terça-feira, 28 de março de 2017

A VIDA DO APÓSTOLO PAULO — ESTUDO 002 — JUDEU DE JUDEUS


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Maquete da antiga cidade de Jerusalém


Essa é uma série de artigos acerca da vida do apóstolo Paulo em ordem cronológica. Convidamos todos os nossos leitores a acompanharem a mesma à medida que for sendo publicada. Boa leitura.

A vida do Apóstolo Paulo é única. Tendo iniciado sua vida pública como fariseu e aluno de Gamaliel, quando ainda era chamado Saulo, tornou-se num feroz perseguidor da Igreja do Senhor Jesus. Após um encontro pessoal com Jesus no caminho para Damasco, para onde se dirigia com a intenção de prender e arrastar de volta para Jerusalém crentes em Cristo, ele teve seu nome mudado para Paulo e tornou-se no maior pregador do evangelho da graça de Deus. Seus escritos, parte integral do Novo Testamento, continuam influentes até nossos dias. Vale a pena conhecer um pouco melhor sua trajetória, em ordem cronológica:

II. Judeu de Judeus.

Não podemos entender o apóstolo Paulo à parte de suas experiências no judaísmo dos seus dias. Suas atividades e sua experiência religiosa com a religião dos seus ancestrais são da maior importância para dissipar muitas das compreensões erradas que existem acerca do apóstolo dos gentios.

Segundo suas próprias palavras ele era um judeu que havia sido treinado nas mais dignas tradições da religião de seus pais e suas qualificações como fariseus não podiam ser superadas por nenhum de seus pares:

Atos 22:3

Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia de hoje.

Atos 26:4—5

Quanto à minha vida, desde a mocidade, como decorreu desde o princípio entre o meu povo e em Jerusalém, todos os judeus a conhecem; pois, na verdade, eu era conhecido deles desde o princípio, se assim o quiserem testemunhar, porque vivi fariseu conforme a seita mais severa da nossa religião.

2 Coríntios 11:22
São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São da descendência de Abraão? Também eu.

Gálatas 1:14

E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.

Filipenses 3:4—5

Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu.

Gálatas 1:14

E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.

É esta realidade, a origem profundamente judaica do apóstolo Paulo, que serve como um pano de fundo perfeito para entendermos sua visão de como é na Igreja que encontramos o cumprimento das esperanças mais caras ao judaísmo —

Efésios 3:8—12

8 A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo

9 e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas,

10 para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais,

11 segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor,

12 pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele.

Outro aspecto que podemos apontar aqui é sua capacidade como polemista utilizando as escrituras do Antigo Testamento para provar ser Jesus o Messias esperado —
Atos 17:1—3

1 Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus.

2 Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras,

3 expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio.

Além disso, a visão pessimista que Paulo demonstra possuir concernente à capacidade do homem de guardar a Lei de Deus e da supremacia da misericórdia e da graça divina, em muito se assemelham às tradições produzidas pelos mais afamados rabinos do judaísmo. Seu profundo conhecimento da religião de seus pais, bem como dos escritos sagradas do judaísmo, lhe permitiam se dar ao luxo de:

1. Empregar linguagem religiosa, muito comum nos seus dias, para expor verdades cristãs —

Colossenses 1:15—20

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.

18 Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia,

19 porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude

20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.

2. Citar autores que haviam escrito qualquer coisa que tivesse cunho religioso e pudesse ser aproveitada —

Atos 17:28
Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.


1 Coríntios 15:33

Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.

Tito 1:12

Foi mesmo, dentre eles, um seu profeta, que disse: Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos.

3. Argumentar a favor de Deus independente da revelação escrita —

Romanos 1:19—20

19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis.

Romanos 2:14—15

14 Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos.

15 Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se.

4. Lançar mão de diatribes para arrasar seus opositores —

Romanos 2:1—3

1 Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas.

2 Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas.

3 Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus?

Romanos 9:1—11

1 Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência:

2 tenho grande tristeza e incessante dor no coração;

3 porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne.

4 São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas;

5 deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!

6 E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas;

7  nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência.

8 Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa.

