercede são os que ocasionaram a Sua execução, e por cujas iniquidades Ele foi ‘transpassado’ (v.5). Ele foi assim considerado; eles eram de fato os transgressores. Aqui todos são levados a pensar no clamor! ‘Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem’ (Lucas 23:34) – um cumprimento literal.”106

À luz de Isaías 59:16,107 onde o termo “intercessor” é paralelo a “ajudador” (na tradução da ARA )108, é possível afirmar que o verbo paga‘ “interceder” aqui em 53:12 não descreve só a intercessão, mas engloba também a intervenção.109  O Servo intervém na vida dos “transgressores”, e os restaura à comunhão com Deus. Lembremos que, de acordo com o Novo Testamento, os primeiros a gozarem dos resultados da morte vigária do Servo foram o ladrão arrependido e o soldado romano que, depois de crucificar a Cristo, reconheceu que verdadeiramente Ele era o Filho de Deus. De fato, o Servo conduziu ao paraíso celestial aqueles transgressores merecedores da punição eterna. 

Conclusão

O presente série de artigos constatou que o Servo de ETERNO apresentado em Isaías 52:13—53:12 dificilmente pode ser identificado com Israel ou com qualquer outro personagem do Antigo Testamento.

Notadamente há grandes diferenças entre o Servo e o povo de Israel:

1. O Servo não tem pecado; é perfeito. Só um Cordeiro perfeito poderia se oferecer como “oferta pela culpa” (53:10). Em contrapartida, Israel é pecador. Em Isaías 42:19, o ETERNO acusa o seu povo de cegueira espiritual. Obviamente este povo rebelde não estava em condições para resgatar ninguém. Na verdade, ele mesmo precisa ser regado pelo sacrifício do Servo. 

2. O Servo sofreu imerecidamente o juízo de Deus. Ele foi oprimido por Deus porque outros pecaram contra Deus (53:4-6, 8, 11), diferentemente de Israel que sofreu o exílio merecidamente, pois pecou contra o ETERNO (Isaías 1:25; 3.8; cf. Lamentações 1:8, 18; etc.). 

3. O Servo foi para o matadouro como uma ovelha, sem abrir a boca (53:7). Em contrapartida, Israel, quando foi julgado por Deus, reclamou contra Deus (Isaías 40.27).

Existem também nítidas diferenças entre o Servo e outros personagens do Antigo Testamento:

1) O Servo é identificado com o ETERNO (52:13). Ele é homem, mas é Deus. Nenhum outro personagem do Antigo Testamento, seja dentre os profetas ou dentre os reis tementes ao ETERNO, ousaria aplicar tais honrarias para si mesmo. 

2) O Servo do ETERNO realizou um sacrifício pelo pecado do povo; a oferta foi o seu próprio corpo (53:10). Nenhum outro personagem do Antigo Testamento realizou essa obra.

3) Conforme observamos, o texto de Isaías descreve a ressurreição do Servo, que resultaria na justificação dos pecadores (53:10—12); obviamente isso não se aplica a nenhum herói da fé do Antigo Testamento. O único que “ressuscitou para a nossa justificação” é Cristo —

Romanos 4:25

O qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação.

As palavras de Isaías 52:13 — 53:12 são impressionantes. Nitidamente descrevem a humilhação, a condenação, a morte e a ressurreição de um homem. É praticamente impossível não ver essas palavras se cumprindo literalmente no Cristo apresentado no Novo Testamento. Até parece que as palavras de Isaías foram escritas aos pés do Gólgota.110

Portanto, a pergunta do eunuco, “a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro?” (Atos 8:34), foi suficientemente respondida por Felipe: refere-se a Cristo —

Atos 8:34—35

34 Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro?
35 Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus.

OUTROS ARTIGOS DESSA SÉRIE

O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS 52:13 — 53:12 — PARTE 001

O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS 52:13 — 53:12 — PARTE 002 — O SERVO SOFREDOR É O PRÓPRIO DEUS

O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS 52:13 — 53:12 — PARTE 003 — O SERVO SOFREDOR É HOMEM DE DORES QUE SABE O QUE PADECER

O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS 52:13 — 53:12 — PARTE 004 — O CASTIGO QUE NOS TRAZ A PAZ

O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS 52:13 — 53:12 — PARTE 005 —  O SERVO DE DEUS MORREU POR CAUSA DAS NOSSAS TRANSGRESSÕES

O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS 52:13 — 53:12 — PARTE 006 —  O SERVO DE DEUS, O JUSTO, JUSTIFICARÁ A MUITOS



O texto original poderá ser acessado por meio desse link aqui:


Luciano R. Peterlevitz

Bacharel em Teologia (FTBC e FATEO/UMESP); Mestre e Doutor em Ciências da Religião, na área de Literatura e Religião no Mundo Bíblico, pela Universidade Metodista de São Paulo. Coordenador Acadêmico da Faculdade Teológica Batista de Campinas, onde também leciona Hebraico, Antigo Testamento e Hermenêutica Bíblica nos cursos de Bacharelado em Teologia e Pós-graduação em Exposição Bíblica.