9 Porque a palavra da promessa é esta: Por esse tempo, virei, e Sara terá um filho.

10 E não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só, Isaque, nosso pai.

11 E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama).

Esta capacidade de lidar com todos estes aspectos que acabamos de citar indicam que Paulo havia mesmo sido treinado em uma fina escola rabínica, que naqueles dias costumava incluir o estudo do pensamento do mundo gentílico. Mas não podemos deixar de afirmar que suas muitas viagens também lhe ofereceram muitas oportunidades para aprender.

CONTINUA...


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 26 de março de 2017

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO E A HISTÓRIA — A BUSCA PELO JESUS HISTÓRICO — PARTE 004


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Esse é um estudo especial que irá abordar temas de grande interesse, tais como: 1. Deus 2. Os seres humanos e o mundo criado 3. Jesus e Sua missão como o CRISTO. 4. O Espírito Santo. 5. A vida cristã. 6. A Igreja. 7. O futuro e etc. Esperamos que a mesma possa ajudar todos os nossos leitores a conhecerem melhor o que o Novo Testamento ensina acerca de tudo o que nos é importante.

INTRODUÇÃO GERAL

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO E A HISTÓRIA

A BUSCA PELO JESUS HISTÓRICO — O FIM DA VELHA ESCOLA — PARTE 004

c. DIVERSIDADE DENTRO DO MOVIMENTO DA VELHA ESCOLA DA BUSCA PELO JESUS HISTÓRICO

De acordo com o estudioso Karl Adams em sua obra The Christ of Faith[1] depois dos ensinamentos de Strauss — ver estudo anterior na lista abaixo — nós podemos observar o surgimento de três tipos diferentes de abordagens quanto à busca pelo Jesus Histórico pela velha escola:

1. A abordagem mitológica.

2. A abordagem representada pelas chamadas vidas liberais de Jesus.

3. A abordagem escatológica.

Apesar do próprio Strauss ter abandonando a abordagem mitológica na segunda edição de sua obra em 1864, a mesma ainda continuou como uma abordagem básica para a velha escola da busca pelo Jesus histórico. Isso foi possível devido à continuada influência da ideia representada pelo filósofo Hegel que defendia o conceito que a força criativa seminal da história não estava centrada em qualquer personagem histórico, e sim em ideias. Desse modo, o cristianismo não é o resultado da vida e da obra de Jesus de Nazaré, mas da ideia da união entre Deus e o homem. Todavia, a abordagem mitológica não teve muitos adeptos depois de Strauss. A mesma ficaria aguardando o surgimento do teólogo Rudolf Karl Bultmann — 1884 a 1976 — para ser, novamente, explorada sob a ótica do existencialismo.

A segunda imagem de Cristo que emergiu da escola velha da busca pelo Jesus histórico foi aquela representada pelas vidas liberais de Cristo. Ao contrário da visão mitológica de Strauss e da ênfase hegeliana, esse grupo enfatizava que a história não é feita de ideias, mas de personalidades. Desse modo, para esse pessoal, o fator mais importante para explicar a existência do cristianismo era a personalidade de Jesus. Mas, diziam eles, para que a verdadeira personalidade de Jesus possa vir à tona é necessário que a mesma seja redescoberta pela utilização das ferramentas da moderna ciência da história. Afinal, não podemos nos esquecer que eles ainda representavam a velha escola da busca pelo Jesus histórico. Qualquer elemento sobrenatural ou miraculoso precisava ser descartado. Era necessário que Jesus fosse entendido como um ser humano comum — independentemente de quão extraordinário ou único ele pareça ter sido. Daí, podemos entender o alvo principal da escola liberal de teologia, de provar como não histórico qualquer coisa que seja sobrenatural ou misteriosa na vida de Jesus. Como resultado disso, a imagem de Jesus que surge é típica do liberalismo teológico: Jesus se parece mais com o filósofo grego Sócrates do que consigo mesmo. Os autores de maior destaque dessa bordagem são facilmente identificáveis como sendo: Adolf Von Harnack, Wilhelm Herrmann e Ernst Troeltsch.

A terceira abordagem é representada pela chamada imagem escatológica de Jesus. Essa escola rejeitou tanto a abordagem mitológica quanto a da visão liberal, porque percebia nas mesmas pressuposições dogmáticas, que fazia com seus proponentes enxergassem naquilo que produziam suas próprias pressuposições. Por seu lado, eles defendiam que uma leitura objetiva e factual das fontes conduziria o leitor — mais é uma pressuposição! — a enxergar a Jesus de uma perspectiva escatológica. Apesar da evidente pressuposição, essa escola se considerava como a única verdadeiramente fiel à pesquisa histórica em busca de Jesus. Representantes importantes dessa escola são:Willhelm Bousset, Albert Schweitzer, Julius Wellhausen e outros. Como afirma Karl Adam na obra mencionada acima: “com a ajuda espinhosa de uma crítica textual, eles tentaram descobrir a pedra fundamental livrando-se, com isso, de todo e qualquer extrato secundário ou terciário”. Mas, de forma patética, muito pouco de qualquer pedra fundamental foi descoberta. Não demorou muito para que o valor da abordagem escatológica fosse reconhecido pelo fato de chamar a atenção para um elemento negligenciado, mas à mesma faltava autenticidade em sua exagerada ênfase que pendia rigorosamente para um lado. Alguns elementos da abordagem escatologia, estão reaparecendo nas teologias de Wolfhart Pannenberg e Jürgen Moltmann.

Até aqui vimos como a velha escola da busca pelo Jesus histórico desejava ser objetiva e desprovida de pressuposições com o objetivo de redescobrir o verdadeiro Jesus da história. Para realizar seus intentos, essas pessoa tiveram que romper com a ortodoxia e abandonarem os dogmas das igrejas patrísticas, medievais e da Reforma. Foi o iluminismo que trouxe a mudança radical da perspectiva dogmática para a perspectiva histórica. Mas o resultado obtido foi muito diversificado e bastante contraditório. Os diversos tipos de abordagem foram apresentadas acima, mas, por falta de tempo, não podemos analisar as subdivisões dentro de cada uma dessas abordagens. Como disse Joachim Jeremias: “A imagem racionalista de Jesus como um pregador da moralidade; a visão dos idealista acerca do homem ideal; os estetas exaltaram a Jesus como mestre das palavras e os socialistas como um amigo dos pobres e um reformador social; ao mesmo tempo em que pretensos estudioso o transformaram apenas num personagem de ficção”[2] Jeremias prossegue dizendo que:”Jesus foi modernizado. Essas vida de Jesus são fruto exclusivo da criatividade dos seus autores. ... O dogma foi substituído pela psicologia e pela fantasia”. Além disso, Carl Braaten em sua obra History e Hermeneutics[3], nos apresenta uma análise devastadora da velha escola da busca pelo Jesus histórico. Ele diz:

“Os biógrafos de Jesus do século XIX eram como cirurgiões plásticos reconstruindo a face de seus pacientes às suas imagens e semelhanças, ou como um artista que pinta a si mesmo no quadro que está criando. Existia, em muitos casos, uma semelhança inequívoca entre o que escreviam acerca da religião de Jesus com suas próprias condições religiosas. Também acontecia do autor geralmente conseguir encontrar o que estava procurando. Quer dizer, ele descobria muitas coisas acerca de Jesus, alegadamente em cima da sua pesquisa puramente histórica, na justa medida em que necessitava das informações para fazer avançar sua própria teologia. Não existe nada que possa promover mais o ceticismo de uma pessoa quando considera os estudos do Novo Testamento, do que a comparação, facilmente feita, entre aquilo que o pesquisador alega ter descoberto historicamente, com sua necessidade teológica daquele mesmo momento”.

Nessa parte final da nossa análise acerca da busca pelo Jesus histórico realizada pela velha escola, nós ignoramos intencionalmente o filósofo dinamarquês Sören Kierkegaard, apesar dele ter vivido naquele período, entre 1813—1855. Assim procedemos porque Kierkegaard não teve sobre a velha escola nenhum impacto que possamos considerar como sendo notável. Sua influência só foi plenamente sentida durante o período chamado de neo-ortodoxia, no qual se sobressai a pessoa do teólogo Karl Barth. Outro importante autor que não foi mencionado é o russo Martin Kähler que escreveu O Jesus Histórico e o Cristo Bíblico Histórico. O título original na língua alemã as duas palavras — historie e geschichte — que se tornaram muito importantes nas fases subsequentes da busca pelo Jesus histórico. Os dois, todavia, serão citados na próxima fase da busca.