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

NOTAS

74 TM: halah hifil perfeito “tornar dolorido”, “fazer adoecer”. 1QIsa: wyhllhu, provavelmente “para que ele o transpasse”. A BHS propõe hhlym ’et-sam  (?) em lugar do TM heheli  ’im-tasim  “fazendo-o adoeçer, se ele colocar”.

75 Vulgata: “se ele oferece”. TM: tasim qal imperfeito terceira pessoa feminino singular  “ela (“alma”?) colocará/depositará”. A tradução da Vulgata coaduna-se melhor com a conjugação dos verbos seguintes, na terceira pessoa masculina: yir’eh “ele verá” e ya’arik “ele prolongará”.

76 tsaleah II qal imperfeito “ser forte/eficiente/poderoso”; “ser útil”; “ter sucesso”. Nelson Kirst et. al., Dicionário hebraico-português e aramaico-português, p. 205.

77 BHS: todas as cópias de Qumram acrescentam a palavra ’or “luz”; também acrescentada na LXX.

78 TM: yisbba‘ qal imperfeito “ficar satisfeito”. A BHS propõe a revogalização: o patah debaixo da consoante bet, em lugar do gamets, formando assim um cólon entre o verbo e substantivo beda‘etto “em seu conhecimento”. 

79 BHS: transposto para depois de beda‘etto “em seu conhecimento”.

80 Para uma explicação da expressão causal tahat ’axer, veja John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 485, nota 380.

81 TM: welappox‘im “e pelos transgressores”. BHS: as cópias de Qumran (1QIsa e 1QIsb) apresentam ulpix‘am “por suas rebeliões”, corroporadas pela LXX.

82 R. Laird Harris; Gleason L. Archer Jr.; Bruce K. Waltke (organizadores), Dicionário internacional de teologia do Antigo Testamento, p. 509.

83 Is 44.28: “cumprirá tudo o que me apraz” (ARA); “ele cumprirá toda a minha vontade” (BJ). Is 46.10: “farei toda a minha vontade” (ARA). Is 48.14: “O Senhor amou a Ciro e executará a sua vontade contra a Babilônia”. Grifo nosso.

84 Isaltino Gomes Coelho Filho, Isaías, p. 171.

85 J. Ridderbos, Isaías, p. 437. Sobre o ’axam, não é necessário seguir a proposta de Hans-Jürgen Hermisson, que propõe a diferença entre um sentido sagrado e um sentido profano (supostamente em Nm 5.7-8; 1Sm 6.3-4, 8). Hans-Jürgen Hermisson, “The Fourth Servant Song in the Contexto of Second Isaiah”, p. 37.

86 Gary V. Smith, Isaiah 40-66, p. 458.

87 A. R. Crabtree, A profecia de Isaías, vol. 2, Rio de Janeiro, Casa Publicadora Batista, 1967, p. 237.

88 John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 469.

89 J. Ridderbos. Isaías, p.437.

90 yamim ‘al-mamlaktto “e prolongará os dias sobre[do] seu reinado”.

91 weha’araktti  ’et-yameyka “e prolongarei os teus dias”.

92 Gerard van Groningen, Revelação messiânica no Antigo Testamento, p. 609.

93 ’orek yamim ‘olam wa‘ed  “continuidade de dias para sempre e sempre”.

94 Ernst Hengstenberg, Christology of the Old Testament: And a Commentary on the Messianic Predictions, vol. 2, Project Gutenberg EBook of Christology of the Old Testament,  December, 2009, p. 303.

95 J. Ridderbos, Isaías, p. 437.

96 Ernst Hengstenberg, Christology of the Old Testament, vol. 2, p. 303; Gerard van Groningen, Revelação messiânica no Antigo Testamento, p. 609.

97 Nelson Kirst et. al., Dicionário hebraico-português e aramaico-português, p. 205.

98 J. Ridderbos, Isaías, p. 438.

99 J. Ridderbos, Isaías, p. 438.

100 Gary V. Smith, Isaiah 40-66, p. 462.

101 Isaltino Gomes Coelho Filho, Isaías, p. 179.

102 John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 493.

103 John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 493.

104 J. Ridderbos, Isaías, p. 440.

105 Luis Alonso Schökel; José Luis Sicre Dias, Profetas I: Isaias - Jeremias, 2ª edição, São Paulo, Paulus, p. 344.

106 J. Ridderbos, Isaías, p. 440-441.

107 Onde o termo “intercessor” é paralelo a “ajudador”.

108 A Bíblia de Jerusalém: “Viu que não havia ninguém, espantou-se de que ninguém interviesse”.

109 John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 495.


110 J. Ridderbos, Isaías, p. 441.