A busca pelo Jesus histórico da velha escola demonstrou o verdadeiro espírito do Iluminismo e do início da chamada ciência histórico-crítica aplicada à teologia. Hoje fica evidente — como demonstramos nos artigos dessa série —que a alegação de que eles desejavam ser objetivos e sem desposarem nenhuma pressuposição, era de fato, o único mito nessa história toda. Tudo o que a velha escola da busca pelo Jesus histórico conseguiu fazer foi criar um Cristo ebionita, o que é equivalente a dizer o seguinte: eles criaram um Cristo humano. A divindade de Jesus foi negada com base na PRESSUPOSIÇÃO com a qual o movimento se originou. Jesus foi considerado apenas como um ser humano natural típico, do qual todos os elementos divinos e sobrenaturais foram retirados logo de cara. Desse modo o termo histórico foi substituído na velha escola da busca pelo Jesus histórico por mero historicismo. Ou seja, uma história distorcida sem a presença da pregação.

A velha escola da busca pelo Jesus histórico criou o ambiente necessário para os desenvolvimentos posteriores da busca numa espécie de gangorra teológica. É praticamente impossível entendermos Karl Barth e Rudolf Bultman, se não levarmos em conta o background na velha escola e do liberalismo.Os dois tentaram fugir do impasse representado pelas posições da velha escola e do liberalismo, mas tudo o que conseguiram foi apenas desenvolver uma visão do evangelho que paira sobre a história como um disco voador que nunca aterrissa na História.

Rever a história da velha escola acerca da busca pelo Jesus histórico nos ensina uma importante lição. Existe um relacionamento inevitável entre a Palavra e Cristo, entre a Escritura e o Cristo revelado na Palavra. Não é difícil notarmos como a chamada alta crítica — do Iluminismo — minou a autoridade das Escrituras e influenciou a busca pelo Jesus histórico pela escolha velha. Sempre que alguém perde a fé na Palavra revelada de Deus, o passo seguinte é também a perda do reconhecimento do Cristo da Palavra.

É nossa convicção que nós podemos aprender a lição da história e pela graça de Deus alcançarmos uma convicção ainda maior da estratégica interrelação entre a história e a pregação. Jesus de Nazaré e os eventos acerca da sua pessoa como revelados nas Escrituras têm um significado eterno. O próprio Evangelho, a pregação, está arraigada na história: na própria pessoa de Jesus, o Filho encarnado de Deus que morreu na cruz por nós naquela sexta-feira e que ressuscitou para nossa justificação no domingo da ressurreição.
  
CONTINUA...

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[1] Adam, Katl. The Christ of Faith. Pantheon, New York, 1957.
[2] Jeremias, Joachim. The Problem of the Historical Jesus. Fortress Press, Philadelphia, 1972.
[3] Braaten, Carl. New Directions in Theology Today: Volume II History and Hermeneutics. Westminster Press, Philadelphia, 1974.

sexta-feira, 24 de março de 2017

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus – ESTUDO 022 — PARA O QUÊ DEUS NOS ESCOLHEU?


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NESSA SÉRIE NÓS ESTAMOS TRATANDO DE DOIS ASPECTOS IMPORTANTES ACERCA DA VERDADEIRA IGREJA: 1) A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO; E 2) A IGREJA NO PLANO ETERNO DE DEUS. CONVIDAMOS TODOS OS NOSSOS LEITORES A ACOMPANHAREM ESSA SÉRIE E COMPARTILHAREM A MESMA COM TODOS OS SEUS CONHECIDOS, AMIGOS E IRMÃOS. OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODERÃO SER ENCONTRADOS POR MEIO DE LINKS NO FIM DE CADA ESTUDO.
Efésios 1:4 - Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor.

Conforme falamos anteriormente, os versículos 3 a 14 de Efésios 1 são realmente uma explosão de louvor. Louvor a Deus que nos escolhe exclusivamente pela Sua graça — ver Efésios 1:4—5 e comparar com Romanos 11:5.

Na longa exposição — ver estudos desta série abaixo — feita no evangelho de João, acerca da doutrina da eleição, nós vimos que:

1. Não existe salvação fora da fé exclusivamente em Jesus Cristo por causa de Quem Ele era, i.e., Deus mesmo e por causa das obras que Ele fez “como nenhum outro fez”.

2. Somente aqueles que o Pai dá ao Senhor Jesus é que virão ao Senhor Jesus e serão salvos.

3. Os que rejeitam a graça salvadora de Deus são considerados por Deus mesmo como “indesculpáveis”.

A segunda parte de Efésios 1:4 deixa bem claro o propósito de Deus para nós ao nos salvar em Cristo. Muitos crentes e muitas igrejas têm reduzido o propósito de Deus para nossa salvação à uma apólice de seguro “contra incêndio”, como uma garantia de que iremos para o céu e não para o inferno. Mas o propósito de Deus na nossa salvação vai muito, além disso. Muitos crentes pensam que uma vez que estão de posse da “apólice de seguro” podem então viver como bem quiserem. Podem, inclusive, desfrutar do pecado. Entre esses encontramos alguns que chegam ao cúmulo de fazer apologia aberta a uma vida pecaminosa. Outros há, que se orgulham de terem sido eleitos por Deus, como se tivessem algum mérito neste processo. O fato é que essa doutrina de eleição é tão complexa e delicada que, quase sempre, vamos encontrar pessoas que abusam da mesma de uma maneira ou de outra. Antes de tudo temos que notar que não fomos escolhidos porque éramos santos ou melhores que outras pessoas. Portanto não existia nenhum mérito em nós que obrigasse Deus a nos escolher. Por outro lado temos que entender que usar a doutrina da eleição como desculpa ou permissão para viver no pecado demonstra, na realidade, um coração ainda irregenerado. Fomos eleitos pela graça de Deus e fomos escolhidos por Deus para sermos santos e irrepreensíveis diante de Deus.

Paulo usa dois termos para descrever o propósito de Deus para nós. Ele diz que Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis. As duas palavras significam, basicamente, a mesma coisa. A ênfase ou o aspecto focalizado é que é diferente. A palavra grega ἁγίους agíous  — santos, quer dizer algo muito santo ou um santo e se refere à condição interna da pessoa descrita, Isto é, descreve aquilo que a pessoas é no íntimo, lá dentro. Por sua vez a palavra grega ἀμώμους amómous — irrepreensíveis é usada para descrever algo sem defeito, como um animal sem mancha ou defeito; serve também, desse modo, para descrever alguém que é moralmente sem defeito, perfeito ou irrepreensível. O termo santidade descreve nossa condição de pureza interna ao passo que irrepreensível descreve nossa condição externa de pureza. Esses dois aspectos não podem ser nem ignorados nem desprezados, pois foi exatamente para alcançá-los na vida da Igreja que o Senhor Jesus entregou sua vida como um sacrifício na cruz do Calvário —

Efésios 5:25—27

25 Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,

26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra,

27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito.

A verdadeira igreja do Senhor Jesus precisa ser irrepreensível, ou seja, sem culpa externamente e completamente santa ou pura, internamente. Quando olhamos para as igrejas nos dias de hoje vemos como é lamentável o quadro que se apresenta diante de nós. As denominações que pretendem representar a verdadeira igreja cristã estão longe de serem puras porque são completamente repreensíveis! O apóstolo Paulo entendia perfeitamente bem essa necessidade que a Igreja possui ao dizer as palavras que estão registradas em 2 Coríntios 11:23—28, com especial ênfase no verso 28!

23 São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes.

24 Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um;

25 fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar;

26 em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos;

27 em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez.

28 Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas.

Sermos santos e irrepreensíveis quer dizer que temos que experimentar, de modo prático, a reversão daquilo que experimentamos como resultado da queda de nossos primeiros pais. Por causa da desobediência de Adão no jardim do Éden todos nós, porque estávamos em Adão, i.e., porque descendemos de Adão, estamos sujeitos às consequências da queda —

Romanos 5:12

Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

Somos todos pecadores na prática. A queda foi obra do diabo. Mas Jesus veio para desfazer as obras do diabo que incluem a prática do pecado por parte dos seres humanos —

1 João 3:8

Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.

Jesus veio trazer nova vida. Uma vida caracterizada por uma pureza essencial que é representada por um estado saudável ou cheio de plenitude. Assim a Igreja precisa manifestar uma harmonia perfeita onde o exterior, que é visível, é o perfeito reflexo do interior invisível.

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http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 016 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 006
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/06/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 017 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 007 — O Mundo Nos Odeia
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 018 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 008 — Por que O Mundo Nos Odeia
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/09/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_29.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 019 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_4.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 020 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_5.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 021 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_6.html
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 022 — O Propósito de Deus em Nossa Eleição: Nos Fazer Santos e Irrepreensíveis
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis


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quinta-feira, 23 de março de 2017

CONFORTO PARA CORAÇÕES AFLITOS - SERMÃO 003 — CONFIANDO NA PESSOA DE JESUS


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Esta é uma série que trata do maravilhoso tema de como Jesus conforta seus discípulos em meio às tribulações dessa vida. Ao compartilhar esses estudos nossa intenção é que todos possam encontrar em Jesus, o conforto necessário para todas suas tribulações.

Texto: João 14:4—6
Introdução.

A. Nessa série estamos tratando do Conforto Para Corações Aflitos. Conforto esse que nos é oferecido pelo Senhor Jesus. 
B. Todas as mensagens dessa série estão baseadas nos capítulos 14 e 16 do Evangelho de João. 
C. Já falamos que, para que possamos desfrutar do conforto oferecido por Jesus é necessário fazermos o seguinte: 
1. Confiar na Presença de Jesus em nosso meio e, especialmente, em nossas vidas. 
2. Confiar nas Promessas que Jesus fez acerca da nossa vida na eternidade. 
D. Hoje queremos acrescentar um terceiro item que, juntamente com os dois anteriores, é da maior importância se queremos, de fato, desfrutar do conforto que Jesus nos oferece. 
E. Estamos falando da necessidade que temos de confiar também na própria Pessoa do Senhor Jesus. 
F. Esse é o tema de nossa mensagem hoje — 
CONFIANDO NA PESSOA DE JESUS
Introdução

A. Em João 14:4 Jesus disse o seguinte: E vós sabeis o caminho para onde eu vou. Essa frase de Jesus aborda dois aspectos: 1) O lugar para onde Jesus estava indo; e 2) O caminho para chegar naquele mesmo lugar.

B. Quanto ao lugar para onde Jesus estava indo, o que é que Ele mesmo nos diz? No contexto imediato Jesus disse aos discípulos que Ele estava indo pra a casa do Pai — para aquele lugar que nós mesmos poderemos chamar de lar doce lar. Jesus também nos diz que deseja que nós pudéssemos estar com ele onde Ele estivesse — João 14:2—3.

C. Em outra passagem, Jesus já tinha informado tanto aos judeus, como aos seus discípulos, que ficaria pouco tempo com eles, porque iria voltar para estar junto daquele que o tinha enviado —

João 7:33

Disse-lhes Jesus: Ainda por um pouco de tempo estou convosco e depois irei para junto daquele que me enviou.

D. A afirmação de Jesus acerca do lugar para onde ia e do caminho para chegar até lá, criou a condição perfeita para que uma pergunta fosse levantada e também para que uma resposta fosse oferecida. A resposta de Jesus, acerca da qual falaremos em seguida, é uma dessas palavras maravilhosas que encontramos apenas nas páginas das Escrituras Sagradas. Vejamos —

I. A Pergunta de Tomé — João 14:5

A. Tomé levanta uma importante questão: ele alega que os discípulos não sabiam nem para onde Jesus estava indo e nem como eles deveriam fazer para chegar naquele lugar, ou seja, eles não conheciam o caminho.

B. Tomé ao fazer sua pergunta reflete a confusão mental em que, não apenas ele, mas todos os discípulos se encontravam depois de Jesus ter anunciado que iria partir.

C. Todavia, Jesus já tinha lhes falado dizendo que eles não deveriam se deixar perturbar com aquela notícia, porque Sua ausência seria temporária e eles deviam confiar na presença de Jesus com eles, da mesma maneira que estavam acostumados confiarem na presença de Deus com eles — João 14:1.

D. Mas independentemente disso, Jesus vai continuar confortando os corações dos discípulos.

II. A Resposta de Jesus à Pergunta Feita por Tomé — João 14:6

A. A resposta de Jesus à pergunta feita por Tomé em João 14:5 está em João 14:6. Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

B. Na resposta de Jesus devemos notar o seguinte:

1. Jesus afirma de forma categórica que Ele mesmo era o caminho para a casa do Pai. Quem conhece a Jesus, conhece o caminho.

2. Além do mais, os discípulos não precisavam se preocupar em saber como poderiam chegar à casa do Pai. Jesus prometeu que viria buscá-los pessoalmente — João 14:3 — para levá-los para o mesmo lugar onde ele estava.

3. O que os discípulos precisavam fazer era confiar na Pessoa de Jesus, da mesma forma que eles precisavam confiar na presença e nas promessas de Jesus. Note com a fé cristã gira ao redor de Jesus.

C. Os discípulos precisavam confiar em Jesus. Quando o tempo apropriado chegar, Jesus virá conduzi-los para a casa do Pai.

D. Quando não conhecemos a maneira certa de chegar num determinado lugar, é bom receber orientações de alguém que sabe. Mas melhor do que isso é ter alguém que nos dirija até lá! E é exatamente isso que Jesus promete fazer com os discípulos.

E. Em vez de dizer como chegar lá, Jesus diz: Eu voltarei. Eu pessoalmente vou conduzi-los para casa de meu Pai.

F. Todas essas palavras de Jesus dever servir como um grande consolo para nossos corações atribulados. As circunstâncias da vida podem variar, mas existem coisas que nunca variam: a Presença, as Promessas e a Pessoa de Jesus. Nosso destino eterno está garantido pelo próprio Jesus.

III. Confiando na Pessoa do Senhor Jesus Por Aquilo que Ele É

A. Jesus disse: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim — João 14:6.

B. Jesus é o próprio caminho que nos conduz ao lar celestial.

C. Jesus em sua Pessoa é a própria personificação da verdade.

D. A vida para a qual Jesus nos conduz é uma vida eterna.

Conclusão:

A. Já falamos acerca do conforto que encontramos na Presença e nas Promessas do Senhor Jesus. Hoje a trilogia se completou com essa mensagem que tratou da Pessoa do Senhor Jesus.

B. Uma das maiores preocupações que todos os seres humanos têm é com o que nos acontece depois da morte. Sempre que essa preocupação te assaltar lembre-se da promessa de Jesus de nos conduzir, pessoalmente, até a casa do Seu Pai.

C. Ter alguém para te conduzir é melhor que seguir as orientações do Google maps!

D. Jesus é Aquele que representa tudo que alguém pode desejar:

1. Ele mesmo é o caminho que nos leva até ao Pai.

2. Ele é verdade que deve sossegar nossos corações atribulados.

3. Ele é a vida e vida eterna.

D. Portanto, minhas irmãs e irmãos, vamos:

1. Confiar na presença de Jesus entre nós.

2. Confiar nas promessas que Jesus nos fez segurando-as com todas as nossas forças.

3. Confiar na Pessoa majestosa de Jesus, pois apenas Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Que Deus abençoe e fortaleça a todos com essas palavras de verdadeira consolação.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE CONFORTO PARA CORAÇÕES AFLITOS

SERMÃO 001 — CONFIANDO NA PRESENÇA DE JESUS

SERMÃO 002 — CONFIANDO NAS PROMESSAS DE JESUS


Que Deus abençoe e fortaleça a todos com essas palavras.

Alexandros Meimaridis

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